2 Anos trazendo a lógica!!

Romeu e Julieta – o que o mundo esqueceu

Incluindo Stephenie Meyer

Todo mundo já ouviu falar de Romeu e Julieta. A aclamada peça de teatro de William Shakespeare atravessa gerações (e MUITOS anos), inspirando autores e apaixonados de todas as formas. Inclusive, dizem algumas más línguas que andou inspirando Stephenie Meyer também. Afinal, todas as citações da obra shakesperiana que aparecem em Twilight devem ter servido como inspiração para alguma coisa (ou será que não?). Também costumam relacionar o casal Edward e Bella a Romeu e Julieta, mesmo depois que Meyer declarou que “Romeu e Julieta eram meio idiotas, eles mal se conheciam quando ficaram juntos” (o que também assusta um pouco, pode confessar). E aí fica aquela pergunta: terá um sentido nisso tudo?

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Olha, sentido ATÉ TEM. Afinal, amores sublimes e desmedidos como o de Romeu e Julieta, tem aos montes, e Meyer não foi a primeira e nem a última que usou do amor proibido a ponto de causar suspiros em milhares de românticos por aí. A questão é: até que ponto Meyer usou, de fato, a VERDADEIRA essência do romance de Shakespeare (e até que ponto ela realmente ENTENDEU do romance)?

Bem, os haters já devem imaginar a resposta que eu tentarei dar no final do post. Mas para TENTARMOS buscar uma resposta, temos primeiro que pensar o que foi Romeu e Julieta. E isso é uma questão complicada. A começar que eu não sou nenhuma entendida máxima no assunto da Literatura (embora tenha estudado um pouco na faculdade e lecionado a matéria por um ano, mas o que quero dizer é que não sou nenhuma expert e também não sou da Área de Letras, então tudo que falarei aqui é através dos estudos que fiz no Ensino Médio, bem como do material que li na época que fui professora). Segundo, e creio que nosso principal “problema”, é que Romeu e Julieta já foi imortalizado como o “maior romance de todos os tempos”, no sentido de que ele é visto apenas como “uma história de amor”, quando na verdade a coisa é BEM maior do que isso. Terceiro… bem, terceiro problema, a meu ver, é que, hoje, Romeu e Julieta é uma história conhecida, mas pouco lida (ou assistida). Muitos sabem que Romeu era um Montecchio, Julieta uma Capuleto, e as duas famílias eram inimigas. Muitos sabem que eles morreram no final. Mas, muitas vezes, é só. É como a historinha da Chapeuzinho Vermelho, é uma história do conhecimento público que a gente conhece porque ouve outros dizerem. Mas a sua totalidade, e tudo que envolveu a sua confecção… bem, os que sabem alguma coisa viu algum filme (o mais recente, que eu me lembre, é a versão com Leonardo di Caprio, da década de 90 – um filme interessante, aliás, porque, apesar de manter os diálogos originais, contextualiza a história em algo mais… contemporâneo). E às vezes, nem isso é suficiente para fazer com que possamos ver além dos beijos e abraços dos dois infelizes apaixonados.

Então, vamos começar falando só de Romeu e Julieta:

1) Classicismo – a volta da razão

A primeira coisa que devemos ter em mente é o período em que Shakespeare viveu, bem como a escola literária em que ele se encaixou.
William Shakespeare (1564-1616) pertenceu a um movimento conhecido como Classicismo. Vamos dizer que Classicismo foi a manifestação literária do Renascimento. O movimento Clássico se espalhou não só na Inglaterra, mas também em outros países como Portugal (cujo principal representante era Camões) e Espanha (Miguel de Cervantes). As características do Classicismo são basicamente: a valorização da cultura antiga (principalmente a greco-romana), o resgate dos valores pagãos (muitas vezes utilizados em mescla com os valores cristãos, como Camões fez em “Os Lusíadas”), e o principal: a valorização dos conceitos ligados à razão (racionalismo, universalismo, naturalismo, etc). Vejam bem: valorização da RAZÃO. Ou seja, sentimentos poderiam até ser retratados e explicados, porém seriam vistos com um viés RACIONAL. Afinal, a Europa estava saindo de um período bastante agitado (e as Cruzadas que o digam), quando a emoção, sobretudo a religiosa, eram não só a vida, mas também a diretriz do estilo de vida. Até mesmo para apagar e desvalorizar toda a produção medieval (que não é pouca e muito menos pobre, que fique claro), os clássicos fizeram questão de rebater cada ponto, e para isso apertaram forte na tecla da razão: os sentimentos podiam ser bonitos, mas ao mesmo tempo eram perigosos. E eles retraram isso das mais diversas formas.
Cervantes foi um dos mais “cruéis”, satirizando nosso querido Dom Quixote, apaixonado por romances e por novelas de cavalaria, a ponto de que até seu escudeiro, Sancho Pança, fosse mais inteligente (sendo ele a voz da razão para o louco Dom Quixote – o que seria considerado um absurdo entre os cavaleiros, imagine um escudeiro sendo mais que seu mestre). Camões não foi muito diferente. Nota-se isso em seu trabalho minucioso em deixar seus poemas perfeitos, sempre na medida nova, com esquemas constantes de rimas e temas também constantes (seus poemas líricos, principalmente).

Ah, mas Camões criou o poema do “Amor é fogo”. O que tem de racional nisso?

Bom, vamos analisar o poema.

“Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer

É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder

É estar-se preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade
se tão contrário a si é o mesmo amor?”

Bonito? Concordo! Mas vejam bem… amor é fogo que arde, é ferida, não contenta completamente, te deixa solitário, e o ponto chave: deixa a pessoa completamente à mercê de outra (fica preso por vontade, você é leal a alguém que talvez te mate). Apesar do poema ser bonito (e bastante sincero), ele é meio claro: amor é um sentimento meio paradoxal, e por vezes perigoso (mas como causar pode seu favor, nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo amor?). Isso é o lado racional do poema falando mais alto: o sentimento existe, é complexo, mas não é tão bonito assim (mesmo que o poema seja).

Oks, e onde William Shakespeare se encaixa nisso?

Bom, vamos dizer que William foi nosso representante inglês do Classicismo. Seus trabalhos mais famosos foram peças de teatro como Hamlet, Rei Lear, Otelo, Macbeth, Sonho de uma noite de verão e, claro, Romeu e Julieta.

Antes de falar de Romeu e Julieta especificamente, quero falar de duas obras de Shakespeare que eu particularmente conheço um pouco e demonstram o que quero dizer sobre valores clássicos: Otelo e Sonho de uma noite de verão.

Bem, Otelo é um drama. Conta a história de um mouro (árabe), que apaixonado pela bela e européia Desdêmona, se torna cristão e se casam (meio a contragosto do pai dela, mas caso que foi resolvido rapidamente, principalmente porque Otelo era um homem muito bem visto entre os membros do governo). A felicidade do casal ia muito bem, até que Otelo, general do reino de Veneza, promove Cassio (seu grande amigo e um dos responsáveis por ajudar Otelo e Desdêmona a ficarem juntos) a tenente, causando a ira de Iago, alferes que queria o posto.

O que Iago faz? Causa uma intriga digna de novela das oito (ou até mais do que isso, tendo em vista a qualidade das novelas ultimamente), forjando cartas de amor de Desdêmona para Cassio, e fazendo com que Otelo descubra. O ponto alto da intriga se dá quando Otelo encontra o lenço que deu a Desdêmona no quarto de Cassio (obra de Iago, claro). Descontrolado, Otelo acusa Desdêmona de traição e a mata por asfixia. 

Quando descobre a armação de Iago, se desespera e se mata.

Cabe dizer aqui duas coisas, uma sobre Otelo e outra sobre Desdêmona. O mouro era considerado um homem fiel, inteligente, forte e tinha grande estima entre os membros do Estado de Veneza. Suas habilidades e estratégias faziam dele uma pessoa de confiança, tanto que foi capaz de convencer o pai de Desdêmona, Brabâncio, e todo o governo de que ele era um bom marido e que eles poderiam ficar juntos (o que era meio raro, tratando-se da união de um europeu com um mouro). Desdêmona, por sua vez, era completamente apaixonada por Otelo. Suas cartas de amor e sua dedicação ao marido (a ponto de desafiar seu pai e o governo de sua nação) eram claras, e ninguém jamais duvidaria de seu amor, quem dirá dizer que ela o traía.

E o que amor fez a eles? Principalmente a Otelo? Transformou-o em uma pessoa desconfiada, descontrolada e matou a ambos, Desdêmona e Otelo. O amor de Otelo era tão desmedido e perigoso que ele sucumbiu aos planos de Iago, como um patinho pagando uma pensão para Stephanie Brito.

Talvez, se Otelo tivesse sido mais racional e apurado o caso com mais cuidado (e tido mais paciência), talvez Desdêmona não tinha morrido. Mas não foi o que aconteceu. Desdêmona e Otelo morreram. Morreram vítimas de um sentimento desmedido, controlado pelos ciúmes. É Shakespeare dizendo “olha só, se não tomar cuidado, se deixar se levar pelo amor, é isso que acontece”.

(e só pra lembrar, Dom Casmurro, de Machado de Assis, foi baseado em Otelo. Vejam também o final de Capitu e de Bentinho)

E aí temos Sonho de uma noite de verão. Essa obra é o total oposto de Otelo: é uma peça leve, de comédia, que retrata a predileção dos clássicos pela cultura greco-romana. A história se passa em Atenas, e começa com Egeu querendo casar sua filha Hérmia a força com Demétrio. Porém, Hérmia é apaixonada por Lisandro, enquanto que sua melhor amiga, Helena, é apaixonada por Demétrio. Para resolver a situação, Hérmia e Lisandro resolvem fugir de Atenas, pois aí podem se casar em outra cidade, livrando-se assim da obrigação do casamento com Demétrio e deixando o caminho livre para Helena.

Os problemas começam quando, na floresta por onde os apaixonados irão passar em sua fuga, está acontecendo a briga entre a rainha das fadas, Titânia, e o rei das fadas, Oberon: ambos disputam a posse de um menino indiano, que é protegido de Titânia. Para descontar sua raiva com a briga e conseguir o menino para si, Oberon arma com o elfo Puck uma armadilha para ela: aproveita que uma companhia de teatro amadora de artesões está ensaiando uma “tragédia hilariante” para o casamento do Duque de Atenas, Teseu, e pede para que Puck jogue uma poção do amor para Titânia se apaixonar perdidamente por algum deles (e quando digo perdidamente, é perdidamente MESMO, para Titânia fazer TUDO pelo seu novo amado, inclusive entregar o menino indiano). Ao mesmo tempo, Oberon presencia a novela de amor de Hérmia, Lisandro, Demétrio e Helena. Demétrio, furioso ao descobrir sobre a fuga de sua noiva, vai para a floresta atrás de Hérmia, e é perseguido por Helena, que chora e suspira para que ele a ame. Oberon, comovido pela dor de Helena, pede para Puck que também jogue a poção em Demétrio, para que assim ele se apaixone pela jovem.

Puck, ser muito travesso e muito atrapalhado, consegue parte do plano. Joga a poção em Titânia, mas no meio do caminho tem um acidente com a companhia de teatro, e com o susto, transforma a cabeça de um deles em uma cabeça de burro – e quem diria, é o primeiro que Titânia vê e por quem se apaixona loucamente. Bem, parte do plano executado. PROBLEMA começa quando tenta cumprir a outra parte do plano. Puck encontra um ateniense dormindo na floresta, e meio afastado dele, uma ateniense dorme também. Puck deduz que esse ateniense é o mesmo de quem Oberon falou, e joga a poção do amor nele. Porém, esse ateniense é Lisandro, que ao acordar, se dá de cara com Helena. E se apaixona perdidamente por ela.

Oberon, ao saber disso, fica furioso, e ambos tentam consertar a situação. Jogam a poção em Demétrio, que finalmente se apaixona por Helena. Porém, agora Lisandro também a quer, e os dois novamente voltam a brigar, deixando Helena confusa e Hérmia desesperada por ter perdido seu grande amor para sua melhor amiga.

E nem vamos dizer que Oberon começa a ficar enciumado ao ver Titânia com tantos carinhos para seu querido burro, mesmo sabendo que isso fazia parte do seu plano (do qual não desiste, deixemos claro).

A história termina com Puck conseguindo um antídoto para a poção, curando Titânia e Lisandro. Titânia volta às pazes com Oberon (principalmente depois das loucuras de amor que fez por um cabeça de asno, o que a deixa bem envergonhada, e depois, claro, que Oberon consegue o menino), e Lisandro volta com Hérmia. Demétrio é deixado sob o efeito da poção, e assim fica com Helena. Os quatro jovens voltam para Atenas, e agora que Demétrio quer ficar com Helena, não resta opção para Egeu a não ser aceitar Lisandro como genro. Todos se casam junto com Teseu e Hipólita, e durante a festa de casamento assistem a peça dos artesões (só para matar a curiosidade, o cidadão amante de Titânia é curado por Puck e volta a ter cabeça de gente), que encenam uma versão cômica da tragédia Píramo e Tisbe (uma das obras que inspirou Shakespeare a escrever Romeu e Julieta, aliás). Puck encerra a peça abençoando todos os casais presentes e dizendo que tudo que viram não passou de um sonho de uma noite de verão.

E eu contei todo esse pastelão que eu amo pra quê?

Bem, vamos ver do começo. A história toda é uma comédia, ou seja, tudo tende a ser satirizado. Incluindo o romance. Basta ver toda a confusão que se cria por causa do amor mal-fadado de Lisandro e Hérmia e dos sofrimentos da solitária Helena. A própria poção de Puck demonstra o lado “escuro” do amor, que deixa cego e faz as pessoas agirem sem pensar: Demétrio e Lisandro começam a brigar e a se duelar por causa de Helena, coisa que não acontecia por Hérmia, por mais que ambos gostassem dela. O amor insano, descontrolado, juvenil, imprudente, impensado. E que fez Titânia se apaixonar perdidamente por um asno O.O

Aaaaaaaah, mas aí não é amor de verdade.

EXATO! Não é amor de verdade. Mas todos pensaram que fosse. Assim como muitos pensam que aquele carinha legal é o amor da sua vida, ou que vai se casar com seu primeiro namorado/amor. Esse tipo de “amor” é o amor louco, perigoso, que só não terminou em tragédia porque os enamorados (com exceção de Demétrio) acordaram. Ou seja, Shakespeare satirizou e condenou de novo o amor, agora de uma maneira diferente. Em Otelo, condenou o amor verdadeiro, porém obsessivo, sem controle. No segundo, condenou o falso amor. A racionalidade sendo valorizada em relação aos sentimentos (neste caso, o amor), mesmo que de uma maneira indireta (e no caso de Sonho de uma noite de verão, de maneira bastante divertida).

Mais provas? Ainda em Sonho, temos que Oberon foi o único que REALMENTE se deu bem em toda a história. Ele gosta de Titânia? Gosta, não vamos dizer o contrário (mesmo que os dois só briguem e ele constantemente arraste uma asinha para Hipólita). Ele se comove com as questões sentimentais? Se comove, tanto que tentou ajudar Helena. Ele fica incomodado ao ver Titânia com outro, mas ainda assim segue seu plano até o final. Resultado: volta às pazes com ela e ainda consegue o menino. Se isso é certo? Eu não sei. Confesso que acho até meio sacana da parte dele (e algumas outras coisas que não vem ao caso agora). Mas o fato é que Oberon foi o único que conseguiu controlar suas emoções, deixando sua astúcia falar mais alto, ao executar o plano contra Titânia. E ele se deu bem. Mesmo com todas as atrapalhadas do Puck, detalhe.

Shakespeare é um autor clássico. E suas obras seguem essa tendência. Incluindo Romeu e Julieta.

Então vamos a ele.

2) Romeu e Julieta – antes de tudo, uma tragédia.

Eu disse um pouco acima que uma das inspirações para a obra de Shakespeare foi Píramo e Tisbe, que na peça Sonho de uma noite de verão é satirizada na versão cômica dos artesãos. Bem, rola boatos de que, paralelamente a Sonhos, Shakespeare escreveu “Romeu e Julieta”. Se escreveu, não vem ao caso, mas é legal por ver como ele usou o conto grego de maneiras diferenciadas. No caso de Romeu e Julieta, a inspiração foi clara, tendo em vista a tragédia devido ao romance proibido (o que prova que nem Romeu e Julieta foi inovador nesse ponto.Quem dirá a Meyer). E o final evidentemente trágico.

Acho que a história de Romeu e Julieta já é conhecida pelo público, mas já que descrevi a de Otelo e a de Sonho, vamos falar um pouco dela: Romeu Montecchio é o único filho dos Montecchio, família importante em Verona, e rival de outra família igualmente importante, os Capuleto, de quem Julieta era única herdeira (embora tivesse seu primo Tebaldo). As brigas entre Montecchio e Capuletos estão proibidas em Verona pelo príncipe Escalo, e a pena para quem se envolver em tais brigas é a pena de morte. Ótimo, as coisas parecem estar sob controle.

Até que os Capuleto decidem dar uma festa à fantasia, onde todas as famílias nobres da cidade (com exceção dos Montecchio, claro) são convidadas. Nessa festa, o senhor Capuleto pretende apresentar sua filha Julieta ao nobre Páris, parente do príncipe Escalo, com quem quer casá-la.

Paralelo a tudo isso, temos o jovem Romeu sofrendo as dores do amor. Apaixonado por Rosalina, uma jovem que prometeu ser virgem para sempre, Romeu está em depressão profunda, querendo morrer por causa de sua paixão não correspondida. Para consolá-los, seus amigos Bertólio (que é primo de Romeu) e Mercuccio decidem levá-lo à festa dos Capuleto: Mercuccio, também parente do príncipe, foi convidado, e pode levar todos os amigos que quiser. Os jovens aproveitam que o Baile é de máscaras e entram disfarçados, e não são reconhecidos. Romeu não gosta muito da ideia, mas quando sabe que sua amada Rosalina vai, decide ir também para contemplá-la.

No baile, Romeu vê Julieta e a paixão entre os dois é instantânea. Exatamente o que você leu, é a primeira vista. Mas e Rosalina? Bem, Romeu encontrou em Julieta o conforto para esquecer Rosalina de vez e recomeçar. E nessa festa ambos trocam juras de amor, até descobrirem quem realmente são, e começarem todas as lamentações.

Isso não seria nada, se na festa o primo de Julieta, Tebaldo, não tivesse reconhecido Romeu e jurado matá-lo pela infâmia de ter ido ao Baile. Só não o faz na festa porque seu tio, senhor Capuleto, o impede, dizendo que não era ocasião, além de que Romeu era bem visto em Verona, para não falarmos da lei do príncipe Escalo. Mas isso não faz Tebaldo desistir: pelo contrário, ele jura ir desafiar Romeu no outro dia.

Entre o fim da festa e o outro dia, temos a famosa cena do balcão de Julieta, onde ambos trocam suas juras de amor, lamentam a rivalidade de suas famílias e prometem que, mesmo assim, vão se casar, como prova do amor de Julieta e das boas intenções de Romeu. É, amigo, é o que você pensou: eles se conheceram, se apaixonaram e já vão se casar. E eu garanto, assim como está parecendo estranho para você, também era meio estranho para Shakespeare. E por isso ele fez assim.

No outro dia, Romeu vai conversar com Frei Lourenço, pedindo sua ajuda para realizar, ainda naquela tarde, o seu casamento com Julieta. E surpresa? Frei Lourenço TAMBÉM estranha muito essa paixão repentina. O que fica claro em sua fala:

“Por São Francisco! Que mudança é essa? Rosalina adorada e tão depressa posta no esquecimento? O coração no amor dos moços nada influi, senão somente os olhos. Ai! Jesus Maria! Quantas ondas salgadas, noite e dia, a postura banharam-te amarela, só pelo amor de Rosalina bela? Quanta água salsa em vão jogada fora por um amor que ele não sente agora! Não desfez ainda o sol, em muitos giros, os vapores, no céu, de teus suspiros. Sinto ainda tuas queixas nos ouvidos. Eis em tua face, aqui, dos tempos idos, uma lágrima ainda não lavada, que origem teve em tua namorada. Se o mesmo ainda és, que só de amor se fina, foi causa de tudo isso Rosalina. Mudaste tanto? Ouve a sentença amara: cai a mulher, quando o homem não a ampara”

Ou seja… WTH, ROMEU? Chorou tanto por Rosalina e de repente ama a sua inimiga?

Só que, apesar de estranhar MUITO esse amor, Frei Lourenço vê na união dos jovens uma chance de acabar com a rixa entre os Montecchio e Capuleto. Então, pensando nas vantagens e no bem maior da cidade, que não aguenta mais a briga, ele decide ajudar o jovem casal, combinando com Romeu o casamento para aquela tarde. Romeu, contente, encontra-se com a ama de Julieta, que leva o recado para sua querida pupila, e o casamento acontece. Frei Lourenço fica feliz: afinal, que mal poderia resultar naquele casamento? Só coisas boas viriam.

Mas acho que vocês lembram do primo da Julieta, Tebaldo. Que jurou vingança. Pois bem, logo após o casamento secreto, Tebaldo encontra Romeu, e o desafia. Romeu, agora parente de Tebaldo, tenta negar o duelo, dizendo que agora ama Tebaldo, e não pode fazer mal a ele. Tebaldo, irado e querendo lutar de qualquer forma, duela com o amigo de Romeu, Mercuccio. O duelo é tão desastroso que Romeu, tentando impedir o combate, entra na frente de Mercuccio, deixando chance para Tebaldo ferir Mercuccio por debaixo do braço de Romeu. Mercuccio morre, amaldiçoando aquela guerra, e Romeu, frustrado, duela com Tebaldo, vencendo ao matá-lo.

Agora Romeu matou Tebaldo. O primo da sua esposa. E o príncipe Escalo está doidinho, porque sua lei foi quebrada. O que ele faz? Foge. Se esconde na capela de Frei Lourenço.

Escalo, por sua vez, ao ver que duas pessoas já morreram, decide que não é hora de condenar mais um a morte, e ao invés do castigo inicial, decide apenas exilar Romeu em Mântua. Ok, Romeu não será morto, vamos dar tempo ao tempo e quando a poeira abaixar, contemos de seu casamento com Julieta e tudo voltará ao normal, certo? Bem, foi isso que pensou Frei Lourenço. Mas Romeu estava tão desesperado e tão triste por ter que ficar longe de sua Julieta. Frei Lourenço o conforta, falando de seu plano e de como o destino foi bondoso com ele (e realmente foi), pois estava vivo e só tinha sido exilado. Com o tempo, tudo ia se acertar. Romeu passa sua noite de núpcias com Julieta e, pela manhã, vai para Mântua.

Tudo certo de novo… até o pai de Julieta, tentando consolá-la pela morte de Tebaldo (razão pela qual ele acha que ela está chorando), marca seu casamento com Páris para quinta-feira. Mas espera aí: Julieta JÁ está casada. E ela não quer nem saber de outro marido, ela apenas quer o seu Romeu. E discute com o pai, ele a amaldiçoa, e ela fica sozinha aos prantos. Sem alternativa, Julieta tenta se matar, mas algo fala mais alto e ela vai conversar com Frei Lourenço. O pobre padre se vê de novo numa enrascada, mas consegue arrumar uma solução: Julieta tomaria uma poção que a faria parecer morta por um dia. Enquanto os Capuleto a enterravam, Romeu seria avisado em Mântua, e no fim das vinte e quatro horas, ele e Frei Lourenço a roubariam de seu túmulo, e o casal ficaria em Mântua. Quando tudo estivesse passado, e a poeira abaixado, eles voltariam, revelariam o casamento e tudo ficaria bem. Tinha jeito ainda. Julieta aceita, e na véspera de seu casamento com Páris, ela toma a poção.

O plano seguia bem. Mas a carta de Frei Lourenço a Romeu não chega a ele. E para piorar, um amigo de Romeu fala da morte de Julieta. Romeu enlouquece, de tal forma que decide se matar, pois não pode mais viver sem sua amada. Compra veneno e, sem pensar duas vezes, vai para Verona. Frei Lourenço até tenta tirar Julieta do mausoléu antes de Romeu chegar (afinal, conhecendo Romeu, sabia que ele viria ver o corpo da amada), mas é impedido com a chegada de alguém. Romeu e Páris.

Páris chega primeiro, e começa a chorar. Ao entrar no mausoléu dos Capuleto, Romeu encontra e mata Páris para entrar no mausoléu, onde encontra Julieta sob o efeito da poção. Toma o veneno e assim morre. Instantes depois, Julieta acorda. E para seu desespero, tanto Páris quanto seu amado Romeu estão mortos. Frei Lourenço, desesperado, tenta levá-la consigo, mas com a chegada do príncipe Escalo, foge, deixando Julieta sozinha no mausoléu. A jovem, encontrando uma adaga com Romeu, se mata. Quando Escalo vê a situação e ouve Frei Lourenço, amaldiçoa toda a cidade, mostrando até onde o ódio das famílias chegou.

Ok, qual a moral nisso tudo? Bem, primeiro que Romeu e Julieta eram amados por Murphy -n. Tá, brincadeiras à parte (embora seja bem verdade o azar dos dois), temos um romance que tinha tudo para dar certo, MESMO com os infortúnios. E por que não deu? Porque tanto Romeu quanto Julieta foram imprudentes. E não digo isso porque eles se apaixonaram e já foram se casando, embora isso ajude no que falarei a seguir. Foram imprudentes porque se deixaram levar pelas emoções, do começo ao fim. Se Romeu não tivesse se descontrolado com a morte de Mercuccio, Tebaldo não teria morrido por suas mãos, e ele não seria condenado a nada (e não tinha por que se vingar de Tebaldo, ele seria castigado de qualquer maneira, principalmente porque ele matou um parente do príncipe). Mas matou. E aí foi para Mântua.

Se Julieta não tivesse se descontrolado tanto ao saber do exílio de Romeu, talvez seu pai não tivesse levado o seu sofrimento como perigoso, e não teria marcado o casamento. Mas não, ela chorou tanto que ele preferiu apagar a dor com outra coisa. Tudo bem. Mas se Julieta não tivesse se descontrolado mais ainda quando soube de seu casamento, provavelmente ela não brigaria com seu pai, e talvez até o convencesse a adiar o casamento. Mas não, Julieta se recusou terminantemente a casar, e com isso só causou a ira do pai, deixando o casamento para quinta. Ok, então. Vamos tomar a poção.

E vem o erro fatal. Se Romeu não tivesse se desesperado TANTO por Julieta, se tivesse ido buscar mais informações com Frei Lourenço sobre a morte, se não tivesse achado que sua vida acabou só porque ela morreu, com certeza ele saberia da verdade e Julieta seria resgatada. Mas não, ele achou que sua vida perdeu o sentido, pegou a poção, matou Páris e se matou, se nem mesmo saber detalhes do que tinha acontecido. Se nem mesmo buscar auxílio de alguém. Se nem ao mesmo CONSIDERAR de que a vida dele podia continuar, mesmo com tragédia tão forte. Com isso, Julieta também comete o mesmo erro, se negando a seguir com Frei Lourenço e preferindo a morte.

Eles podiam evitar a tragédia. Mas Shakespeare não quis assim. Porque ele queria UMA TRAGÉDIA. Para comprovar até onde o amor obsessivo e imprudente poderia levar. A razão faltou DIVERSAS vezes ao casal (mesmo que Frei Lourenço e por várias vezes a ama também os alertassem e dessem sábios conselhos), e com isso chegaram ao fim que conhecemos. O casal que se apaixonou daquela maneira até meio inacreditável, que eram tolos o suficiente para se deixarem levar pelo amor cegamente, para Shakespeare, só poderiam terminar tragicamente. NÃO ERA PARA SER UM ROMANCE BONITO. NÃO ERA PARA SER UMA HISTÓRIA DE AMOR VERDADEIRO (aliás, algumas vezes me questiono se o amor de Romeu e Julieta era de verdade). Era para ser uma tragédia, alertando os jovens para o que a falta de razão e bom senso pode fazer. Shakespeare queria nos passar uma lição. Amor tem que ser MEDIDO, PONDERADO, RACIONALIZADO. E pelo visto a lição é ignorada até hoje ¬¬ Afinal, Romeu e Julieta viraram sinônimo de amor eterno, verdadeiro e ideal. Por que, eu não sei. Mas virou.

E o engraçado é que em vários momentos da peça, vemos a verdadeira opinião de Shakespeare falando mais alto, principalmente na figura do Frei Lourenço. A minha cena favorita é a cena do casamento, onde o padre dá um discurso bonito sobre amor e de como ele deve ser levado. Vou colocar para vocês lerem.

“Essas violentas alegrias têm fim também violento, falecendo no triunfo, como a pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido. Tem, pois, moderação, que o vagaroso, como o apressado, atrasam-se do pouso. (Entra Julieta.) Eis a dama que chega; uns pés tão leves não gastarão jamais a pedra eterna. O amante pode andar por sobre as teias que no ar balouçam, álacre, do estio, sem, contudo, cair; leve é a vaidade.”

TEM, POIS, MODERAÇÃO, QUE O VAGAROSO, COMO O APRESSADO, ATRASAM-SE DO POUSO! Quer coisa MAIS CLARA DO QUE ISSO? Shakespeare não disse que não podia amar, mas disse algo, lá no século XVI, que dizemos até hoje: AMEM, MAS COM MODERAÇÃO. Saibam ponderar, saibam levar, que tudo em exagero é ruim.

Mas pobre Frei Lourenço, foi esquecido nesse quinhentos e tantos anos..

E talvez isso explique muito.

3) Romeu e Julieta através dos tempos – o que ninguém ousou contrariar.

Assim como Shakespeare seguiu a linha das histórias que o inspiraram para Romeu e Julieta – tragédia! – a gente nota que outros autores, com o passar dos anos, repetiu o feito. Todos consideravam Romeu e Julieta um belo exemplo de casal, mas qualquer casal que repetisse os seus feitos geralmente terminavam com o mesmo fim. E isso é meio curioso: por mais que as pessoas TORCESSEM por Romeu e Julieta e seu final feliz, poucos ousaram a concretizar esse final feliz, e até me arrisco a dizer que os que tentaram não foram bem sucedidos.

O mais engraçado nessa história toda é que, de Shakespeare pra cá, tivemos muitos movimentos literários. Alguns mais voltados à razão, como o Arcadismo e o Realismo, outros voltados mais para o sentimental, como o Romantismo e o Simbolismo. Alguns nem se conseguem definir exatamente para que vertente segue, como o Modernismo. Mas é fato: até mesmo os mais exacerbados, como os românticos (já discutidos aqui nos posts da Tammie e da Jã), sabiam que o amor idealizado, sublime e exagerado tinha um fim meio comum: morte. A diferença se dava apenas na maneira como viam isso: se de maneira boa ou ruim. Mas o fim era sempre o mesmo.

E os romances de folhetim? E as obras de, sei lá, José de Alencar? Eles também seguiam a fórmula? Também não eram amores impossíveis, mas com finais felizes?

Bem, primeiro depende do romance. Nem todo romance de folhetim tinha final feliz, assim como nem todo romance do Alencar tinha bom final (vide Iracema). Nem todo romance daquele tempo tinham problemas ou eram tão intensos como de Romeu e Julieta. Aliás, uma parte dos romances de folhetim, pelo menos dos que eu li, apresentavam casos de amor puros, inocentes e fofos, mas também ponderados, e o maior sofrimento se dava mesmo em pequenas confusões, facilmente resolvidas (principalmente quando a razão dava o ar da sua graça). Mas bem, isso não significa que não existiu os casos de amor extremamente complicados que, depois de muita luta, conseguiu ter seu final feliz.

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Nenhum com muito êxito, creio eu. Tanto que a “síndrome” de Romeu e Julieta continua perdurando por anos, todos torcendo que os casais de amores impossíveis tenham seu final feliz, e geralmente chorando no final porque alguém morreu. Titanic que não me deixe mentir.

(o que me faz pensar… pelos céus, NEM EM TITANIC O CASAL FICOU JUNTO! Uma história de amor em um filme feito para vender, e James Cameron não arriscou, talvez por saber que não seria a mesma coisa e não seria coerente se Rose e Jack ficassem juntos – pra mim, ficou até mais bonito com Rose seguindo sua vida sozinha, a prova de que, MESMO com um amor intenso, e mesmo sofrendo, ela ouviu a voz da razão e seguiu em frente pra ficar viva. Coisa que Julieta não fez. E convenhamos, Rose e Jack tinham muitas semelhanças com Romeu e Julieta – e não digo isso só porque Romeu e Jack foram interpretados pelo Leonardo Di Caprio).

(e vendo bem agora, até as iniciais são as mesmas. R e J. LOLEEEEEEE!)

Mas aí chegamos no século XXI. E uma escritora resolve fazer sua versão de Romeu e Julieta.

E finalmente, o objetivo do post: por que deu errado?

4) Twilight – onde Meyer errou (não, não é repeteco do outro post. Mas estamos quase lá)

Acho que vocês perceberam na história de Romeu e Julieta semelhanças incríveis com nosso casal amado (-nn) Edward e Bella. O amor repentino, a vontade súbita de ficar juntos (mesmo que digam que é meio irracional), os desastres pelo caminho, e até mesmo a “suposta” morte, que faz o Romeu da situação (Edward) enlouquecer e querer morrer sem nem pestanejar. O amor é igualzinho: desmedido, intenso, inconsequente. Então, é normal que comparem mesmo, ainda mais quando a autora resolve citar a obra no livro. A única diferença? Edward e Bella não morreram (quer dizer, Bella não morreu, já que o Edward está morto… ah, vocês entenderam). E isso é MUITA coisa.

Por quê?

Simples: porque, quando Edward e Bella não morrem, significa que tudo que eles fizeram valeu a pena, e muitos passam a tomar o amor dos dois como algo válido e correto. FINALMENTE Romeu e Julieta ficaram juntos E VIVOS. Agora posso me tranquilizar e viver um amor tão irresponsável quanto o deles, porque não corro mais o risco de morrer.

(e nem vou tocar que, além de vivos, eles agora são IMORTAIS. Tudo que Romeu e Julieta não podiam ser – embora o sejam, de certa forma, mas em um sentido diferente)

Parece exagerado falando assim, mas é exatamente o que acontece, PRINCIPALMENTE PORQUE MEYER CITOU ROMEU E JULIETA NA OBRA. Quem lê pensa: ótimo, ela conseguiu fazer com que desse certo. Agora posso ser feliz, sem ter medo de ser ultra romântica(o) e esquecer o mundo e a prudência. Isso aconteceu porque ela DISTORCEU o que Romeu e Julieta significavam.

(e talvez por isso faça tanto sucesso: ela deu pro público o que eles queriam por anos, talvez por séculos. Claro que isso não a faz uma heroína nem nada – afinal, nem tudo que o grande público quer é o ideal, certo?)

Não que o problema esteja em eles ficarem juntos. Longe disso. O problema tudo foi O MEIO com que eles ficaram juntos. Eles repetiram a dose de Romeu e Julieta. Só que a dose de Romeu e Julieta leva à morte. E Meyer usou a mesma fórmula para… deixá-los vivos e felizes para sempre. Ou seja: DANE-SE o que rolou no meio. Enquanto Shakespeare se esforçou para valorizar o meio e com isso chegar ao final, Meyer usou o meio apenas para entreter, e o final não foi coerente.

“Ah, mas por que ela não pode deixar os dois juntos? Ninguém disse que todos precisam imitar Romeu e Julieta”.

É, ninguém disse. Mas ser de Deus, pensa comigo, o que você ESPERA de histórias emotivas demais, com tanto drama e tanta inconsequencia junta? O que você espera de um romance que começa sem mais nem menos (que é o caso de ambas histórias)? Se você pensar de maneira coerente, de maneira REALISTA, termina em algo triste. E histórias tendem a seguir a coerência da vida real (ainda mais livros, que influenciam milhares de pessoas. E agora, jovem Werther que o diga). É ISSO que faz as histórias serem BOAS (ou, no mínimo, plausíveis e razoáveis).

O que Meyer fez? Copiou TODA a receita de Romeu e Julieta, que só pode levar a um fim. E quando chegou a esse fim, MUDOU TUDO. Me diga: isso é mérito?

.
.
.

Claro que não. Isso só mostra que ela quis satisfazer um desejo íntimo dela, ignorando algo que ela, como profissional da área de Letras, deveria saber mais do que ninguém: NEM TUDO É POSSÍVEL EM UMA HISTÓRIA. Tipo, você não pode dar um final bonitinho pra sua história só porque você quer, se ele não é coerente com tudo que você escreveu. E desculpem-me, se você imitou Romeu e Julieta, o final tem que ser no mesmo rumo. A não ser que você seja MUITO bom. Muito bom MESMO. OU que você queira passar uma mensagem com tudo isso, que vai além do “quero que eles fiquem juntos porque gosto disso”. Como Meyer não é muito boa, e muito menos tinha qualquer outra mensagem útil a passar… bem, creio que posso considerar isso um erro da parte dela.

Não adianta você querer mudar uma coisa dessas proporções. Tem que saber fazer.

5) Então, a gente não pode comparar Twilight a Romeu e Julieta?

É amigo, é mais ou menos isso. Não, você não pode. Quer dizer, até pode, mas não como obras iguais. Não importa se ela imitou a receita. Só o fato de ela ter mudado o final assim, sem mais nem menos, demonstra que as duas obras não tem NADA A VER. Mesmo que tenham usado a mesma historinha de amor. Usando uma comparação bem esdrúxula, Twilight e Romeu e Julieta são como sonho e lua de mel (os doces): mesmo recheio, mas doces completamente diferentes.

Ok, perdão de novo pela brincadeira tosca. Mas o que eu quero realmente dizer é: Twilight não pode ser o “Romeu e Julieta” do século XXI porque as MENSAGENS são diferentes. Os OBJETIVOS são diferentes. Você pode compará-los, mas a conclusão que você precisa chegar é essa: NÃO SÃO IGUAIS. Romeu e Julieta tinha um objetivo BEM diferente a passar para o público em relação ao que se vê em Twilight. E aposto com você que cada vez que alguém diz que Edward e Bella são os novos Romeu e Julieta, Shakespeare se remexe em seu túmulo (como se ele não tivesse muitos outros motivos para isso).

O problema NISSO tudo é que parece que tanto os leitores da saga quanto a própria Meyer se esquecem disso. E creio que a razão disso é a mesma que eu disse no começo do post: as pessoas esquecem de que Romeu e Julieta é uma tragédia do Classicismo, e a veem apenas como uma história de amor. Só que os leitores errarem isso, ainda mais aqueles que não tem muito contato ou muito interesse pela Literatura, ainda é aceitável. Mas Meyer é formada em Letras! Formada em Letras nos EUA, ou seja, estudou A LÍNGUA INGLESA e com certeza ESTUDOU SHAKESPEARE ATÉ SE ENTUPIR. Ela deveria entender Romeu e Julieta mais do que ninguém (entender, não gostar, que fique claro). Então, não faz o MENOR sentido ela cometer uma gafe dessas. Quer dizer, faz, se você considerar que ela ignorou tudo isso para seu próprio benefício. O que, vindo da Meyer, não me espantaria muito.

E isso só torna ainda pior a declaração dela de que “Romeu e Julieta eram meio idiotas, eles mal se conheciam quando se apaixonaram”. Porque demonstra que, além dela não olhar pro próprio umbigo (afinal, Edward e Bella TAMBÉM não se conheciam, EXATAMENTE por imitarem Romeu e Julieta – o que também torna a coisa meio cínica), ela não entendeu o romance. Afinal, se Romeu e Julieta não fossem “meio idiotas”, a gente não tinha a peça, e muito menos a mensagem que Shakespeare quis passar.

E, claro, o fato dela CITAR Romeu e Julieta na Saga confirma tudo isso. E aí fica a minha mensagem: queridos fãs hards, por favor, não achem que só porque ela citou obras clássicas que isso faz do livro bom ou dela uma grande entendida. SAIBAM do que falam esses livros. E aí, quem sabe, vocês veem que Meyer realmente não entende muito da coisa. Do contrário, ela não citaria.

Lily

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111 Respostas

  1. olhardodragao

    uau
    texto bacana lily

    31/07/2010 às 10:31 am

  2. Eu adooooro os textos dos Haters sensatos,mesmo currtindo um pouco twilight (team wolfs!)
    eu procurei,mas não achei nenhum texto que fale sobre os humanos ou os lobisomens,detalhado.
    é pq tem mais dward e Bella né >.<
    então,li o texto tooodo,e gostei :D
    Viciei em textos grandes.

    31/07/2010 às 11:14 am

  3. Tammie

    É o que eu sempre falei, “maior história de romance de todos os tempos” myass, Romeu e Julieta era neoclássico, e Shakespeare queria mostrar as intolerâncias da época – sem contar o ponto que a Paula me explicou mais tarde, também quis mostrar que Amor era um sentimento considerado “adolescente”, algo imbecil e sem valor.

    E aí fica a pergunta que vc falou: Será que a Meyer realmente entendeu o sentido da obra? Rá!

    ótimo texto, Lil!

    31/07/2010 às 2:42 pm

  4. Amei o texto Lily. Parabéns.

    31/07/2010 às 4:29 pm

  5. Kate

    FIquei torcendo até o ultimo momento para um deles morrer e o outro ter que viver para sempre sozinho. Talvez isso salvasse um pouco o romance(um bocadinho só). Imagine Bella tendo que viver para sempre sem o Edward e cuidando do monstrinho que ficou com a segunda opção dela.
    belo texto, são analises assim inteligentes que me fazem continuar visitando o blog.

    31/07/2010 às 4:47 pm

  6. Perséfone

    Texto excelente, Lily, parabéns!
    Gosto muito dessas análises, porque não sou muito boa em interpretação de texto e posts assim me ajudam a ter uma visão mais ampla das histórias que eu leio (ou assisto).
    E como fã incurável de amores platônicos e casais que nunca ficam juntos, mando um recado a Meyer: A graça dos amores impossíveis é justamente o fato de serem impossíveis. Se o casal fica junto, perde todo o encanto. E tenho dito ;)

    31/07/2010 às 5:05 pm

  7. Sofia

    *levanta e bate palmas*
    Viva!
    Viva!
    Viva!

    Sem palavras – texto inteligente, coerente e genial. Concordo plenamente. E, vamos e convenhamos, muito ridículo a Meyer sequer pensando em ser melhor que Shakespeare!

    Melhor ouvir isso do que ser surdo (embora eu não tenha tanta certeza assim) ><"

    Parabéns!

    31/07/2010 às 5:11 pm

  8. Guilherme

    Muito bom o texto Lily!
    E eu tbm não acho que Romeu e julieta seja a maior história de amor já escrita. E dos livros de Shakespeare gosto muito mais de Sonho de Uma Noite de Verão.

    31/07/2010 às 9:19 pm

  9. Isabela Arantes

    Gostei, Lily.
    E eu queria fazer um comentário sem nenhuma relação com o post, mas tá bom.
    Não sei se vocês perceberam, mas eu sou nova aqui (ninguém percebeu, eu sei, mas whatever). Ano passado, eu pensava sériamente em fundar uma religião cultuando a Meyer. Sério, para mim Twilight era, sei lá, o melhor amor/livro/filme de todos os tempos. Eu era uma mais uma garota de onze anos que estava inclinada à lavagem cerebral por parte da Meyer, fato que eu achava super amazing e aceitável.
    De três meses para cá, eu andei visitando comunidades e blogs haters, para saber o que a galera tinha contra a série de livros que eu achava fodástica, e eu me surpreendi rindo dos erros de titia Steph(argh)em alguns pontos dos livros e acatando a ideia de que já não eram tão supremos assim. OK, eu ainda não era uma hater.
    Então, conheci o Twilight Haters Brasil. Eu amei todos os posts, ri das tatuagens, me assustei com os posts sobre machismo e sobre Ed e Lindemberg. Vi a falta de verossimilhança, vi as lacunas na educação sobre engenharia genética de Stephenie e várias outras coisas que já me davam uma pequena parcela de vergonha por ser uma “fã” da série. OK, me chamem de influenciável ou de alguém que muda de idéia como troca de meias, mas começava a nascer uma hater ali. Apesar dos meus pequenos doze anos de idade, eu comecei a tomar consciência de uma coisa que mulheres de 30 anos ainda não tinham percebido. ESSA NÃO É A MELHOR SÉRIE DE TODOS OS TEMPOS. Não estou criticando quem gosta e é como a Yolanda, mas quem gosta e diz “OMFG, Crepúsculo forever, Senhor dos Anéis é um lixo, C.S. Lewis é um lixo, só a Meyer presta”.
    Eu sei que eu escrevi e escrevi (nem eu entendi direito), mas vou resumir aqui : depois de muito Pablo Villaça, comunidades haters e, especialmente, o Twilight Haters Brasil, sou uma lover convertida, com os olhos totalmente abertos agora.

    31/07/2010 às 9:28 pm

  10. Misantropia

    Realmente… texto fantástico. Tô com inveja aqui, confesso. Haha!

    Nunca tinha entendido isso o que Romeu e Julieta queria passar, para mim era só mais uma historinha romântica com um final infeliz. Por tanto não me interessava. Romances melosos não me interessam. Mas agora vi que a história é uma crítica ao comportamento da época.

    Dei valor, flôr!

    31/07/2010 às 10:51 pm

  11. Cynthia

    Olha, pela peimeira vez eu vou comentar sem ter lido o texto todo, mas isso tem boa justificativa. Acaaabo de voltar do Superherocon aqui em Recife (tô morta de cansada mas depois leio o texto por completo pois gosto muito de Shakespeare) e uma das atrações foi o dublador de Goku (Dragon Ball), Bob Esponja e Ediiiinho Cullen. Naaaaaao resistí e pedí encarecidamente que ele realizasse meu sonho de ver Dudu assumir seu lado feminino em uma declaração de amor para Jacob. O pessoal da produção repassou o recado e foi um dos melhooooores momentos do encontro (pelo menos pra mim). Teve até uma menina que veio me agradecer porque ela tinha gravado tudo. Vamos esperar pra ver se sai no youtube.
    Amanhã eu leio o texto completo e comento sobre ele.

    01/08/2010 às 12:08 am

  12. Carolina

    Ótimo texto! Realmente.

    Meyer não entendeu que eles MORRERAM por causa do amor DOENTIO e OBSESSIVO?

    Não, não entendeu.

    01/08/2010 às 12:44 am

  13. Tenshi - Gabrielle

    Texto EXCELENTE!
    ESSE eu vou fazer meu pai ler ù.u
    Muito informativo, também me fez ver Romeu e Julieta por outros olhos xD

    01/08/2010 às 1:52 am

  14. Estrela da Manhã

    No words!

    Babei total!!! lendo o texto!!

    Antes tarde do que nunca entendi finalmente qual a do Shakespeare! Amei, assim que libererar um tempo vou devorar Sonho de uma noite de verão sem dó nem piedade! RS!

    Parabéns Lily!!!!!!!!!!!

    ClapClapClap (de pé)!

    01/08/2010 às 2:32 am

  15. Renata. R

    Amei o texto!
    Eu nunca achei saudável o relaiconamento de Romeu e Julieta( mesmo pra época em que eles viviam.)
    E lendo o seu texto, lily, me senti um pouco mais confortável por ver que tem mais gente que pensa como eu. ( Pq quando eu digo
    Pq a maioria das pessoas se limitam sempre a ver só o lado.

    01/08/2010 às 9:24 am

  16. MEU DEUS QUE POST GRANDE! UHAIUHEIUHIEAU’ Mas eu li tudo e adorei… parabéns Lily!

    “…ela não entendeu o romance…” <— resumindo, a Meyer é uma idiota kkk'

    01/08/2010 às 12:26 pm

  17. Professor Pasquale de araque

    Eu gostaria de fazer um serviço de utilidade pública, pois notei alguns errinhos ortográficos no post, que poderiam ser corrigidos, para até meso evitar futuramente algum comentário Hater sobre a capacidade do blog.

    “Talvez, se Otelo tivesse sido mais racional e apurado o caso com mais cuidado (e tido mais paciência), talvez Desdêmona não tinha morrido” -> ‘talvez Desdêmona não TIVESSE morrido’.

    “os que sabem alguma coisa viu algum filme” -> os que sabem alguma coisa VIRAM algum filme.

    “quem dirá dizer que ela o traía.” -> ‘quem DIRIA’

    “a gente nota que outros autores, com o passar dos anos, repetiu o feito.” -> ‘REPETIRAM o feito’

    Acho que todos deveriam colaborar, se achassem algum outro erro. Todos ganham com isso.

    01/08/2010 às 9:50 pm

  18. Jean C.

    Achei o Post excelente, Lily!

    Uma bela análise sobre “a maior história de amor de todos os tempos”.

    É certo de que aquilo nem mesmo se tratava de amor. Amor (com A maiúsculo) não surge dessa maneira instantânea. A relação deles na verdade envolvia a atração física, mais do que qualquer outra coisa.
    Aliás, pensando dessa forma, percebo como esse comportamento é comum. Eu mesmo tenho uma amiga que já “amou” perdidamente alguns caras que conheceu de uma hora para outra. Mesmo com os alertas de seus amigos (assim como alertou o Frei Lourenço), ela preferiu passar dias chorando e sem se alimentar por esse e outros transeuntes.
    Esse “amor” repentino na verdade é atração física, que muitos tendem a confundir com amor.

    Então você conhece um carinha na balada, e só porque você se sente atraído por ele, significa que é o seu príncipe encantado?? Sem ao menos conhecê-lo direito? Sem saber de onde veio e pra onde vai? (as vezes até mesmo sem saber o nome do sujeito).WTF?

    Shakespeare já alertava para o perigo desse tipo de relação, mas algumas pessoas teimam em idealizar isso.

    Ah, e rachei de rir com a frase em relação a Crepúsculo: ” Agora posso me tranquilizar e viver um amor tão irresponsável quanto o deles, porque não corro mais o risco de morrer.”

    Congratulations!

    01/08/2010 às 10:11 pm

  19. Twilight Haters

    Pasquale, esses “errinhos” apontados por você dificultaram, sinceramente, a compreensão do post? Se não dificultaram, seu comentário teve real necessidade?

    Ah, faculdade de Letras… todo mundo devia ser obrigado a passar por uma. =/

    Ana

    01/08/2010 às 11:07 pm

  20. Renata. R

    **mandei o primeiro recado incompleto, por isso estou repetindo ele**

    Amei o texto!
    Eu nunca achei saudável o relaiconamento de Romeu e Julieta( mesmo pra época em que eles viviam.)
    E lendo o seu texto, lily, me senti um pouco mais confortável por ver que tem mais gente que pensa como eu.
    Pq a maioria das pessoas se limitam a ver só o lado poético de Romeu e Julieta.

    01/08/2010 às 11:47 pm

  21. Renata. R

    …E quando a gente procura racionalizar a love story dos dois, sempre tem um que nos chama de insensível.

    01/08/2010 às 11:51 pm

  22. Twilight Haters

    “para até meso evitar futuramente algum comentário Hater sobre a capacidade do blog”

    Depois de tantos posts (e com certeza muitos erros de concordância gramatical – os que você apontou não são ortográficos, afinal ortográficos se referem à escrita, se bem que devemos ter cometidos alguns por aí também), eu não creio MESMO que os haters vão se incomodar com um detalhe tão pequeno. Aliás, me parece que só seria razão para lover trollar, e talvez nem isso.

    Do resto, quoto a Ana!

    Estrela da Manhã: SIIIIIIIIIM, LEIA SONHOS! Gente, eu sou apaixonada por essa peça. É, disparado, a minha favorita XD

    Aos outros… obrigada pelos comentários, galera! Fazem mesmo meu fim de domingo mais feliz.

    Lily

    02/08/2010 às 12:48 am

  23. Professor Pasquale de araque

    Quanta prepotência!

    Só quis ajudar, para vocês corrigirem aqueles erros simples, pra deixar o post o mais correto possível.

    Se me entenderam errado, desculpe.

    Não sabia que era proibido corrigir vocês.

    Nem entendo tal tratamento.

    E respondendo a Ana: Sempre vejo comentários de lovers muito inúteis, e desnecessários. Agora quando faço um comentário útil, ele também é desnecessário?

    02/08/2010 às 1:21 am

  24. Twilight Haters

    Existem trolls bem feitos. O Pasquale de araque não é um deles.

    02/08/2010 às 10:19 am

  25. Twilight Haters

    É desnecessário porque não é útil.

    Bom, o negócio é que o comentário não foi útil. Simples. A partir do momento que o post é compreensível, com ou sem “errinho” de concordância, ortografia, whatever, a “correção” é só pegação no pé pura e simples. E desnecessária. Principalmente porque não tá nem valendo nota pelo uso indevido ou não da norma culta.

    Se quer fazer um bem pra humanidade, escreve lá uma carta pra Superinteressante explicando porque “nós semo tudo jornalista”, uma frase considerada agramatical por eles, não é agramatical. Isso, sim, seria útil, do ponto de vista linguístico.

    Nem leve a mal, colega, é que é difícil levar a sério gente que aponta “erro de português” usando nick de Pasquale.

    Ana

    02/08/2010 às 12:31 pm

  26. Twilight Haters

    Nossa, agora que vi o que escrevi hahahah culpem o wordpress, que publicou o comentário sem meu consentimento.

    02/08/2010 às 1:36 pm

  27. Marininha Potter

    Isabela, meow, doizo você geral xD Tirando o fato de que eu tinha 13 anos e agora tenho 14, foi a mesma coisa. Vergonha mór daquele tempo aushaushaus Fui salva em abril de 2009 :D (sim, eu guardo a data das coisas -q)

    Lils, que texto MARA! Enorme -q (CARALHO, TÔ ATRASADA PRA FONO, VOU COMENTAR RAPIDINHO AQUI E VOU SAIR CORRENDO!)
    Só vi o filme de Romeu e Julieta, a versão com o DiCaprio mesmo (comeel). Tipo, com nove anos, na época, já consegui notar que os dois eram meio [risca]retardados[/risca] irracionais. Se a Meyer não entendeu, sendo formada em Letras e talz, ela precisa de uma avaliação psicológica u.u

    02/08/2010 às 3:34 pm

  28. Olha, gostei bastante da sua análise, e de tantas referências excelentes. Sua crítica está muito boa, estou com pena da moça que escreveu a série dos vampiros. Não sabia que a obra tinha esse cunho “irresponsável”. Espero que meu livro passe a verdade aos jovens, essa é a minha meta desde o início. Um exemplo de racionalidade que os deuses mostram em várias situações, exatamente o oposto do amor romântico desmedido ao qual você se referiu.
    Parabéns Lily!
    Espero que o pessoal leia meu blog e meu livro.
    http://imperiodosdeuses.blogspot.com/2010/07/dr.html
    http://www.clubedeautores.com.br/book/23652–PELOS_PODERES_DOS_DEUSES_OLIMPIANOS
    Um beijão,
    Sarah Micucci

    02/08/2010 às 4:49 pm

  29. Lilian

    Adorei o post!

    Mas tenho que concordar com o Pasquale aí.

    Fiquei surpresa ao descobrir no final que foi a Lily quem tinha feito! kkk

    02/08/2010 às 8:17 pm

  30. March Hare

    Belo texto Lily.

    Sabe, eu sempre disconfiei de algo assim, o Romeu sempre me pareceu muito volúvel e não muito esperto, ja Julieta me parecia mais esperta, ela ate divaga sobre a natureza dos seus sentimentos antes da cena do balcão mas como você mesma falou acaba dando varias mancadas.

    Quanto a Crepúsculo, uma boa forma da Meyer remediar um pouco esse problema,isso se ela tivesse um pouco de juizo na cabecinha, seria fazendo a Bella enfrentar as conseqüências de suas descisões e o peso de sua nova condição. Fizesse por exemplo os pais dela descobrirem o que ela se tornou, ou então fizesse ela ter vontade de matar o pai e por isso não poder mais velo. Esta seria ate uma forma de colocar um pouco de coerência na estoria, mas em vez disso fez aquele final cor de rosa pra essa princesa songa-monga.

    E quando você pensa que passaram todos os livros alertando a Bella sobre o que aconteceria quando ela se transformasse e ela faz um final hipocrita desse, alguem devia rasgar o diploma dessa mulher.

    Por mais que as fãs fiquem esperniando, este foi um livro feito por uma menina retardada, sobre uma menina retardada, para meninas retardadas. Eu não estou generalizando, mas que os livros foram feitos pra atingir esse publico isso foi!

    02/08/2010 às 11:14 pm

  31. Aibell

    Excelente, Lily!

    03/08/2010 às 1:49 pm

  32. Letícia

    Descobri o seu blog por acaso e vi concordamos completamente sobre Crepúsculo. Para mim não há dúvidas de que Twilight foi baseado em Romeu e Julieta, o que não é um defeito já que várias outras histórias também foram baseados nessa obra prima, o problema como você disse foi o MEIO e não só isso o maior problema é a autora. Porque convenhamos que a S. Meyer não é nem jamais será comparada à Shakespeare, o máximo que ela vai conseguir com a “saga” é muito dinheiro e alguma publicidade temporária, mas qualquer um com bom senso sabe que daqui a um século ninguém, ninguém mesmo, vai se lembrar dela ou de seus livros. Não farão teses de mestrado baseadas em suas histórias e ela não será lembrada por quem não seja de sua família.
    Mudando um pouco o foco da conversa quem é mesmo essa mulher para pensar em criticar Shakespeare? Além de péssima escritora ela também tem sérios problemas de ego, só pq alguns adolescentes bobos acham os livros dela tão importantes quanto a Bíblia não quer dizer que realmente sejam.
    A história é ruim, como você disse eles se apaixonam do nada e eu admito que nunca vi protagonista mais sonsa e insossa que a Bella. Ela não transmite absolutamente nada ao público. O pior é que Twilight trouxe à tona uma série de modinhas, como filmes, livros e seriados de vampirinhos adolescentes, bonzinhos, românticos e blábláblá. Na boa? É patético, qualquer um que tenha lido Drácula ou assistido Entrevista com um Vampiro sente tédio e vontade de rir do Edward e cia.
    Nem vou falar do machismo do livro, que na minha opinião será usado para doutrinar pré-adolescentes para que sejam “puras”, as atitudes do Edward e a condescendência da Bella mostram tudo o que uma garota não deve fazer no lugar dela.
    Para mim a receita de Crepúsculo é Príncipes da Disney + Vampiros + Namorado machista e abusivo + garota bobinha e sem personalidade = Mihlões de seguidores cegos.
    O mundo realmente tá perdido. Continuem com o blog é nota 10 ;)

    04/08/2010 às 2:09 am

  33. Sofia Z.

    Ha ha, adorei o coment’s da Leticia ai, e tb adorei o Post! Realmente ninguém – sendo mais clara: lovers :b – consegue enxergar este ponto de vista…Infelizmente. E tomara mesmo que a Sra. Meyer não consiga décadas e séculos que se lembrem dela, assim como nós lembramos de Shakespeare. RIP dona Meyer… -.-

    PS: morri de rir, e confesso que pensei o MESMO, quando: “E convenhamos, Rose e Jack tinham muitas semelhanças com Romeu e Julieta – e não digo isso só porque Romeu e Jack foram interpretados pelo Leonardo Di Caprio-…(e vendo bem agora, até as iniciais são as mesmas. R e J. LOLEEEEEEE)” … LMAO haha!
    IMO : você escreve muito bem! Venho acompanhando o Blog, e não via a hora de ver quando chegava um Post novo! Ás vezes dá até pra saber quem tá escrevendo onde! hauaha :x estranho não é? … ANYWAY continuem assim! Me divirto pakas! .. Um dia, ainda, nós, haters, dominaremos o MUNDO!!!

    04/08/2010 às 7:05 am

  34. Diego Machado

    Olhe, sinceramente eu discordo dos haters em relação aos desvios ortográficos ou relacionados a concordância. A única intenção do “Pasquale” seria o de contribuir para o post. De fato, o importante não é só a comunicação, mas também uma maior compreensão do post.Qualquer outro erro pode gerar ambiguidade ou polissemia, logo dificultando a leitura. No entanto, são erros comuns e todos nós em algums momentos temos esses percalços. Parabéns a Lily ! Excelente texto

    04/08/2010 às 10:32 pm

  35. Twilight Haters

    Diego, não era o caso desses erros.
    A intenção da comunicação foi cumprida perfeitamente bem (ninguém reclamou de não entender por isso e os poucos errinhos que dificultavam alguma coisa foram sanados antes do post ser publicado), logo o comentário não teve uma real necessidade.

    E eu sou realmente chata com isso tudo porque acho que essa mania de padronizar a língua portuguesa o tempo todo acaba com o idioma. =P

    Ana

    04/08/2010 às 11:02 pm

  36. lissë

    Oi, só dá eu nesse blog! XD (uhu!)

    Tá… Achei a análise comparando a obra de Shakespeare com Crepuscúlo muito interessante e bem construída, mesmo.

    Nem sei se o grau de obsessão do Edward com a Bella e vice e versa é igual ao de Romeu por Julieta (e vice e versa- enfim, se não é igual é beem parecido, os dois parzinhos chegam a atentar contra a própria vida por amor)

    E com todo esse amor transbordando não poderia ter um final feliz, já que é uma coisa tão cega que chega facilmente a ponto de destruir terceiros ou a eles próprio.

    E,é claro, podemos ficar tocados com tanta fidelidade e com a força desse amor, tanta devoção que muitos torcem pelo final feliz. ( Mas, será? algumas vezes penso: e se Romeu e Julieta vivessem? Eles poderiam viver uma desilusão, porque depois de tantas emoções como ficariam, talvez se sentindo dentro de uma rotina?)

    Já Sthephenie Meyer deve ter idealizado Edward e Bella para serem o “Romeu com a Julieta que deu certo, por isso é superior”. E eles mal sofrem as consequências no final, que foi aguado porque nem teve batalha com os Volturi (para fugir do clichê, a autora pensou nessa saída, mas batalhas são emocionantes, afinal, custava colocar um soquinho sequer? seria minha felicidade maior ;))

    E se Bella e Edward de alguma forma perseguem os passos do épico casal, eles poderiam muito bem ter um destino trágico de perdição. (combina com temas vampirescos, aliás)

    Mas… Ah…Tá… Valeu…

    Bom, apesar de vocês (e eu, algumas vezes) colocarem Romeu e Julieta como um casal obsessivo, ainda, sei lá, eles ainda têm um grande atrativo, não importa o quanto digam que deveriam ter problemas mentais, o grau de comprometimento deles é viciante!

    hehehehehehe

    ai…ai… Lendo dá até vontade de acreditar em amor à primeira vista S2

    05/08/2010 às 2:03 am

  37. Tamara

    Jack e Rose era bem melhores como casal que Bella e Edward, apesar de toda aquela papagaiada em cima de Twilight, àquele tempo.

    Mas eles sim pelo menos tinham um protótipo de amor transgressivo xD

    05/08/2010 às 5:51 pm

  38. Mula GaGa

    Faltava um post sobre esse assunto, é! Jack e Rose são tão fofins, loverfail/

    07/08/2010 às 2:50 pm

  39. Gabiella

    AMEI o post!!!!!!Concordo com tudo que vc falou!!!Só fico me perguntandose um dia essas lovers fanaticas vão acordar para a realidade e perceber que a Meyer não escreve nada bem, não é o proximo Shakespeare, e que naum vai ser lembrada por nimguém no futuro(tipo, daqui uns 100 anos(ou menos))
    A Bella é muito sonsa, sem sal e dependente e a Meyer está fazendo algumas meninas agirem do mesmo jeito, acreditando que o namorado/marido perfeito é aquele superprotetor, obssesivo e que controle sua vida, etc.

    P.S.:Eu amo este site!!!!!

    11/08/2010 às 12:19 pm

  40. Bruna

    Bom, eu discordo de você, quer dizer que só porque o Edward e a Bella não morreram, as pessoas vão começar a fazer loucuras por amor ??
    Eu mesmo acho lindo o romance deles, tudo que eles enfrentaram para ficarem juntos eternamente e não é por isso que agora eu vou começar a fazer loucuras por amor. Eu gostei muito deles ficarem juntos para sempre e de nenhum deles morrerem

    13/08/2010 às 4:44 pm

  41. Twilight Haters

    Bom, Bruna, vou tentar explicar de uma outra forma então:

    Alguém achou o romance Bella/Edward bonito. E por achar bonito, por algum tempo quis um romance igual. Mas o que Bella fez por Edward? Loucuras de amor. O que Edward fez por Bella? Loucuras de amor. Aí o que a pessoa pensa? “Ah, é bonito o romance deles, queria algo igual, faria a mesma coisa”. Aí faz as LOUCURAS DE AMOR QUE OS DOIS FIZERAM. Ou vai me dizer que o que os dois fizeram não foi loucura? Bella se tacar de penhascos e andar de moto pra ouvir a voz dele? Edward querer se revelar vampiro para que os Volturi o pegassem porque “Bella morreu”? E é aí o ponto. Pessoas querem igual, porque, como terminou tudo bem, todo mundo tá achando muito bonito e normal, quando não é.

    Se VOCÊ achou bonito, mas não faria igual, que bom. Mas não é o que eu ando vendo por aí, sinceramente.

    Lily

    13/08/2010 às 6:15 pm

  42. Bruna

    Lily, mesmo eu achando muito lindo o romance deles, eu nunca faria igual.Claro que eles fizeram loucuras para ficarem juntos e isso foi o que eu mais amei, mas eu JAMAIS faria isso

    14/08/2010 às 1:41 am

  43. Mula GaGa

    Romance LINDO ? Aonde ? Só se for na PQP, (:

    14/08/2010 às 2:17 pm

  44. Bruna

    Olá Mula Gaga, eu acho o romance deles lindo sim, mas se você não acha, tudo bem, problema é seu, eu respeito a sua opinião, então respeite a minha também, OK ?

    14/08/2010 às 2:58 pm

  45. Renata. R

    Romance LINDO ? Aonde ? Só se for na PQP, (: +1

    Mas nem fufu eu queria uma romance desses.
    Eu me amo demais pra sacrificar a minha vida pelos outros.
    Se matar por outra pessoa não é e nem nunca será prova de amor.
    Isso é prova de insanidade mental.

    15/08/2010 às 10:10 am

  46. Daniel

    fan detected :-*

    15/08/2010 às 5:50 pm

  47. Ludy

    OMG. Essa mulher é UMA HORROSSA. Nunca tinha conhecido/interessado algum trabalho de Shakespeare, todos ouvem sobre Romeu e Julieta e com essa visão de romance ideal e é tantas vezes dito que é o melhor romance que faz você acreditar, mas agora nesse resumo do livro, nesse apanhado, vejo que o cara é um GENIO. E como qualquer genio nem todos podem entender/compreender, e pelo jeito a humanidade segue assim. Essa mulher estragou uma coisa de SECULOS. Meu Deus. (além de estragar toda a mitologia vampiresca). usahusahsa. Regressão total. Me assusta muito nesses tempos.

    17/08/2010 às 6:14 pm

  48. Ludy

    *HORROROSA. Puff. Saiu errado aí.

    17/08/2010 às 6:16 pm

  49. Twilight Haters

    Ludy, só por curiosidade, vc é a Mione_Granger_Weasley do finado PotterVillage?

    Ana

    17/08/2010 às 10:24 pm

  50. Bruna

    Pessoal, me respondam uma coisa:Já vi muitas pessoas escreverem aqui que vampiros são seres que não amam e blá blá, mas eu já vi MUITOS filmes de vampiros que há vampiros apaixonados como: Anjos da noite,Drácula da versão do cinema e até Entrevista com o Vampiro, então sendo assim não é só em Crepúsculo que há vampiros apaixonados

    19/08/2010 às 12:50 am

  51. Daniel

    hey!! quem disse que eles NÃO AMAM??! amar tudo bem… consequentemente, ou incondicionalmente… tanto faz… mas acontece que eles NÃO BRILHAM no sol!!! ((:

    19/08/2010 às 10:56 am

  52. Bruna

    Daniel, você já viu um vampiro para afirmar que eles não brilham ??

    19/08/2010 às 12:26 pm

  53. Daniel

    Bruna, e você já viu um pra afirmar que eles brilham?

    19/08/2010 às 12:31 pm

  54. Bruna

    Mas por acaso eu disse que os vampiros brilham ? o que eu quero dizer é que não há regras para criar um vampiro, a pessoa pode criar o vampiro como ela quiser, pois os vampiros são lendas, eles não existem, entendeu ??

    19/08/2010 às 1:19 pm

  55. March Hare

    Bruna, o Pablo Villaça deu um exemplo otimo da cagada que a Meyer fez com os vampiros, que foi mais ou menos como contar uma estoria do James Bond e dar a ele poderes do Homem-aranha e fazer o 007 enfrentar o Duende Verde, ou seja, ela auterou tanto a mitologia dele que ele viraram outra coisa.

    Um exemplo do que não pode faltar na mitologia deles e o preço da imortalidade, não importa se eles andem no sol ou tenham super-poderes, o Dracula mesmo de Bran Stoker andava no sol e controlava tempestades, mas o peso de sua condição não pode faltar. Agora qual e a desvantagem das criaturas da Meyer?E não venha falar de coisas como a sede de sangue ou vontade de matar porque foram coisas que a propria Meyer passou por cima pra fazer aquele final feliz pra babaca da Bella.

    19/08/2010 às 4:51 pm

  56. Ludy

    Depende.Parece-me que tinha uma outra. Mas meu nick era esse sem os anderlaines. Mas Como soube?

    Essa coisa que os vampiros não existem e que por isso todo mundo pode meter o bedelho como bem entender sem o minimo de uma explicação COESA é papo pro boi dormi e vaca pastar. EM um explicação bem mais “clara” é o mesmo que o saci-Pererê ser branco e possuir duas pernas; ou seja não é saci-Pererê.

    19/08/2010 às 5:33 pm

  57. Twilight Haters

    hahahahah
    Ludy, eu era a Anna-moderadora-das-10.000-mensagens! Identifiquei pelo teu e-mail xD parece que vi uma vez a Maiumi te chamando pelo seu nome, lembro que vc gostava de LP e talz, aí resolvi perguntar hahahah

    Enfim, pra Bruna:
    Acho que identifiquei o maior problema com esse papo de “vampiro pode ser assim porque não existe”. O lance é o seguinte: vampiro criatura física que se locomove e vive em sociedade (ou marginalizada, que seja) como a gente realmente não existe. O vampiro em N mitologias, em contrapartida, EXISTE SIM. E, porque existe, não há essa liberdade pra ele ser de qualquer jeito. Digo, é diferente em cada lugar, mas algumas coisas são constantes. O Saci, por exemplo. Nosso Saci tem influência de mitologias de N outros lugares, ele veio um pouco da Europa, um pouco lá do Sul da América Central e tudo. Nesses lugares, ele tem outro nome, então pode num ser um exemplo MUITO bom. Negrinho duma perna só, é só o nosso. Mas vamos assumir o Saci como um tipo de gnomo (Luís da Câmara Cascudo, o maior folclorista do Brasil, o chamou assim, então se alguém achar ruim, acha ruim com ele), uma “raça X”. Gnomos dessa “raça X” têm algumas características em comum: são todos arteiros, mas sem o caráter RUIM. Digo, eles aprontam com as pessoas, mas não intentando fazer um mal real. E todos eles portam algum objeto que é o “calcanhar de Aquiles”, se o objeto for retirado, eles ficam completamente vulneráveis. O nosso Saci tem a carapuça, alguns usam a piteira, alguns, uma bengala. ISSO é o ponto comum de todos os gnomos X.

    Com vampiro, é a mesma coisa. Em alguns lugares, eles são assim. Em outros, eles são assado. Mas é de TODO vampiro chupar sangue pra sobreviver e não poder tomar sol porque “MORRE”, não porque brilha. Sabe, nem é pirraça. Existem justificativas por trás do mito, e não é porque a criatura inexiste fisicamente que você pode passar por cima do que existe culturalmente, entende? Assim, eu acho digno até a parte de eles serem “éticos” e brigarem contra a natureza amaldiçoada, mas fica até WTF no contexto da história essa coisa de brilhar ao invés de derreter ou virar pó no sol, porque você para e pensa: qual é a desvantagem REAL de ser um vampiro da Stephenie Meyer? Por que diabos eles são amaldiçoados se não têm NENHUMA fraqueza? Esse é o ponto. É incoerente até com a própria história.

    E, bah, sinto que é um texto pra nada, mais um.

    Ana

    19/08/2010 às 6:35 pm

  58. Bruna

    Bom, mas se lembrem que não é só em Crepúsculo que os vampiros são muitos diferentes das lendas que tem sobre os vampiros, as pessoas falam tão mal dos vampiros da Saga Crepúsculo, mas vocês já viram os de André Vianco ?? se não me engano são vampiros lobisomens que PODE ir ao sol e em outros livros os vampiros ñ se transformam em vampiros por mordidas e nem bebem sangue por sobrevivencia e sim por prazer, e agora me digam, porque vocês falam tão mal dos vampiros da Saga Crepúsculo, qual o problema de aceitar os vampiros criados por S. Meyer ??

    19/08/2010 às 8:33 pm

  59. Twilight Haters

    Gente, sério, NÃO ADIANTA discutir isso com a Bruna. Porque ela já falou a mesma coisa em comentários de pelo menos três posts diferentes, e quando a gente traz o argumento, o que ela faz? Ignora e pula pra outra post, pra falar A MESMÍSSIMA LADAINHA! Ela não se ocupa de ler, simples assim. Ela se recusa a entender porque a gente acha que vampiro não pode sair mudando à torto e à direita.

    E sobre o romance, eu não me incomodo de vampiro se apaixonar. MESMO. O que me incomoda é o romance mal-´feito mesmo, nem tem nada a ver com ele ser vampiro. Mas não foi o ponto que eu coloquei no post, então estou me perguntando porque tchongas você citou esse assunto aqui!

    (se bem que confesso que acho muito mais legal vampiro que não se apaixona, porque não é da espécie dele, porque são seres malditos e bla bla bla. Até se envolve com humanos, mas é uma coisa carnal mesmo, não rola sentimento; mas, tipo, não é requisito. E corrijam-me se eu estiver errada, porque ainda não li o livro e faz MUITO tempo que vi o filme: Em Entrevista com Vampiro, os “amores” dos vampiros são… por vampiros, não? Tipo, não rola sentimento com os humanos. Pelo menos não me lembro. Então, se falei merda, sério, me avisem)

    Lily

    19/08/2010 às 8:39 pm

  60. Twilight Haters

    AH, droga, a Bruninha postou na mesma hora que eu. Então, não vi o último.

    OLHA, não conheço André Vianco, então não posso falar dele. Mas se ele faz isso, o que eu posso esperar é que ele EXPLIQUE porque as mudanças no mito original, e que ele deve ter mantido o principal. Problema é que, ALÉM de Meyer mudar TUDO da lenda original, ela NÃO EXPLICOU POR QUE ELA FEZ ISSO, E COMO FEZ. Tipo, ela mudou, ponto. Isso é o problema.

    Sobre o sangue, até onde conheço do mito, não é apenas para a sobrevivência que o vampiro o toma, ele também toma por prazer, então nesse ponto Vianco não estaria indo contra a maré. No RPG A Máscara, se bem me lembro, os vampiros não usam os orgãos sexuais, já atrofiados, porque o prazer deles é beber sangue, e não o sexual, por exemplo.

    Mudar a criatura, DE FATO, não é problema. Mas ALTO LÁ, tem limite! A gente critica isso na Meyer. Porque ela ultrapassou os limites. E se Vianco ultrapassou (coisa que eu duvido, pelo que ouvi de amigos que curtem o mito e gostam do Vianco), eu também vou achar ruim.

    Quer um exemplo legal? A Rice fez o Louis tomar sangue de animal, porque ele se recusava a matar humanos. Mas era contra a natureza dele, e quando ele se deu conta, ele mordeu uma menina DE QUATRO ANOS, por não aguentar mais. Tipo, ela mudou uma coisa, mas ela respeitou os limites, tanto que uma hora ela voltou pro original, por saber que na lenda é realmente uma fraqueza dos vampiros, e eles PRECISAM do sangue humano, porque é ele que os mantêm vivos.

    Lily

    19/08/2010 às 8:45 pm

  61. Bruna

    Lily, tenho que discordar de você, a Meyer não mudou TUDO da história, não exagere, claro que ela fez algumas mudanças, mas ela não mudou TUDO
    Bem, quanto ao que você disse que eu me recuso a entender seus argumentos, está enganada, eu entendo as suas opiniões, mas não concordo e apenas exponho a minha opinião e apesar de vocês discordarem eu acho que vocês deveriam ao menos entender o que falo, entendeu ? pois os meus argumentos também tem fundamento, né?
    Bom, vocês tem as opiniões de vocês e eu tenho a minha

    19/08/2010 às 10:04 pm

  62. Twilight Haters

    Bom, vejamos o que Meyer fez…

    Vampiros vivem perfeitamente com sangue animal. Quando a necessidade deles é especificamente o sangue humano. É como um ser carnívoro começar a viver só com verduras. Ele não vive. E até onde eu lembre, vampiros não são onívoros (se é que eu posso usar esse termo?)

    Vampiros são seres que, em tese, já estão mortos. Logo, não podem se reproduzir. A “reprodução” (o termo melhor é “aaumento da espécie”) se dá pela mordida. Mas os vampiros machos de Meyer podem se reproduzir. O que é até biologicamente estranho (como alguém morto produz esperma, tem ereção e todas essas coisas? Os vampiros da Meyer, então, não estão semi-mortos, e só sofrerão mutações? Outra coisa que ela mudaria então)

    Vampiros conseguem sugar o sangue por causa dos caninos proeminentes, que perfuram a pele. Os vampiros de Meyer não tem isso. Eles vão na dentada pura.

    Vampiros são seres fortes, mas possuem uma fraqueza (que pode ser a luz do dia, a água benta, a cruz, entre outros). Os vampiros de Meyer não tem NENHUMA fraqueza. São fortes, resistentes, podem se regenerar, andam a luz do sol, e são imunes a tudo.

    Quando você pensa em vampiro, você pensa automaticamente em ser noturno, com caninos afiados, com um calcanhar de Aquiles e mortos. Isso é O BÁSICO! Ela não mudou um, ou dois pontos. Ela mudou TODOS. Pra não dizer outras coisas como o fato deles não dormirem (seres que se alimentam com um sangue que não é o “ideal”, sua única fonte de alimentação, e conseguem ter energia para ficar acordados o tempo todo, fazendo atividades não muito leves? Eles teriam que tomar sangue o tempo INTEIRO, coisa de minuto a minuto, coisa que eu realmente não lembro deles fazerem – os vampiros normais aproveitam o dia para dormir exatamente para poupar a energia que o sangue humano. Vampiros terem super velocidade? O que foi, eles viraram o Flash agora? Seres humanos mudarem o código genético só porque viraram vampiro? O veneno muda DNA agora? São coisas menores que, se eu bem me lembro, não estão no mito original. Seriam legais a serem acrescentadas, mas você JÁ mudou o básico, e ainda vai querer enfiar mais coisa QUE NÃO É DELES?)

    Tipo, o que a Meyer manteve dos vampiros: eles tomam sangue e transformam. Tomar sangue o chupa cabra toma. E foi descoberto que o inseto barbeiro (é, o da Doença de Chagas) pode mudar células. Não é o suficiente para definir um ser como vampiro! Não para mim.

    E você que não entendeu a minha colocação. Eu disse que você não entende por que a gente ACHA que não pode mudar. Ou seja, eu disse que você não entende o nosso argumento, e não que não aceita. A prova disso é que você faz SEMPRE a mesma colocação, sempre as MESMAS perguntas, quando a gente já falou tudo isso uma, duas, trÊs vezes. O único post que você falou da questão dos vampiros que você voltou ao assunto e continuou a “defender seu ponto de vista” (e isso entre aspas, porque você só disse que eu exagerei na minha colocação e que outros fizeram… em tese, não é argumento de defesa para ela poder mudar o quanto ela quiser) foi esse. Sendo que o assunto desse post é ROMEU E JULIETA O.O. Por que você, por exemplo, não está defedendo esse ponto no post dos vampiros? Não que seja errado falar disso aqui, mas… você JÁ comentou a mesmíssima coisa naquele post, a gente respondeu e você veio com a mesma história em um post nada a ver com o assunto (e foi você quem começou, perguntando porque a gente achava que vampiro não podia se apaixonar por ser vampiro, sendo que a gente não disse isso nesse post, e o assunto é totalmente diferente, discute apenas O ROMANCE). Não faz sentido! E foi isso que eu quis dizer. Você pode discordar. Mas meu, fale por quê. Não diga somente “eu acho isso, acabou, nós pensamos diferente”. A gente tá colocando o argumento aqui, coloque você também. Pode não mudar o seu conceito, mas você pode ganhar alguma coisa de aprendizado, e a gente também.

    Lily

    19/08/2010 às 10:51 pm

  63. Daniel

    falou e disse Lily! ;D

    20/08/2010 às 12:26 am

  64. Twilight Haters

    Depois leio tudo, só quero fazer uma correção: sul da América do SUL. Não Central. Sacis e América Central não têm a menor relação. Ops pra mim =/

    Ana

    20/08/2010 às 12:45 am

  65. Twilight Haters

    “No RPG A Máscara, se bem me lembro, os vampiros não usam os orgãos sexuais, já atrofiados, porque o prazer deles é beber sangue, e não o sexual, por exemplo.”

    O que faz todo sentido, diga-se de passagem. Se a gente considera que um vampiro “cria” outro pela mordida, a gente assume que essa é a forma de reprodução deles, como a forma de reprodução humana é pelo ato sexual. Se tem gente que faz sexo só pelo prazer, sem visar necessidade ou procriação, ainda que seja um negócio a princípio feito pra procriar, tem nexo o vampiro também morder só pelo prazer do sangue, o que seria o “ato sexual” deles. É uma analogia tosca, mas na minha cabeça tem lógica hahaha

    Ana

    20/08/2010 às 1:05 am

  66. Bruna

    Lily, eu acho que posso explicar o fato dos vampiros de Crepúsculo ter filhos, os vampiros machos podem ter filhos pelo fato de que o corpo deles não terá de se modificar para gerar um filho de outra mulher, desde que no momento em que ele foi transformado ele já estava sexualmente desenvolvido para ter filhos ele permanecerá assim pela eternidade, já com as mulheres vampiras são diferentes, pois o corpo delas terá que se modificar para ter o bebê e isso não acontecerá, pois quando alguém é transformado em vampiro seu corpo permanecerá igual pela eternidade

    Quanto aos dentes dos vampiros da Meyer, mesmo eles não tendo aqueles dentes grandes, os dentes possuem veneno e são muitos fortes

    O fato deles beberem apenas sangue de animais, o Edward chega a explicar isso para a Bella, é que o sangue dos animais mesmo não sendo tão delicioso quanto ao dos humanos, deixam eles fortes, o Edward chega até a falar assim “é como um humano que vive apenas de tofu, você está forte, mas nunca completamente satisfeito”, então mesmo o sangue dos animais não sendo tão delicioso comparado aos dos humanos, deixa eles fortes

    Isso não fui eu que inventei, essas informações são dos livros e da própria Meyer

    E para falar a verdade, eu gosto mais dos vampiros da Meyer, mesmo a lenda dizendo que vampiros são seres demoníacos e tal, eu gosto dos vampiros da S. Meyer pelo fato de serem, digamos…um pouco “normais”

    20/08/2010 às 1:16 am

  67. Sofia Z;

    haha NORMAIS… dessa eu ri!

    20/08/2010 às 7:23 am

  68. Daniel

    Bruna piss off!

    20/08/2010 às 7:26 am

  69. Kate

    esse é o problema…normais…VAMPIRO NÃO É NORMAL, ele não é humano.
    e só uma coisa sobre André Vianco(não resisti, sei que foi mencionado a muitos comentários atrás) Vc pode reclamar de várias coisas no livro dele, mas de uma coisa não pode, dos vampiros. O Vianco pesquisa antes de escrever, ele está por dentro do assunto(não é como uma escritora que escreveu um romance onde poderia ter colocado uma fada no lugar do vampiro que ninguem ia notar a diferença). Você citou o fato dos vampiros que viram lobos. então, como você não deve saber é comum em algumas lendas os vampiros poderem se transformar em algum tipo de animal, mas não é só nisso que o André se apoia, ele explica o porque do vampiro poder virar lobo(e diga se de passagem um lobo bem mais interessante que o da Meyer), se não me engano, faz tempo que li, têm a ver com o fato deles terem feito um acordo com o demônio. Pasmem fãs de crepusculos, os vampiros são seres demoniacos, e o Vianco deixa isso bem claro nos livros deles nenhum vampiro consegue ficar sem tomar sangue humano.
    Ah! e quanto a entrevista com vampiro, ninguem se apaixona por humanos não, e os vampiros tbm não são bonzinhos, na verdade têm todo uma preocupação do Louise enfrentar aquilo como um dom, aprender mais sobre aquilo, enquanto o Lestart está mais preocupado em apenas curtir a vida e se alimentar.
    Em resumo, Meyer transformou vampiros em criaturas boazinhas e totalmente descaracterizadas, e como já foi dito um milhão de vezes aqui, ela não poderia ter feito isso, quero ver se eu escrever um livro sobre um Zumbi que não come carne humana, só de animal e é bem inteligente e bonito, que se apaixona por uma humana e eles têm um filho…acho que dá até para fazer sucesso.

    20/08/2010 às 11:40 am

  70. Bruna

    pessoal, eu sei que pode parecer estranho eu dizer que os vampiros da Meyer são um pouco “normais”, mas enfim eu gosto, claro que vocês não gostam muito pelo fato dos vampiros da Meyer não serem demoníacos, mas eu gostei

    20/08/2010 às 12:59 pm

  71. Ludy

    KKKKKKKKK. Eu já tinha sacado. Ana, Ana, só podia ser dos 10.000 comentários. hsuahsauhas. É estranho nós encontramos porque perdi todo aquele pessoal. Já faz quase 3 anos. D:

    20/08/2010 às 3:00 pm

  72. March Hare

    Bruna, voce se repetiu de novo.

    Bruna piss off! (2)

    20/08/2010 às 3:14 pm

  73. Paula

    Meu Deus!! Quando é que as pessoas vão entender que vampiros NÃO PODEM TER EREÇÃO?? Eles são seres MORTOS e não possuem circulação sanguínea, o que impossibilita uma ereção, que automaticamente, impede um relação sexual, logo, impede a procriação sexuada.
    E esse negocio de vampiro bonzinho…até que vai, mas os vampiros da Meyer nem entram em conflito pessoal em relação a isso!!
    O Edward se apaixona pela Bella e a única preocupação dele é se ela vai morrer e não pelo fato dele ser um ser macabro e ela ser o seu alimento.
    E me contradizendo… NÃO FAZ SENTIDO um vampiro se apaixonar por uma humana. PORQUE? Porque ela é o ALIMENTO dele. É a mesma coisa de você se apaixonar por uma galinha. Agora eu vou fazer um romance onde um humano se apaixona por uma vaca, eles mantém relações sexuais e a vaca concebe um minotauro. O humano a impede de se relacionar com seus amigos da fazenda, com os porquinhos e do seu melhor amigo, um cão pastor, e esse humano odeia o cão por ele ser mais macho que ele…ah!! E esse humano nao morre por circunstancia nenhuma…nem com tiro, nem facada, nem câncer, afogamento, NADA. Mas o amor dele pela vaquinha é maior que qualquer obstáculo.
    E ai??? Fiz a mesma coisa que a Meyer, só “metaforizei”[se é que posso usar essa palavrinha nao existente]
    E então??? Continua bonitinha??

    Pelo amor né gente???

    PS: Ótimo post e se alguem chegar a ver algum erro ortografico em algum dos posts, eu dou um conselho
    É bastante constrangedor ser corrigido por um comentario, se quer corrigir, faça de uma maneira mais discreta e só se tiver dificultando a compreensão do todo porque se não for assim, é realmente desnecessário.

    20/08/2010 às 4:24 pm

  74. Twilight Haters

    Paula, eu te amo só pelo seu PS.

    Nem por ser constrangedor ser corrigido por comentário, se fosse alguma merda abissal, a gente teria a humildade de agradecer e arrumar hahahahah mas corrigir essas miudezas é tããão “olha como sou fodão em gramática, gente bonita ;) e você não são, lero-lero”.

    Ana

    20/08/2010 às 5:31 pm

  75. Twilight Haters

    Bruna, olha só como é fácil quebrar as coisas…

    1 – Olha, se vampiras não podem ter filhos porque não estão aptas a mudar o corpo (no caso, eu creio que seja a questão da barriga crescendo e tudo mais), então os vampiros também não podem. Quer dizer, eu não sei o que Meyer pensa, mas sabe… pra ter relação sexual, é preciso ereção. E se minhas aulas de sexualidade da quarta série estavam corretas, na ereção o pênis endurece e sobe. ENDURECE E SOBE! Cara, isso desafia até a gravidade. Se isso não é uma modificação no corpo do homem, eu não sei o que é! Não faz sentido o homem poder se modificar e a mulher não.

    (e nem vamos mencionar o fato de que precisa ter sangue CORRENDO, atividade hormonal e cerebral e tudo mais para ocorrer tudo isso. Não é questão só de ter material para fecundar – que também deveria morrer, com o passar do tempo, mas não vamos mesmo falar disso)

    (e também não vamos mencionar que é como a Ana disse: a reprodução é pela mordida, então o prazer é pela mordida também. Eles realmente não deveriam se interessar muito por isso).

    2 – Tá, tem veneno em todos os dentes e é muito forte. Então, a mordida é mesmo na brutalidade, suponho. Porque, pra conseguir transferir o veneno na corrente sanguinea e transformar e sugar, você tem que atravessar umas boas camadas de pele e tirar COM MUITA FORÇA, para conseguir beber o sangue até. Mas nesse processo de mordida, como é que não se destrói as correntes sanguíneas? E se destrói, como é que ele toma o sangue ou transfere o veneno para a transformação? Meu, os caninos proeminentes tinham uma explicação. Não eram só para embelezar a coisa (embora ajude).

    3 – Ah, meu, ME DESCULPA, mas isso é desculpa esfarrapada. “É como um humano viver só de tofu”? NENHUM ser humano vive só de tofu, a começo de conversa. Não basta, porque o corpo humano precisa DE MILHÕES DE NUTRIENTES que existem em todos os tipos de alimento, e não só o que a soja oferece. Logo, pela lógica de Edward, o vampiro também precisa, e esses nutrientes FALTAM! Tipo, isso em tese não interfere SÓ na questão de se saciar: se ele chega a comparar com TOFU, quer dizer que NÃO SATISFAZ AS NECESSIDADES DO CORPO! Sangue animal, logo, não consegue sustentar. Por um tempo, talvez, mas a eternidade inteira? Comendo o pouco que eles comem? Isso é meio óbvio. Se ele me cita uma dessas, só comprova que Meyer definitivamente matou aulas de Biologia, e ignorou qualquer coisa para fazer seu vampirinho.

    São informações do próprio livro, mas filha, NÃO RESOLVE A QUESTÃO. É fácil de ser contraposto, é fácil de ser quebrado, E NÃO FAZ SENTIDO NENHUM! E ela não continua explicando o principal: POR QUE RAIOS MUDAR A LENDA? O que tinha DE TÃO RUIM pra ela simplesmente ignorar tudo e mais um pouco, e tacar o foda-se?

    E olha… eu sempre achei que pessoas criavam criaturas mágicas exatamente para elas não serem normais, para elas serem mágicas e fantásticas. Criar uma criatura mágica pra ser normal não me faz muito sentido. (Sério, não faz mesmo. Quer dizer, é a mesma coisa de criar um Pégaso que não voa O.O Ele é um cavalo normal, oras, qual a graça?)

    Lily

    20/08/2010 às 10:37 pm

  76. Tamara/Tammie

    Se o corpo do vampiro de sexo masculino não muda, de acordo com a Bruna, então Edward morreu com o peru duro, não? Porque se ele morreu “normal” o corpo dele TERIA SIM que se modificar para uma relação sexual e, mais ainda, para conceber um filho. Ainda mais com a falta de sangue que ele tem – tendo ele pseudo sangue venenoso ou não. A pele dele não seria fria e marmórea se o sangue dele circulasse pelo corpo (isso é conceito básico de sistema circulatório do EM, por favor!).

    Aí o “magico” do vampiro é justamente estar morto e continuar vivendo, e se apoderar do sangue de outro humano. Não endurecer o Peru só porque ele quer ter um filhote de chupa cabra.

    21/08/2010 às 9:38 am

  77. Daniel

    relaxa gente.. são lovers….

    21/08/2010 às 9:45 am

  78. Ludy

    “os vampiros machos podem ter filhos pelo fato de que o corpo deles não terá de se modificar para gerar um filho de outra mulher, desde que no momento em que ele foi transformado ele já estava sexualmente desenvolvido para ter filhos ele permanecerá assim pela eternidade, já com as mulheres vampiras são diferentes, pois o corpo delas terá que se modificar para ter o bebê e isso não acontecerá, pois quando alguém é transformado em vampiro seu corpo permanecerá igual pela eternidade

    Essa é a explicação de maternal da Meyer? O.O’

    Ele devia criar outro nome pra essa criatura, como a JK fez com os Sereianos. Mas criatividade não é o ponto forte da Meyer e nem perceptiva pelo que parece, ela criou outro ser e nem se deu conta.

    21/08/2010 às 7:22 pm

  79. Paula

    Valeu Ana
    Eu sigo o THB a um bom tempo mas não costumava comentar
    Mas às vezes é meio difícil não comentar certas coisas

    Continuem assim, graças a este post consegui fazer uma ótima interpretação de Romeu e Julieta essa semana na aula de literatura, mesmo sem querer querendo vocês acabam nos ajudando, tanto no sentido opinativo quanto em conhecimento literário.

    Obrigada mesmo :D

    Um beijo pra vocês …

    21/08/2010 às 11:44 pm

  80. Bem, tentarei primeiramente falar o que achei do post.

    O post é coerente, belo e muito bem escrito, e os erros de concordância, tanto não atrapalham em nada, que só fui notar quando o Pasquale comentou, e sinceramente, foi uma correção muito desnecessária.

    Sou muito fã de Shakespeare [Mais por Hamlet que por Romeo and Juliet], mas ainda sim, a história é incrível, fascinante, e por que não? Avassaladora. E sinceramente, eu fico triste em saber que as pessoas lêem [me corrijam se estiver errado, mas isso lêem não tem mais acento, não é?] Shakespeare de uma maneira tão simplista, deixando passar não apenas as mensagens deixadas nas entrelinhas, mas até mesmo o foco principal [Como explicado no magnífico texto].

    E… também entrarei na briga do THB vs Bruna [Representante Lover]. Bem, em Vampiro: A Máscara, sim, alguns clãs de vampiros fazem sexo, tem ereção, mas não tem orgasmos. E a explicação para isso é até simples, enquanto eles tem sangue humano em suas veias [Sangue sugado de um ser humano], enquanto esse não é consumido para mantê-lo “vivo”, ele “bombeá-lo” para qualquer parte de seu corpo, como o Pênis, por exemplo. Mas esses são apenas alguns dos diversos Vampiros mostrados por tantos autores.

    Em “Castlevania”, jogo da Konami, o vampiro Alucard pode se transformar em morcego, lobo ou névoa, porém, ele não é original nisso, várias lendas de vampiros, já falavam em transformações, justamente nesses três “seres” absolutamente distintos, remetendo a um estudo prévio antes de criar um personagem de jogo [Que mesmo sendo um jogo com o enredo simples, consegue ser muito mais profundo que qualquer coisa que a Meyer tenha feito].

    André Vianco também bebeu desta fonte, reunindo contos vampíricos [sinceramente, eu não lembro qual é fonte, mas postarei aqui quanto me recordar] antigos, em que mostra que além da sede de sangue, havia transformações bem “exóticas” no universo vampírico].

    Ainda em ‘Vampiro: A Máscara’, eles fazem sexo apenas por fazer, pois eles não parecem sentir mais prazer com isso como os seres humanos, e até mesmo, substituiram esses prazeres carnais [além da incotrolável sede de sangue] por outros artifícios, meramente psicológicos [Toreadores são fascinados por obras de arte, Assamitas por assassinatos e etc…].

    Mas bem, eu adoro o blog, e espero que continuem com a mesma qualidade de sempre.

    23/08/2010 às 2:20 pm

  81. [off topic]
    Bem, falaram que a J.K. Rowling explica as mudanças em seus personagens, sinceramente, não explica dentro do contexto dos livros, e se não explica lá dentro, não faz tanto sentido explicar fora de suas obras.

    Muito de lendas européias também foi distorcida nos livros da Rownling, não que isso atrapalhe tanto a leitura dos livros, que por sinal são infinitamente mais bem escritos que os da Meyer, mas isso dá a ela o mesmo demérito, que a Musa das Crespulettes, querendo ou não.

    Eu não gosto tanto de Harry Potter, mas dou valor a obra, a escritora e o fato dela ter feito tantas crianças/jovens tomarem gosto por leitura, uma pena que eles migraram para Crepúsculo depois que Harry potter terminou.
    [/off topic]

    23/08/2010 às 6:55 pm

  82. Potter*

    23/08/2010 às 6:58 pm

  83. Tamara

    Tá faltando a Bruna responder aqui, eim? A discussão fica boa e ela se apavora, é isso? :P

    23/08/2010 às 10:26 pm

  84. Paula

    Simples falta de argumento Tamara…SE é que ela sabe o que seja um argumento [opa! desculpa Bruna mas é o que você mostra nos seus comentários]
    Mas enfim…parece que ela vai deixar pra comentar no post dos escritores mais bem pagos…:X

    Vou parar por aqui se não sobra pra mim

    E J.K explica sim todas suas mudanças através da Hermione ou de Dumbledore, e dos professores…mas tudo bem, isso não vem ao caso, pelo menos eu consegui saber o porque de todas as mudanças feitas no decorrer do livro.

    24/08/2010 às 12:30 am

  85. Bruna

    Não Tamara, é que tenho que fazer muitos trabalhos da escola, só isso e Paula, a questão não é que eu não tenho argumentos, afinal eu dei todos meus argumentos aqui, a questão é que vocês simplesmente não concordam comigo, eu expressei minhas opiniões aqui e até expliquei algumas coisas para vocês

    24/08/2010 às 1:26 am

  86. Daniel

    Pfff.. claro que nos ensinou :D ensinou muito bem como ser uma LOVER fanática.

    24/08/2010 às 1:51 pm

  87. Twilight Haters

    Ou a como ser um troll, né?

    24/08/2010 às 2:42 pm

  88. Daniel

    é! EXATAMENTE!

    24/08/2010 às 3:38 pm

  89. Tamara

    Os muitos trabalhos da escola antes não pareciam incomodá-la, Bruna. Até respondia depois de cinco minutos, quando muito, quando respondíamos seus comentários.
    Aguardo sua resposta sobre minha pergunta.

    24/08/2010 às 5:44 pm

  90. Bruna

    Tudo bem Tamara, ache o que quiser !

    24/08/2010 às 8:27 pm

  91. Tamara

    Isso continua não respondendo, nem a minha nem a de qualquer outro que veio depois de mim, só pra constar :D

    24/08/2010 às 10:10 pm

  92. Bruna

    Eu achava que vocês nem se importavam com as minhas respostas, estou vendo que todos aqui me adoraram…..KKKKKKK

    24/08/2010 às 10:14 pm

  93. Tamara

    Adorar? Nem, é uma palavra muito forte.

    Mas curiosidade a respeito da sua criatividade sem limites em uma crença de que a mulher escreve muito, e inventar desculpa para cada falha no livro dela, isso sim, eu tenho e muita :D

    24/08/2010 às 11:41 pm

  94. Daniel

    adoramos pq você INCONDICIONALMENTE, IRREVOGAVELMENTE, SINCERAMENTE E DETALHADAMENTE não respondeu MERDA NENHUMA.. agora se quiser ser compreendida queridinha, dê BONS ARGUMENTOS.. sua leiga. // OU MELHOR: Sim! ADORAMOS você por nos divertir! continue com o seu show de fã Fanática! (palmas).

    24/08/2010 às 11:50 pm

  95. Bruna

    Daniel, eu já dei meus argumentos aqui, olhe nos comentários acima que você vai ver que eu comentei várias vezes, se não concorda comigo, tudo bem, eu te respeito, mas pelo menos saiba respeitar as minhas. OK ? não sei porque você tem tanta raiva de mim, cada vez que você responde eu, você responde com raiva

    E para deixar bem claro, eu sou muito fã de Crepúsculo, mas não sou do tipo que grita que nem uma louca no cinema ou algo assim

    25/08/2010 às 1:08 am

  96. Renata. R

    kkkkkkkkkkkk….A Bruna é carente, gente.
    Ela tá tão carente, mas tão carente que fica feliz com qualquer possibilidade de sentimento que vcs posssam vir a sentir por ela, mesmo que esse sentimento seja o ódio.
    Essa menina é o cúmulo da carência.
    Deve ser por isso que ela acha Crepúsculo tudo de bom.
    Provavelmente por se identificar com aquela personagenzinha carente e egocêntrica chamada Bella.

    Ps: Bruna, o povo aqui não te odeia, não. O máximo que podem sentir de vc é pena.
    Mas no entanto do jeito que vc é medíocre, eu acho que até ser alvo de pena é algo que te faz feliz.

    25/08/2010 às 1:30 pm

  97. Isabela Arantes

    Só eu que não consegui achar os argumentos da Bruna?

    25/08/2010 às 7:24 pm

  98. Tamara

    Eu também os procuro, Isabela :D

    25/08/2010 às 8:08 pm

  99. Bruna

    Renata. R, não sinta pena de mim, eu não preciso, e quanto ao que você disse que sou carente, você entendeu errado, eu disse apenas para vocês respeitarem as minhas opiniões e que não entendia porque o Daniel sentia raiva de mim, não que eu me importe com o que vocês sentem por mim, afinal as opiniões de vocês não interfere em NADA na minha vida, entendeu ??
    E o engraçado é que várias vezes vocês falam para os lovers respeitarem vocês, mas nesse seu comentário você não demonstrou NENHUM respeito por mim, mas enfim se você acha que sou carente, tudo bem, tenho certeza que você disse isso justamente porque você nem deve saber o significado da palavra RESPEITO

    25/08/2010 às 8:32 pm

  100. Renata. R

    Aaaahhh, Bruna, pááára com esse mimimim sem fim, pára.
    Eu sinto pena de vc, pq vc é bitolada, e isso não vai mudar enquanto vc não deixar de ser repetitiva e apreder a argumentar direito.
    O pessoal daqui está te devorando na argumentação e ao invés de vc revidar com algo palpável, fica só nesse blábláblá besta ” Ai, essa é minha opinião, Ai essa é a minha opinião, respeitem a minha opinião”.
    Não confunda contestações de idéias com imposições de idéias.
    Pelo que eu percebi lendo os comentários, as pessoas aqui não estão tentando ter impor idéias, elas só estão contestando as suas ( e isso não é falta de respeito ). Agora, se vc não tem a capacidade de responder essas contestações, pare de chororô e abadone esse discurso bobo.
    *E não me venha falar de respeito, pq se eu não me engano vc já deu os seus pitizinhos aqui pelo site. Então, vai tomar banho!
    .

    25/08/2010 às 10:55 pm

  101. Renata. R

    “tenho certeza que você disse isso justamente porque você nem deve saber o significado da palavra RESPEITO”

    Nooossa, esse dramalhão de quinta fez cair uma lágrima do canto esquerdo do meu olho direito…pfff

    25/08/2010 às 11:01 pm

  102. Daniel

    hey Bruna, eu não te odeio! ao contrário do que eu imaginava eu te adoro. Afinal, fico feliz por S.M ter criado andróides assim.. O que seríamos nós sem diversidade, digo diversão? E pra encerrar isso aqui é um “jogo de opiniões”, cada um fala o que quiser da opinião alheia = discussão. – pelo menos eu faço isso =p – Ou vai me dizer que você nunca participou de algum debate? .. Bem, acho que não né…

    26/08/2010 às 12:27 am

  103. Bruna

    Tá bom, vamos parar com essas discussões bobas, ok ?!?

    26/08/2010 às 1:17 am

  104. Twilight Haters

    Bruna, por que cachorros-quentes vem em embalagens de 10, e saquinhos de cachorro-quente vem em embalagens de 8?

    (Anísio)

    26/08/2010 às 8:05 am

  105. Isabela Arantes

    HAIOEHEIOHA , eu ri . ^

    28/08/2010 às 12:03 pm

  106. Line

    Sinceramente, tudo tem um limite. A Lily e outros já responderam a Bruna, parou! Ficar tirando com ela e deboche já é demais. Se ela não tem argumentos é uma coisa mas ficar aingindo a pessoa já chega em outro patamar. Bruna já expôs sua opinião e já contra-argumentaram ela. Acabou aqui.

    ________________________________________________________________

    Agora, AMEI seu post ultra-informativo e opinativo Lily! A cada post me torno cada vez mais sua fã! *-*

    Eu detestava Romeu e Julieta, pois essa coisa de “amor trágico, proibido” que passava em qualquer desenho animado para mim era um saco e clichê.

    Mas agora, como outro disse, isso é uma prova que Shakespeare é um gênio! E infelizmente, as pessoas não enxergam a verdadeira história e suas idéias expostas na história. Digo que lendo tudo isso, concordo com ele, uma pena que os jovens e quase ninguém entenda a verdadeira mensagem ou reconheçam a importância do Frei Lorenço e veem Meyer, ou outros, escrever pérolas mal escritas como “Crepúsculo” ainda por alguém formada em letras nos EUA!

    É triste… nem sei mais o que dizer…

    29/08/2010 às 7:40 pm

  107. Daniel

    ¬¬

    21/09/2010 às 12:30 am

  108. Bárbara

    Post PERFEITO!!!
    Vc é gênia, cara!
    Nunca tinha parado para analisar as obras do Shakespeare dessa forma.
    Muito sensato da sua parte justificar racionalmente, sem realmente julgar ou ofender a Stephenie (os fanáticos vão pensar duas vezes antes de cair matando).
    Vou reler “Romeu e Julieta” com outros olhos agora, muito obrigada!!

    07/04/2011 às 11:10 pm

  109. Minha opinião…
    O texto está bem escrito, mas achei exagerado. Informação demais, eu pretendia ler apenas a sua visão do amor perigoso de Romeu e Julieta, mas vc nos conta a história de Otelo, Sonho de uma noite de verão e outros textos… Ao meu ver, isso pode causar um desinteresse para o leitor. Tipo, ficar explicando classicismo, romantismo, …ismo ismo ismo… XP

    Bem… talvez vc não esteja nem ai com que lê ou não, com quem gosta ou não. Só tô comentando e dando a dica. Assim como há quem goste de tanta informação… Só acho que esse excesso faz o texto fugir do foco.

    Enfim, gostei da resenha, e gostei da sua opinião sobre os perigos do amor. As análises ficaram ótimas. Inclusive me deu vontade de assistir “Romeu e Julieta” agora.

    A propósito, esse texto foi divulgado por um membro xenite da comunidade no orkut.

    09/06/2011 às 3:27 pm

  110. vc q nao entendeu mayer nao quis imitar a historia de romeu e julieta e sim o amor inrrevogavel deles isso nao significa q a historia precise ser igual, e eu acho q bella e edward sao os novos romeu e julieta pelo amor deles mas as historias nao tem nada ve na historia de romeu e julieta nao existe vampiros ,lobisomens etc é uma humana e um humano q se apaixonam e em crepusculo é muito diferente é um vampiro e uma humana q se apaixonam porisso eu acho q vc esta completamente errada nao é todos os filmes de romansses q nessesariamente precisam ser identicos a romeu e julieta. e nao é pq eu sou fã de crepusculo q eu to falando isso é pq eu acho q a historia de crepusculo é uma historia linda de amor mas nao significa q seja igual a romeu e julieta.e vc disse q bella nao é uma heroina pq ela esta sempre em perigo. o q mayer quis diser nao q bella ia salvar todos e proteger todos ela quis diser q bella era corajosa largava tudo pra ficar com edward e nao tinha medo de nada a nao ser de perder seu grande amor e ela enfrentaria tudo e todos pra ficar com ele e pra mim isso é uma heroina sim. porisso eu acho q vc tem q penssar antes de falar as coisas como vc dis q agente nao entendeu a historia de romeu e julieta e to disendo q é vc q nao entendeu a historia de crepusculo vc dis q no final o certo seria se edward e bella morrecem mas eles vaomorrer mas de outra forma eles vao ser motos vivos porque os dois vao ser vampiros e o final da historia é perfeito pq foi o q mayer quis diser des de o comesso q um amor verdadeiro nunca acaba um amr verdadeiro é imortal…para mim crepusculo é e sempre sera a melhor historia de romansse do mundo…

    30/06/2011 às 12:11 pm

  111. jessica

    otimo dahora meuuuuuuuuuuuu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    16/08/2011 às 8:30 pm

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