2 Anos trazendo a lógica!!

Romance: o que nós já sabíamos

Antes de tudo, o que direi aqui não é certo, nem incontestável, nem qualquer coisa do tipo, porque oi, não tenho formação superior em letras e sei tanto de literatura quanto alguém formado no Ensino Médio. Então fangirls, se é que vocês ainda existem, não me encham.

A ideia dessa postagem surgiu no primeiro semestre do ano passado, em meio a uma aula de literatura – o professor falava sobre romantismo, primeira, segunda e terceira geração, prosa, poesia e derivados. Depois de quase três aulas tendo só romantismo, algumas coisas foram inevitáveis de se comparar  – até porque, a época dessa ideia remonta ao início do blog – e deixei anotado algumas informações na agenda para não perder algumas comparações mais tarde, depois que prestasse atenção na aula – oi, vida de vestibulando ftw nnnn.

 

Enfim, vamos ao que interessa.

O básico todo mundo já sabe: uma adolescente com falta de massa cinzenta normal que se apaixona por um vagalume de sol vampiro e vivem uma linda história de amor, de arrebatar corações femininos das mais variadas idades (sic). Um perfeito romance a lá Romeu e Julieta – de acordo com Meyer, melhor que eles até, “os adolescentes idiotas” – quase desbancando Orgulho e Preconceito, porque Darcy e Elizabeth poderiam viver um sem o outro e -.

Okay, parei de brincadeiras.

 

Meyer é formada em Literatura Inglesa pela Universidade Brigham Young, graduada no ano de 1995. Já vi em mais de um lugar que até Crepúsculo, ela nunca tivera real contato com essa história de desenvolvimento de tramas e livros, pelo menos não na escala de um Best-seller, ou whatever. O máximo que fazia, antes disso, eram trabalhos com historias sobre personagens para a universidade, e já disse mais de uma vez sempre ter sido muito influenciada por livros românticos em entrevistas.

É aí que o negócio pega. Você lê Twilight, vê como Bella e Edward são descritos e pensa: já vi isso em algum lugar…

É, pois é, você viu. Ou pelo menos ouviu falar, se não dormiu nas aulas de literatura. A questão é: a fórmula é parecidíssima – se não totalmente copiada – do que foi escrito na época considerada ultra-romântica (eu sei que é ultrarromantica, mas pelo amor de Deus, a lei só vigora em 2012, mesmo e o mundo vai acabar antes disso). A única diferença é a inversão dos papeis – no caso, não é a mulher que é a figura idealizada, e sim o homem.

… Mas oi?

Então, o negócio é mais ou menos assim: autores como Álvares de Azevedo (tudo bem que isso na sua primeira fase) escreviam de modo a exaltar a mulher de tal modo que o amor que ele escrevia era retratado como algo “sublime”, possivelmente até impossível de ser realizado – criava praticamente a imagem da mulher inacessível, por ela ser tão maravilhosa, pura, casta, virgem, imaculada, blá. O retrato do amor nessa fase era tal que o sentimento em si não era a união entre dois corpos, e sim entre duas almas.

Puxa, que bonito! Até quero um desses romances pra mim! -n

… É, seria bonito se ele não trouxesse em seguida o conceito de que isso é um amor inexistente. Tiops, não, oi.

 Ele sonha, sonha, sonha, monta a mulher perfeita, com seus adjetivos e qualidades infindáveis enquanto ele, apenas um homem comum, é incapaz de tê-la, apesar de tanto sonhar. Ele ilusiona um momento perfeito, com um mundo perfeito, com tudo PERFEITO para os dois, mesmo sabendo que isso jamais acontecerá.

 

Então fica aquela história: fangirls de um lado dizendo que Edward/Bella são um romance verdadeiro, O VERDADEIRO AMOR (?), o fato sublime de todos os acontecimentos, a união de almas e não corpos, e toda aquela história que até meu cão já está careca de ouvir, e de um outro lado gente que olha e diz “Er… Mas isso não é real. É obssessivo, doentio e cheio de escapismo”.

Por que isso? Porque, diferentemente dos ultra-românticos, Meyer fez com que os dois pombinhos ficassem juntos. Como isso não pode ser amor?

A “poetisa” de Crepúsculo é a Bella – a menina comum, com sua vidinha entediantemente comum, com sua rotina comum que conhece o homem de sua vida – interessante, perfeitamente perfeito, praticamente esculpido em mármore, deliciosamente perfeito (e eu já disse que ele é perfeito?) – Edward Cullen. Meyer exagera e repete inúmeros momentos em qualidades e atributos para Edward, enfatizando a cada milissegundo momento o quanto aquele é o relacionamento ideal – o amor sublime.

 O homem perfeito, algo supostamente inalcançável – idealizado. A mulher que sonha com ele, com o relacionamento.

 Os gêneros só mudaram os papéis, praticamente.

Aliás, em questão da prosa romântica, há algo muito interessante que encontrei, falando sobre as características da mesma. Percebam as semelhanças com Twilight:

Outras características da prosa romântica:

1) Flash-back narrativo: é a volta no tempo para que sejam explicadas, por meio do passado, certas atitudes das personagens no presente

2) O amor como redenção: o amor é sempre visto como o único meio de o herói ou o vilão se redimirem e se purificarem de seus erros

3) Idealização do herói: esse herói é em geral dotado de honra e coragem e às vezes põe a própria vida em risco para atender os apelos do coração

4) Idealização da mulher: essa mulher não tem opinião própria e é dominada pela emoção e obedientes, submissas seja pelos pais ou após o casamento pelo marido

5) Linguagem metafórica: visto que a prosa romântica tende à fantasia, é natural que haja muita descrição, comparação e metáfora, usadas para idealizar um ambiente ou uma personagem.

Agora, voltando para a situação em que Bella e Edward ultrapassam as barreiras do idealizado e ficam juntos: por que isso aconteceu? Porque, entre tantos outros detalhes, Meyer quis escrever algo baseado em ultra-romantismo e dar sua pitada de “criatividade” – provar que sim, é possível existir tal amor puro e perfeito.

E porque ela é um fail extremo.

Questão é: tudo que é idealizado não é verdadeiro – é escapista, foge da realidade, não.é.real. Não adianta meninas virem aqui, ou discutirem com amiguinhos, ou clamarem aos quatro ventos que isso é amor verdadeiro, que é assim que deveria ser, porque não é; até porque, o homem é muito mais complexo que um único sentimento, e amor unem-se a ódio, mesquinhez, bondade, felicidade, tristeza e tantos outros no mundo real. Seria bem maniqueísta acreditar que o ápice do ser humano é viver na figura de um relacionamento perfeito, do belo, do ilusório.

Se idealizado fosse real, ou verdadeiro, não seria considerado utópico – e extremando um pouco a situação, se tudo que fosse utópico não fosse idealizado, então os socialistas utópicos foram idiotas de nunca terem tentado um shot em conseguir a sociedade ideal que tanto desejavam.

Então… Não. Twilight não é um dos maiores exemplos de grande romance, de amor verdadeiro, Edward não amava verdadeiramente Bella e muito menos Bella para com Edward. A situação toda foi idealizada – até o fato de um monstro que deveria ser um vampiro foi descrito como um ser perfeito e superior a um humano, correto e politicamente certo, sem erro algum – e platônica.

E, pelo amor, todos nós sabemos como se terminam romances platônicos, não?

Tamara/Tammie.

Consideração final: Tamara não é socialista. Eu disse que o exemplo seria estupidamente exagerado.

Aliás, opinião pessoal sobre Shakespeare e os românticos que basearam suas tragédias em Romeu e Julieta: PQP, isso que é entender o que o cara queria dizer, heim? Ele quis retratar a intolerância da época, e mostrar que nessa dita época o amor era um sentimento para gente fútil, a impulsividade juvenil (ooooi, Julieta tinha treze anos!) e hoje todo mundo fala que é uma das mais lindas histórias de AMOR? WTF!! O pior é que Meyer, sendo formata em Literatura (!) seguir a mesma linha e ainda usar epigrafes para relatar o seu romance!

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43 Respostas

  1. Veh

    Texto longuinho, mas bom. Essas fãzitas têm que entender que Crepúsculo não é algo inovador.

    10/02/2010 às 10:12 pm

  2. Narcisa Le Fay

    Adorei o texto. Espero que as fãs percebam agora que não há nada de original na história…

    11/02/2010 às 12:00 am

  3. Girlady

    Genial!

    definitivamente, é um pseudo-romantismo.
    ultrarromantismo, sou mais Iracema. a Bella também podia morrer no final, pelo menos a história teria algo de bom.

    11/02/2010 às 8:28 am

  4. Betynha

    Formada em Letras opinando:

    Por favor, faça mais textos elucidativos como esse. Um dia a ficha vai cair e essa febre tifóide chamada Twilight há de acabar.

    E a parte engraçada dessa comparação entre o ultra-romantismo e Twilight é a origem dele, lá com Os sofrimentos do jovem Werther. O próprio Goethe sentiu-se envergonhado de ter criado uma história em que o amor idealizado levava a morte, não era o que ele queria, mas infelizmente foi essa essência (se é que posso dizer isso) rasa e egoísta que tomou conta do movimento Romantista mundo afora.

    Gostei muito do seu texto viu!

    Sucesso!

    11/02/2010 às 9:11 am

  5. Guilherme B.

    Nunca p-ensei da Smeyer como uma neo ultra-romantica, apesar de que tem outra caracteristica em comum: a necrofilia. heheheh
    as mesmo os ultra romanticos não acreditavam que vc pudesse ter um final feliz para sempre pq as pessoas acabam se cansando uma das outras e no final a mocinha morria. Nesse ponto a SMeyer se aproxiam mais da prosa. Ela devia ter lido Senhora ou Noite na Taverna. Ótimo texto.

    11/02/2010 às 3:30 pm

  6. Mula GaGa

    Muito bom o texto, (Y

    11/02/2010 às 6:01 pm

  7. Nuriko

    Imitarei minha professora de Oficina de Textos:

    Tamara, seu texto está delicioso! Eu o comeria com molho branco e acompanhado de um bom vinho! q

    Com certeza agora você foi na essência do livro, menina! E se alguém disser o contrário…Bem, ainda dá para fazer cursinho de Literatura

    13/02/2010 às 1:42 am

  8. Giovanna

    Owned da Tama, as always.

    Muito bom Thamy. Foi bem explorado essa coisa do romantismo (ullllltra romantismo). Aquela romançada melosa que só por Deus.

    Meyer pegou justo mais chato do romantismo…Pq não a segunda fase??Talvez aí ficasse bom!(O que eu duvido vindo da Meyer XDDD!!!).

    Amei o post!!!(L)!!

    13/02/2010 às 1:43 am

  9. Gabriel

    Gente foi confirmado!Amanhecer em 2 partes
    http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/amanhecer-sera-dividido-em-dois-filmes/
    :|

    13/02/2010 às 2:10 pm

  10. Débora

    Sou apaixonada pelo Romantismo, principalmente o ultrarromantismo. Tem poesias e obras lindíssimas, sabe? E Crepuscúlo é aquela coisa, né; eu cheguei a achar o primeiro livro legalzinho. Li muiiiito antes de virar uma febre adolescente, me entreteu levemente e ai eu li Lua Nova. Até hoje eu não sei o que me deixou abismada em Lua Nova – a Bella maníaca-depressiva pulando de penhascos (hey, isso tem nome e sobrenome, ouvir vozes, ter delirios, PULAR DE PENHASCOS) ou o Edward obssessivo e intragavelmente controlador. O fato é que eu peguei uma raiva realmente grande e nunca mais tive coragem de tocar em nenhum livro da saga. Infelizmente eu tenho amigas que são apaixonadas (realmente malucas) pelo Edward pisca-pisca, pela Bella songa-monga e pelos livros cheios de mensagens subliminares nada legais pra adolescentes cheias de hormônios e facilmente influenciáveis. Mas o ponto do comentário é o seguinte: um dia desses meus amigos e eu estavámos tendo uma discussão de haters vs lovers e eu comentei sobre a maneira que a Meyer ignora qualquer tipo de cultura vampírica e qual é a réplica que eu recebo? “Você sabe qual é o conceito de ficção? Ela cria o que quiser, vampiros não existem!” Okay. Dane-se o enredo, dane-se a verossimilhança, narração fluida e que não seja repetitiva, né? Eu fico chateada porque uma geração inteira está tendo o tipo errado e o conceito totalmente errado de literatura, de um bom livro, um livro que merece ser um best-seller. Há inúmeros por aí. Um personagem pra ser bom, apreciável, ele tem que ser, pelo menos, bem construido. E quais são as qualidades do Edward? Perfeito, perfeito, perfeito, ABSOLUTAMENTE PERFEITO. O lado “vampiro” só serve pra dar um chan de proibido a história, que nem proibido é porque ele é, alô? Vegetariano, rico, forte, cavalheiro, totalmente altruista. E eles são obcecados pelo outro. Isso não é amor. Isso nunca vai ser amor. Uma menina que só consegue classificar a si mesma como inteira quando está com seu primeiro-amor-eterno, me diga, o quão absolutamente intragável isso é?

    13/02/2010 às 10:18 pm

  11. Fernanda

    Bom, depois desse texto, eu nem tenho mais o que falar – tu já falou tudo. Está ótimo. A análise foi excelente e, a meu ponto de vista, precisa. Amay.

    (PS: Achei isso e precisava mandar – http://yahoo.tecontei.com.br/noticias/sou-alergico-a-vaginas-diz-robert-pattinson-ao-posar-com-mulheres-nuas-70454.html )

    13/02/2010 às 11:16 pm

  12. Lover

    É.. é bem válida sua comparação, mas acho que a obra se assemelha bem mais com a estética simbolista, veja bem; ela se assemelha ao romantismo na concepção amorosa mas também envolve o misticismo (os vampiros de Meyer), o subjetivismo em busca de um profundo eu inconsciente (Bella sonha em ser uma vampira), e até mesmo a própria obsessão pelo branco (vampiros ‘perfeitos’, sempre brancos), e a transcendência de uma realidade (Bella virando vampira), dentro da temática espiritual.. Isso só para comentar as relações explícitas na obra, a semelhança está presente em várias outras características.

    14/02/2010 às 4:49 pm

  13. Características do romantismo de segunda geração, ou do romantismo em si, incluem misticismo (apelo à divindidades, menções sobre deuses, espiritos, almas, etc), o subjetivismo (ainda mais sobre seu comentário “em busca de um profundo “eu” inconsciente” – er… Isso é exatamente o romantismo. O subjetivismo do simbolismo não foca necessariamete em cima do “eu” mas sim em cima das sensações, se LER as sensações podem trazê-lo a uma situação em que consegue visualizar o que trouxe ao poeta tais sensações) e a obsessão pelo branco, mas num ponto de vista sobre perfeição, algo que os românticos tanto prezavam – exemplo: toda aquela detalhação rococó do ouro, da riqueza, da beleza do quarto, dando um ar todo místico, em Senhora, na noite de núpcias. Além disso, a transcedência de uma realidade bate com o fato de que a felicidade, para os românticos, encontra-se apenas na ‘morte’, ou seja, não há felicidade em vida – Bella apenas foi “verdadeiramente feliz”, de acordo com Meyer, ao “morrer” para o mundo e se transformar em vampira, tudo o que ela queria.

    Isso só para comentar as relações explícitas na obra, o que aliás foi feito em toda a postagem. Acredito que se a história fosse baseada em escritos simbolistas, metade das fãs hoje não entenderiam sequer a primeira linha – não que ache que muitas entendam…

    Formados em Letras por favor que corrijam meus erros :B

    14/02/2010 às 8:44 pm

  14. Lover

    Sobre as sensasões, as inúmeras menções à beleza de Edward geralmente envolvem seu cheiro, o hálito e tal.. Sinestesia é uma das principais marcas do simbolismo. E é verdade que os românticos prezavam a perfeição, mas sem especificar a cor branca, por isso quis reiterar esta característica tão marcante da obra. E por mais que o misticismo esteja presente no romantismo, ele é bem mais evidente na estética simbolista.

    Sobre as fãs não entenderem, bem.. elas também não entenderiam se o livro fosse escrito em qualquer estética de maneira erudita. A autora absorveu as características temáticas e adaptou a linguagem ao público alvo que ela queria. E acabou conseguindo..

    Enfim, não quis discordar do seu post em nada, só dar outro ponto de vista. Parabéns pelo post!

    14/02/2010 às 10:02 pm

  15. Twilight Haters

    Formada em Letras avessa à Literatura acha que simbolismo não tem muito a ver… mas prefiro esperar a opinião de alguém que prestou atenção nas aulas e nunca imaginou nenhum simbolista ardendo no inferno.

    Mas oh, se vc pega aí as obras mais importantes do romantismo, vai ver que a mulher idealizada sempre tende a ser pálida ou pelo menos loira. Não é à toa que Luísa, a heroína romântica de O Primo Basílio (que, eu sei, é obra do realismo), é loura, pálida, etc. Tem a ver, sim, os vampiros serem brancos e tudo.

    De qqer forma, nem quero opinar muito porque eu já abstraí tudo o que aprendi de literatura, ew. Bom post, Tamy! De um modo geral, é tudo o que eu sempre digo por aí, hahaah

    14/02/2010 às 11:29 pm

  16. Lover

    Se prefere não aceitar opiniões diferentes das suas, sinto pena de você. Mas para ser levada a sério dê argumentos convincentes de que está certa ;)
    Pensei que diminuir as opiniões alheias fosse coisa de lover fanática, mas enfim…

    A única coisa que você fez foi confirmar minha tese de que os vampiros da Meyer têm a ver com o culto ao branco simbolista.

    E se imaginar que uma autora ruim usou uma estética clássica como base é fazer seus autores ‘arderem no inferno’, creio que você também acha que os romantistas arderam no inferno. Não sou eu falando, é você que falou.

    E bem, formada em letras ou não, sua opinião vale tanto como qualquer outra! Sim.. então respeite, assim como eu respeitei a de vocês ;)

    15/02/2010 às 12:17 am

  17. Twilight Haters

    Cara, não entendi nada da hostilidade, sabia? Só fiz um comentário sobre os românticos também tenderem a usar o louro, branco, pálido, etc, como característica do objeto de exaltação. Eu, hein.

    15/02/2010 às 1:09 pm

  18. Agradeço o comentário, Lover, realmente não tinha pensado sobre simbolismo também ter a possibilidade de se encaixar em toda a estética do livro e tal – até porque, sempre fui da opinião que simbolismo era algo que “não entendi, é simbolista”, hsauheushahe – pura verdade, por mais que eu me envergonhe de admitir :P

    Não tinha lembrado dessa história de branco até que você a mencionasse, achei interessante :D Procure visitar o site mais vezes, é sempre muito bom debater pontos de vista – e tudo é mais interessante quando alguém se diz Lover e ainda PENSA, porque tenho achado dificil de encontrar fãs assim hoje em dia :P

    Obrigada pelo comentário!

    15/02/2010 às 3:18 pm

  19. Lover

    Tranquilo então, é que seu comentário soou meio ofensivo quando você disse ‘não prestou atenção nas aulas e tal’, mas se não foi isso fui eu que entendi errado.
    E vlw por ler o comentário Tamara, o post tá ótimo.. vou continuar visitando o site :D

    15/02/2010 às 5:55 pm

  20. Twilight Haters

    Nããão, eu disse que EU não prestei mta atenção nas aulas! Eu é que sou meio avessa às literaturas da vida e tudo =P desculpe se pareceu o contrário.

    15/02/2010 às 7:45 pm

  21. Twilight Haters

    Btw, é Ana aqui. Esqueci de me identificar.

    15/02/2010 às 7:45 pm

  22. Lover

    Vlw então Ana, é que a frase ficou meio ambígua e eu entendi de outra maneira.. Sei que vocês são abertos a discussões :D

    15/02/2010 às 8:08 pm

  23. lylikouga

    Adoro esse blog, toda vez que passo aqui vejo textos muito bons que expressam tudo aquilo que eu gostaria de falar. Acho que glorificar vampiros dizendo que são perfeitos e muito melhores que humanos é um erro, já que a metafora do vampiro é aquele que não aceita mudanças, preso em seu mundo particular; é acabar com o livro de Bram Stoker e tambem com todos que realmente amam os vampiros dizer que eles brilham no sol.

    15/02/2010 às 8:20 pm

  24. maah

    parabéns pelo texto.Apesar de ser -relativamente- longo está muito bom …
    PARABÉNS !!!

    PS – preferia do outro jeito,quando a maçã era inteira podre
    (mimimi) DD:

    17/02/2010 às 1:39 pm

  25. Fernanda, esse link foi tudoo! Me rachei de rir aqui! Rezo pra que alguma lover acabe topando com essa notícia, porque, francamente, foi uma revelação! Que Robert Pattinson era gay, eu já tinha imaginado, mas agora ele se assumiu ASSEXUADO!! hahahah Se possível, leiam a notícia e, por favor, me ajudem a entender como um troço desses é considerado um sex simbol pelos desavisados!
    Muito boa a matéria, Tammy! Arrasou o barraco…

    17/02/2010 às 2:24 pm

  26. Laís

    Amei, eu sempre tinha pensado nisso, a Meyer pegou todas as características do ultra-romantismo deu uma mexida e escreveu essa merda que conhecemos.
    Até o fato do Edward ser intensamente branco, virgem e altruísta *visãodaBella” faz ele ser a típica heroína romântica. rs

    Eu acho que já tinha até comentado isso alguma vez…

    Parabéns Tammie. ^^

    17/02/2010 às 5:34 pm

  27. Muito bom.
    Pena que as fãs não entendem…
    Afinal, nós somos invejosos ;)

    18/02/2010 às 1:13 pm

  28. Casey

    além de reiventar os vampiros e a biologia, a mayer reiventou o romantismo… excelente post =]
    e quem estiver a fim de ter pesadelos: http://capricho.abril.com.br/blogs/closet/travesseiro-do-edward-para-dormir-abracada/. sou fã de filme de terror tarde da noite e depois durmo que nem uma pedra, mas com um desses, não dormia nunca mais. medo.

    18/02/2010 às 6:26 pm

  29. Jéss

    Esse travesseiro é medonho. Sério.
    Isso é mais feio q o Chucky.. ‘o’

    mas depois do vibrador, nada mais vindo delas me surpreende tanto assim.. =]~
    ótimo post, Tamara.. ^^
    parabéns mesmo!

    18/02/2010 às 11:44 pm

  30. Mula GaGa

    Novo banner *OOO* gama*

    19/02/2010 às 6:35 pm

  31. Tamara (2)

    haha Adorei o texto!
    Geente por favor me ajudem!
    Vcs tem chat ou algo do tipo ?
    Quero muito tc com vcs e com minha xará tbm.
    Tô indicando sempre o Haters…

    Vaaleu, beeijos :*

    20/02/2010 às 12:56 am

  32. Mula GaGa

    aaaaaaa somos duas Tamara ;)

    21/02/2010 às 4:39 pm

  33. aline

    Oii, recém entrei aquii, mto lgl memso, e só pra constar q eu amo twilight e so *TOTALMENTE-APAIXONADAMENTE-DESCONTROLADAMENTE* super fã do jacob, mas, antes q começem os insultos pra twilight e blablabla, só pra dize q eu ODEIO mais q tudo aquele canastrao total do robert pattinson, e eu tbm nao gosto mto da kristen, sempre cm cara de bunda, mas mesmo asim, amo os livros e *principalmente* o jacob.
    Amei esse site *rsrs, estranh uma fã de crepusculo ama um site q sao de pessoas que ODEIAM crepusculo ahushausha* bjux!!!

    21/02/2010 às 9:55 pm

  34. @Aline
    Significa que vc tem opinião própria! (parabéns mesmo, porque esse negócio de ser fã e ficar completamnete cega às críticas é bobeira)

    22/02/2010 às 10:25 am

  35. Kakazinha

    esse site é FANTÁSTICO!!! uma amiga que tb odeiaaa twilligh me indicou e eu fiquei o dia inteiro lendo esses posts geniais de vcs! realmente é REVOLTANTE que chamem esse lixo de literatura, e seja uma modinha ridicula… toda vez que alguem fala pra mim que esta lendo twilligh e gostando, eu me decepciono com a pessoa.. vários neuronios devem morrer ao ler essa bosta.. nao consegui passar das primeiras páginas, parei ao ler “ele era perfeito”, ecaw

    22/02/2010 às 10:07 pm

  36. Kakazinha?

    Omg…Karen que escreve a NENA? O___O

    A AUTORA DA NENA COMENTOU NO BLOG? NO MEU POST?
    Okay, eu me sinto estupidamente honrada agora. Estupidamente, MESMO.

    24/02/2010 às 5:11 pm

  37. Marininha Potter

    Séculos sem internet, a primeira coisa que fiz ao arrumar (ou seja, há quatro horas) foi entrar aqui. Aí fui pro inglês e panz e só consegui ler o texto agora XD
    Anyway, ÓTIMO post, Tammie *-*
    Nem na minha época lover eu amava o Edward e o achava o homem perfeito. Pra mim, o cara perfeito chama-se Lucas e é ruivo de olhos azuis, bjs. [risca]agora só falta ele existir[/risca]
    E, OMG, a Julieta tinha TREZE ANOS?! Morri total agora. Preciso ler Romeu e Julieta, sabe, depois que terminar minha lista ENORME de livros escolares, que não me deixam terminar O Mar de Monstros (2º livro de Percy Jackson) e A Garota Americana – Quase Pronta *cansada*
    Saudade de comentar aqui, cara *-*

    25/02/2010 às 6:09 pm

  38. LiNiNhaah

    Agradeço, mil vezes agradeço pela sua analise, além de me ajudar no trabalho portugues me fez meio que tentar entender a cabeça da Meyer

    Milagre!

    Bem, mas nada muda que é uma modinha com fãs cabeças de vento e uma autora NADA complacente

    E por favor, não tentem dizer que Edward e Bella são Romeu e Julieta porque até o próprio Romeu não era perfeito e bem deu no que deu a história deles né?

    (Romeu PEDÓFILOOOO)

    Nem com O Morro dos ventos Uivantes dá pra se comparar, que que foi aquela baboseira de livro favorito?
    Pq, sério, até mesmo O Morro é mais real que Twilight e é impressionante como todos os livros que a Meyer diz “já ter lido” tem personagens com defeitos gritantes e no dela “todos” são perfeitos, mesmo com a lerdise e falta de amor próprio da Bella e a obsessão do Edward

    13/03/2010 às 9:17 am

  39. Isabella

    Olha meus parabens. Sou formanda em Letras, e estou buscando um tema para minha monografia. A sua critica foi otima, e pra ser sincera, como uma profissional na area, eu tambem tive os mesmos conceitos de analise da obra de Stephanie Meyer, apenas com um detalhe: Eu amei…
    bj

    17/05/2010 às 3:53 pm

  40. Isabella

    ahhh mais uma coisinha…rsrs.meu nome e Isabella mesmo, ta?! bj

    17/05/2010 às 3:54 pm

  41. Geladeira que gosta do Estoicismo

    Antes de tudo, gostaria de dizer que também possuo uma aversão considerável em relação a série Twilight, e isso vai muito além da questão de gosto, nota-se facilmente que o livro carece de qualidades técnicas, desde a superficialidade das personagens e até mesmo o fato da plot girar em círculos, de maneira previsível e enfadonha.
    Noto também que é bastante interessante que uma pessoa, que por mais que não possua grandes conhecimentos do ensino superior no que se remete ao estudo da literatura se proponha a escrever um artigo. Não que seja necessária muita habilidade para mostrar as pessoas o quão ruim esse livro é.
    Acredito também que você saiba que existem bons livros da época do Romantismo, e que por mais que seguiam as características da escola em questão, possuíam também uma história bem elaborada, com uma estilística notável. Podemos citar Goethe, com o livro: ”Os sofrimentos do jovem Werther” no qual serviu de base para a exploração da personagem romântica de muitos autores posteriores e querendo ou não, marcavam a época. Outro exemplo seria o livro: “A dama das Camélias” de Dumas filho, que podemos notar a influência do livro Manon Lescaut no mesmo. Pois além de possuir as características do Romantismo, ele também trabalhava de maneira sutil, duas das questões sociais da época, a prostituição e o preconceito. Sem contar outros inúmeros títulos que poderiam ser usados como exemplo.
    A questão da idealização ser ou não verdadeira é algo que não pode ser respondido com precisão, já que nossos comentários muitas vezes são imbuídos de juízos de valores, em especial aqueles que se voltam a tentar resolver questões metafísicas. E mais, a idealização, ao menos em seu significado, pode se tornar uma realidade futura. Quanto ao socialismo utópico, muitos de seus autores não necessariamente queriam por em prática as ideias, mas talvez apenas mostrar como seria uma sociedade ideal na visão dos mesmos. Ao menos, não acho que T. Morus realmente tinha interesse de por em prática as ideias contidas no seu livro: ”A Utopia”.
    E por fim, gostaria de dar uma opinião sincera:
    Eu acredito que seus textos ficariam mais ricos se você evitasse, e se possível, parasse de usar Tiopês, pois acredito eu, que muitas pessoas, especialmente as mais sérias, não vão dar muita credibilidade ao que você diz. Entendo que talvez você queira criar uma atmosfera um pouco mais descontraída, mas querendo ou não, isso acaba prejudicando sua argumentação.

    24/06/2010 às 6:35 pm

  42. Pingback: Twilight Haters BR – como tudo começou e porque tudo continua « Twilight Haters Brasil

  43. Tamara/Tammie

    É, a tentativa era deixar algo mais ameno, algumas coisas tendem a soar diretas demais para algumas pessoas quando escrevo normalmente. Mas fica anotado, Geladeira; atente para mudanças nas minhas próximas postagens :)

    15/07/2010 às 11:49 am

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