2 Anos trazendo a lógica!!

Queimando os sutiãs…

Só para começar: não, eu não sou feminista. Na verdade, não sou muito fã de ideologias extremistas. Elas costumam ser perigosas, se aplicadas ao pé da letra. Mas, como mulher do século XXI, não posso deixar de me incomodar com algumas atitudes bem machistas que ando vendo por aí. Digamos que eu luto por igualdade, apenas, entre homens e mulheres. E por isso o artigo.

Então comecemos.

Há certas coisas na série de Meyer que me chamaram a atenção quando eu li (sim, meus amores, eu li). Uma delas é a maneira como as mulheres são retratadas nos livros. Afinal, é um livro com uma protagonista feminina, escrito por uma mulher, certo? É, até esse ponto sim. Quando eu peguei o livro para ler, eu esperava ver uma visão feminina sobre a vida e sobre a história dos vampiros. Confesso que até fiquei empolgada com a idéia.

Até terminar de ler Crepúsculo.

Quando li a última página do livro, confesso que estava me sentindo um tanto… incomodada. Nem tanto pela história ruim, ou pelo tédio, ou pelos personagens chatos. Mas pela forma como as mulheres daquele livro se comportavam. Pela forma como BELLA, a protagonista, se comportava. Eu fiquei MUITO incomodada (cof-ofendida-cof). Sentia como se estivesse lendo uma história do século XVIII. E nada contra os livros daquela época (nada MESMO), mas bem… estamos em 2009. A história se passa no nosso século. E foi aí que comecei a raciocinar comigo mesma. Ok, Stephenie Meyer já declarou que se inspirou nela mesma para fazer a Bella. Logo, significa que ela se comporta como a Bella. Concluindo: ela se comporta como uma mulher do século XVIII. Ok, eu sei que boa parte disso se deve ao fato de Meyer ser mórmon. Nada contra os valores e a religião dela. Mas quando se escreve um livro, creio que os valores e crenças do autor não devem interferir na história (pelo menos não TANTO), tendo em vista que irá influenciar muitos leitores que ainda estão formando caráter. Mas no caso de Twilight, nem precisamos dizer que os valores estão mais do que claros.

Bem, sobre Twilight ser machista, racista e outras coisas, nem vale a pena discutir no momento. Há imensos e bons artigos logo abaixo, falando sobre o assunto. Hoje, acho que seria melhor mostrarmos como as mulheres mudaram em todo esse tempo, e como se tornou decididas, livres, donas de seus próprios prazeres e vontades, e pouco a pouco estão alcançando sua independência e igualdade com os homens. Acho válido mostrar a luta de tantas mulheres que morreram por essa causa, para que hoje pudéssemos ser mais do que dona de casas reprodutoras. E claro, também mostrar como Meyer é retrógada e influencia as garotas a também serem.

Uma discussão digna em pleno 8 de Março, não é mesmo?

Muito bem, acho melhor começarmos do início.

Por incrível que pareça, mulherada, o primeiro a defender nossa igualdade perante o sexo masculino foi um homem. Isso aconteceu em 1529, quando Cornélio Agripa lançou o seu livro, De Nobilitate et Praecellentia Feminae Sexus (Da Nobreza e Excelência do Sexo Feminino). Mas por que, em plena decadência da Idade Média, Agripa, HOMEM, resolveu lançar essa obra? Bem, a razão foi simples. Durante a Idade Média propriamente dita, havia o conceito, defendido principalmente pela Igreja Católica, de que a mulher era “naturalmente inferior” ao homem. Notem o “naturalmente”. Trata-se de uma questão física, de nascimento. A mulher, segundo a Igreja, havia sido criada para ser inferior ao homem, e por isso, por exemplo, não poderia exercer cargos de sacerdócios, que eram os mais altos da sociedade da época. A maior prova desse conceito foi dado por São Tomás de Aquino, quando questionado porque o escravo podia ser sacerdote, e a mulher não. A resposta foi essa: “o escravo é ‘socialmente inferior’, enquanto a mulher é ‘naturalmente inferior'”. Ou seja: não importava a condição social que a mulher teria naqueles tempos. Ela nascera para ser inferior aos homens, e por isso jamais poderia exercer cargos como o dele.

Até em uma atitude de reação aos ideais da Igreja, que punham Deus como o principal responsável pela condição feminina (criando-as como inferiores do homem, desde a época de Adão e Eva), os humanistas começaram a contrariar esse dogma, começando por Agripa. Aí vocês me perguntam “Por que foi um homem que iniciou os movimentos, e não uma mulher?”. Bem, a resposta é um tanto óbvia. Devemos lembrar que, se havia o dogma de natureza inferior da mulher, elas eram educadas sob esse ponto de vista, acreditando que, de fato, eram inferiores aos seus maridos, irmãos, pais e filhos. Em uma sociedade praticamente estagnada como a medieval, era necessário que um representante do dogma vigente fosse o primeiro a quebrá-lo, para que, assim, despertassem nos outros afetados a vontade de lutar contra. Talvez Agripa não tivesse pensado no que o seu livro influenciaria, mas a partir de então, diversos movimentos isolados em relação às mulheres começaram a aparecer.

Aquele que iniciou tudo...

Aquele que iniciou tudo...

As grandes precursoras

As primeiras mulheres que defenderam o feminismo, consideradas, por isso, as precursoras do movimento, viveram no século XVII, todas na Itália. O fato de serem italianas não surpreende. Como bem sabemos, o movimento começou por Agripa, um humanista. E que país foi o berço do Humanismo? A Itália, terra dos grandes mecenas e, logo em seguida, do Renascimento.
 De destaque, podemos falar de três mulheres, grandes intelectuais de Veneza. É até estranho pensar que, naquela época, já existisse intelectuais femininas, mas foram como despontaram, mostrando, desde já, uma aversão à ordem estabelecida da época. Seus nomes foram Lucrécia Marinelli, Moderata Fonte e Arcângela Tarabotti.

Lucrécia Marinelli foi responsável pela obra La Nobilità e l’Eccelenza delle Donne (A Nobreza e a Excelência da Mulher), publicada em 1601. Nesta obra, Lucrécia defendia a igualdade dos dois sexos, usando como argumento a importância da mulher durante toda a história da civilização. Imagino que tenha sido um desafio e tanto para Lucrécia. Bem sabemos que, durante toda a história da civilização, o modelo mais comum foi o patriarcal, onde o homem era quem controlava as principais funções em relação à família e à vida, enquanto a mulher era renegada a funções dita inferiores. E mesmo assim, a autora conseguiu mostrar que, mesmo com funções inferiores na maior parte das sociedades, a mulher é importante na vida humana e na história.

Já Moderata Fonte foi a responsável pela obra Merito delle Donne (Valor da Mulher). Ao contrário de Lucrécia, Moderata fez um estudo a partir da mulher com a qual convivia, e que ela, de certa forma, era. O Valor da Mulher retratava a vida das donas de casa do século XVII. Através de uma personagem, Moderata mostrava como as mulheres eram tratadas como “animais encurralados entre paredes”. A razão para se sentirem assim se dava, sobretudo, ao casamento. Foi uma grande ousadia de Moderata na época, ao desafiar a ordem matrimonial, que na época, parecia ser o único destino da mulher. Segundo Moderata, o casamento trazia à mulher uma desilusão tamanha, pois, em vez de atingir a liberdade pretendida com a saída da casa dos pais, a mulher se prendia em outra fortaleza, muito mais opressora, pois essa ganhava “um guardião” (o próprio marido), que lhe dizia o que fazer e cobrava dela posições e atitudes de acordo com suas vontades. Como não possuía saídas, nem recursos ou até mesmo instrução (tendo em vista que as mulheres eram educadas para serem apenas esposas e boas mães), elas se sujeitavam ao poder masculino. Essa visão já mostra a quebra do paradigma que a mulher era naturalmente inferior ao homem. Segundo Moderata, era apenas uma questão de educação da sociedade feminina da época, e criticava isso duramente em seu livro.

Para terminar, Arcângela Tarabotti. Essa foi quem mais produziu, embora tenha vivido a maior parte da sua vida trancafiada em um mosteiro. Escreveu Antisatira (Anti-sátira), Difesa delle Donne contro Horatio Plata (Defesa da Mulher contra Horácio Plata) e La Tirannia Paterna (A Tirania Paterna), todos durante os 32 anos em que viveu no mosteiro de Santa Ana, onde fora colocada pelo pai aos 16 anos. Nessas obras, Arcângela denunciou os falsos moralismos masculinos, a falta de liberdade feminina e a violência que a mulher sofria quando se desviava daquilo que se era esperado dela. Usou o seu próprio exemplo para escrever todos esses livros. Arcângela, ao ser colocada no mosteiro, foi privada de todas as escolhas que poderia ter em sua vida, vivendo em um cárcere, cercada de outras mulheres. No mosteiro, Arcângela aprendia sobre como uma mulher deveria se comportar, sobre os moralismos masculinos com os quais tinha de conviver (e obedecer, mesmo que eles não se aplicassem a ela), e a violência que sofreu por querer ser escritora. Arcângela foi obrigada a abandonar a pena de escritora e trabalhar como bordadeira. Morreu no mosteiro, em 1652.

Feminismo Iluminista

Não, o nome do tópico não é à toa. O Iluminismo foi considerado o berço do feminismo moderno, mais espcificamente, durante a Revolução Francesa. É, a Revolução não serviu só para acabar com o Luís XVI, ou então para trazer Napoleão ao poder. Assim como surgiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, naquela época, surgiu uma para as mulheres. SIM, UMA PARA AS MULHERES! Foi em 1791, graças à Olímpia de Gouges, que escreveu a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, onde proclamou que a mulher possui direitos naturais como o homem, e deve participar do poder legislativo. Por causa disso, de Gouges foi guilhotinada em 1793, sendo que no mesmo ano o parlamente negou a igualdade política da mulher (francesas só puderam votar no século XX). Mesmo assim, se de Gouges conseguiu chegar ao ponto de criar uma Declaração de Direitos, dando a mulher mais do que espaço social, como também político, alguma coisa mudou desde a época em que Arcângela Tarabotti escrevia seus livros enquanto era obrigada a bordar.
 Isso se deve, principalmente, à entrada da mulher na escola. Sim, se deu graças ao Iluminismo. Essa frente pregava o melhoramento do ser humano (veja, do SER HUMANO, e não do homem, como muitos pensam) através da cultura. Foi então que começaram as discussões se as mulheres tinham direito à educação. Pouco a pouco, elas foram introduzidas no meio escolar, e lá adquiriram conhecimentos acerca de cultura, economia e política, dando a elas maiores esclarecimentos sobre a vida da sociedade da época. Tendo esse conhecimento, as mulheres passaram a ter maior consciência sobre seus direitos e passaram a lutar por eles, até chegar ao ponto de Olímpia de Gouges conseguir criar a Declaração durante uma turbulenta Revolução Francesa.
 Outro fator que ajudou na evolução da mulher durante a Revolução foi o fato de a maior parte dos camponeses serem mulheres. Mas como pode ter ajudado? Bem, todos sabem que a Revolução só pode acontecer porque a Burguesia conseguiu mover o povo a lutar. E como eles conseguiram essa proeza? Pedindo ajuda às mulheres camponesas. Essas eram as que mais sentiam e viam os efeitos da fome que se alastrava pela França, sofrendo para conseguir alimentos para elas e para seus filhos. Conhecendo melhor a pobreza, as mulheres foram quem pegaram em armas e saíram para os combates. Não é a toa que o símbolo da luta, durante a Revolução Francesa, pertenceu à mulher.

A Luta e a Mulher

A Luta e a Mulher

No Século XIX
 

Não preciso nem citar o quanto esse século fascina aos leitores, não é mesmo? É o século das grandes mudanças, dos grandes investimentos, dos grandes autores. Porém, em relação a mulher, o século foi um desastre. As grandes reformas políticas lutavam por direitos liberalistas, e em alguns países por igualdades nunca dantes conseguidas. Mas a maior parte dessas igualdades não incluiam as mulheres. Na Itália, por exemplo, os analfabetos ganharam direito a voto em 1912 (direito que no Brasil, para termos um parâmetro, só foi concedido com a Constituição de 1988), mas as mulheres só foram ter o mesmo direito em 1945, depois de duas guerras mundiais.
 Mas esses fatos serviram apenas para aumentar o movimento feminista. Na Inglaterra, surgiu um movimento de emancipação, reivindicando igualdade jurídica, como direito ao voto e acesso à instrução e às profissões liberais. A sociedade se vangloriava de ser liberal, mas sujeitava a mulher, privando-a dos direitos de cidadania.
 E eis que um novo membro do sexo masculino veio nos ajudar de novo.

John Stuart Mill escreveu em 1869, na obra Sobre a Sujeição da Mulher, que considerá-la um ser incapaz é marcá-la desde o nascimento com a autoridade da lei, decretando que jamais ela poderá aspirar a alcançar determinadas posições. Mill concordava com Fourier que o melhor modo de avaliar o grau de civilização de um povo é analisando a situação da mulher. Defendia, ainda, o fim da desigualdade de direitos na família; a admissão de mulheres em todas as funções; participação nas eleições; e melhor instrução. (Frei Beto)

O nariz grande não é a única coisa em comum...

O nariz grande não é a única coisa em comum...

O movimento estava crescendo, e só não cresceu mais porque, no século XX, o mundo foi palco de duas grandes guerras mundiais. O que, no caso do feminismo, não foi necessariamente ruim. Com as desolações vistas nos finais das duas guerras, as mulheres, novamente, se tornaram as principais vítimas das desigualdades. Isso apenas serviu de fogo para que um novo movimento começasse. E aí sim vemos o movimento tomar forma e se alastrar com força.

O Movimento propriamente dito

Organizadamente, o movimento só surgiu nos anos 60, nos EUA, se expadindo para o Ocidente nos anos seguintes (incluindo no Brasil). A novidade do movimento, em relação a todas as lutas anteriores, é que agoras as mulheres não pediam mais a emancipação, e sim a LIBERTAÇÃO da mulher. Qual a diferença? Vejamos o que Frei Beto, principal teórico do assunto, tem a dizer:

“Emancipar-se é equiparar-se ao homem em direitos jurídicos, políticos e econômicos. Corresponde à busca de igualdade. Libertar-se é querer ir mais adiante,  marcar a diferença, realçar as condições que regem a alteridade nas relações de gênero, de modo a afirmar a mulher como indivíduo autônomo, independente, dotado de plenitude humana e tão sujeito frente ao homem quanto o homem frente à mulher”.

Essa é a busca do feminismo atual, que todos conhecem muito bem. A mulher passa a querer ser mais do que igual ao homem em direitos. Em uma frente mais radical, busca-se a superação da mulher em frente ao homem, julgando que ela é melhor que ele em todos os aspectos. Mas essa é uma frente completamente radical, e que não será estudada aqui.

O movimento só pode se organizar graças aos acontecimentos das duas guerras e também graças a duas mulheres que souberam dar bases teóricas e filosóficas ao movimento. Já ouviram falar de Simone de Beauvoir, esposa de Paul Sartre, famoso filósofo do século XX? Pois muito bem, ela também lançou trabalhos de cunho filosófico, a maior parte de cunho feminista. O Segundo Sexo, seu mais famoso livro, retrata a pesquisa da autora em descobrir a origemda opressão feminina, analisando o desenvolvimento psicológico da mulher e as condições sociais que a tornam alienada e submissa ao homem.

Feminismo em teoria

Feminismo em teoria

Também tivemos o papel de Betty Friedman, lançando o Mística Feminina. Retomoando as idéias de Beauvoir, Friedman denunciou a opressão da mulher, que, na sociedade industrial, sofre do “mal que não tem nome” — a angústia do eterno feminino, da mulher sedutora e submissa.

Mas se vocês pensam que o movimento feminista dos anos 60 ficou na teoria, estão muito enganados. Vejamos o que as teorias de Beauvoir e Friedman causaram pelo mundo.

 A Queimada dos Sutiãs (Bra-Burning, 1968)

FOGO!

FOGO!

 

Ah, o porquê do post ter esse nome. Sim, o episódio aconteceu, embora, para a decepção de alguns (e minha, inclusive, confesso), nenhum sutiã tenha sido queimado. Mas o movimento ganhou tantas proporções que as lendas dos sutiãs na fogueira se alastrou pelo mundo, fazendo mulheres começarem a lutar por seus direitos, incentivadas pelas americanas que queimaram seus próprios sutiãs.
 A história começa com a edição de 1968 do Miss America, que ocorreria no dia 7 de setembro de 1968. Incendiados pelo clima de protesto que envolvia 1968, cerca de 400 ativistas do WLM (Women´s Liberation Movement – Movimento da Liberação Feminina) resolveram protestar, pois viam a escolha da americana mais bonita como uma arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial. Dessa forma, sutiãs, espartilhos, sandálias, saltos altos, laquês, cílios postiços, maquiagens, revistas e quaisquer outras coisas que falassem ou retratassem a beleza exigida naquele tempo foram jogadas ao chão pelos membros. Foi quando alguém sugeriu o tão famoso fogo. Porém, esse não aconteceu, porque o local, que não era público, não permitiu. Mas a mídia cobriu o caso tão intensamente que o movimento foi associado a outros, como o da liberação sexual e dos jovens que queimaram seus cartões de segurança social em oposição à Guerra do Vietnã. Graças a essas relações que o movimento se chamou “Bra-Burning”, sendo mundialmente conhecido (e fazendo outras mulheres queimarem seus sutiãs mundo afora, com certeza).

O Oito de Março

Vocês sabem por que hoje, dia oito de março, é considerado o Dia Internacional da Mulher? A maioria deve saber, com certeza alguma professora do primário ou do ginásio mandou pesquisar sobre a origem do dia. Porém, vamos contar como tudo aconteceu.
 No dia oito de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos nos Estados Unidos resolveram fazer uma greve. Segundo elas, o salário e as condições de trabalho eram precários, e queriam, através da greve, conseguir uma negociação com os patrões. Invadiram a fábrica, paralisaram a produção e reivindicaram melhores condições de trabalho, bem como menor jornada de trabalho e equiparação nos salários entre homens e mulheres (segundo fontes, as mulheres chegavam a receber um terço do salário dos homens, sendo que faziam uma jornada maior).
 A reação dos donos da fábrica não poderia ter sido pior. Os donos esperaram a completa ocupação da fábrica, para que, em seguida, pudessem trancar todas as manifestantes lá dentro. Atingido esse objetivo, tacaram fogo no local, não dando chance das mulheres se salvarem. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas nesse dia, e serviram de exemplo para outras mulheres que pensassem em fazer alguma greve.
 Em 1910, foi decidido, na Dinamarca, que o dia oito de março seria dedicado às mulheres, em memória daquelas que morreram lutando por melhores condições de trabalho. Mas apenas em 1975 que a data foi oficializada pela ONU. Segundo os instituidores do dia, a data servirá não só como homenagem, mas também para fazerem todos refletirem sobre o assunto. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.

Bonito, não?

No Brasil
 
A mulher brasileira também passou pela onda do movimento feminista. As causas principais, porém, eram a luta contra a ditadura militar. Embora tivessem tido grande participação no apoio militares durante o golpe de 1964, as mulheres parecem terem tomado nova posição na década de 1970. Em 1972, o primeiro grupo de feministas formado pós-Simone de Beauvoir surgiu em São Paulo, contando com presenças como Célia Sampaio, Walnice Nogueira Galvão, Betty Mindlin, Maria Malta Campos, Maria Odila Silva Dias e, mais tarde, Marta Suplicy.
 

"Relaxa e goza"

"Relaxa e goza"

Aos poucos, o tema do feminino e do feminismo passou a ocupar fóruns nacionais de debate, como ocorreu na reunião anual da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), em Belo Horizonte, em 1975. No mesmo ano, um encontro na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, deu origem ao Centro da Mulher Brasileira. Também no mesmo ano, em São Paulo, realizou-se o Encontro para o Diagnóstico da Mulher Paulista; surgiu o Movimento Feminino pela Anistia, liderado por Terezinha Zerbine; e foi lançado o jornal Brasil Mulher, que circulou de 1975 a março de 1980.
 A imprensa feminista ganhou fôlego.  Nós Mulheres  circulou entre 1976 e 1978, e o jornal Mulherio, lançado em março de 1981, tornou-se leitura obrigatória das feministas por mais de cinco anos.
 Entre 1970 e 1980, o movimento de mulheres centrou-se na luta pela redemocratização do país. Nas classes populares surgiram, incentivados pela Igreja Católica, clubes de mães e  associações das donas de casa. Outros movimentos, sem vínculos confessionais ou partidários, brotaram pelo país afora, como a Rede Mulher, em defesa  dos direitos da mulher e da ampliação da cidadania feminina.  Aos poucos, delinearam-se agendas específicas, como negras, prostitutas, lésbicas, trabalhadoras rurais e urbanas, empresárias etc.
Mais de 3.000 mulheres reuniram-se nos Congressos da Mulher Paulista, entre 1979 e 1981. No Rio, o 8 de março foi comemorado por encontros estaduais, de 1977 a meados da década de 1980. Em Fortaleza, em 1979, houve o I Encontro Nacional Feminista, que teve a sua 13ª versão em 2000, em João Pessoa. (Frei Beto – Marcas de Batom)

Hoje, a principal luta do movimento feminista brasileiro é a luta contra a agressão feminina. Essa luta já ganhou um grande avanço, com a Lei Maria da Penha. Aliás, vamos contar um pouco sobre essa mulher que teve a honra de receber uma lei com seu nome.

Maria da Penha

 

 

 

Símbolo de luta

Símbolo de luta

Maria da Penha, hoje com 63 anos, era uma biofarmacêutica quando se casou com o professor colombiano Marco Antônio Heredia, em 1977. Durante seis anos de casamento, os dois tiveram três filhas e um relacionamento altamente conturbado. Em 1983, último ano do casamento, Heredia tentou matar Maria duas vezes. Na primeira, deu um tiro nas costas da mulher enquanto ela dormia, e alegou que tinha sido um assaltante durante a invasão da casa. Nessa ocasião, Maria da Penha ficou paraplégica, mas não denunciou o marido, acatando a versão dele.
 No mesmo ano, Heredia se aproveitou da condição da esposa para tentar matá-la de novo. Empurrou-a com cadeiras de roda e tudo, e tentou eletrocutá-la debaixo do chuveiro. Então com 38 anos e três filhas para criar, Maria da Penha resolveu denunciar seu marido, e iniciou uma luta contra a agressão feminina. Seu caso ganhou repercussão internacional, até que, em agosto de 2006, Luís Inácio Lula da Silva resolveu aprovar a lei federal 11.340/2006, e batizou-a de Lei Maria da Penha. Essa lei endurece as penas para aqueles que agridem mulheres, sendo um marco na luta contra a agressão feminina.

Eu acho que muita coisa ainda precisa ser mudada. Mas o meu objetivo foi atingido e eu estou lutando para a implementação dele. Estou lutando para que as outras mulheres não passem pelo que eu passei. Cada um tem condição de trabalhar por uma causa nobre (Maria da Penha).

A mulher de hoje

Nessa parte, prefiro usar as palavras de Frei Beto em seu artigo “Marcas de Batom”.

A partir de 1977, o movimento feminista fragmentou-se em diversas tendências, algumas mais voltadas para a discriminalização do aborto, outras centradas na isonomia profissional com os homens. Muitas mulheres, após conquistar postos de trabalho antes ocupados exclusivamente pelos homens, lograram também assumir funções políticas de mando.
 A crise da família faz com que muitas exerçam o papel de chefe da família, como ocorre, hoje, com 30 por cento das mulheres latino-americanas, sobretudo as mais pobres.
 Há, contudo, um terreno diante do qual o feminismo parece calar-se: o do uso da mulher na publicidade e, em especial, no mundo da moda. A mulher é flagrantemente utilizada como isca de consumo, realçando-se seus atributos físicos de modo a reificá-la, ou seja, estabelecer uma relação direta entre o produto e a mulher, alvos do desejo libidinoso. Na esfera da moda, ela é condenada à anorexia, favorecendo uma nova exclusão sociocultural: a das gordas e feias, idosas e maltratadas pela carência.
 Essa mulher-objeto, fruto da manipulação estética de academias de ginástica, produtos dietéticos e  medicina especializada, é desprovida de sentimentos, idéias, valores e projetos. Vale unicamente pelo aspecto físico. Saber requebrar na dança é mais importante do que saber pensar, e a ausência de gorduras e celulites importa mais que as qualidades morais e intelectuais.
 Nos programas de televisão, sobretudo humorísticos, o papel da mulher é quase sempre o de notória imbecil, reforçando o machismo e favorecendo a violência contra ela, seja a física, seja a moral, mais comum, do homem que se recusa ao diálogo, não admite críticas e sente-se no direito de ditar normas de comportamento.
 O que é espantoso é a cumplicidade de tantas mulheres com essa imagem que as deprecia e alarga a distância entre ética e estética, amor e  sexualidade, subjetividade e  glamourização dos atributos físicos. (Frei Beto)

E isso nos remete ao fim do meu post.

A Opinião da Autora

Remetendo novamente a Twilight, que foi o maior motivador para eu escrever esse post. Bom, como dito acima, fiquei incomodada com a forma como Meyer tratou suas mulheres em seus livros. Não estou dizendo que ela está errada ou certa. Eu acho que ela está errada em colocar suas próprias opiniões de maneira tão clara e firme nos livros, mas isso não significa que É certo ou É errado. Vai de cada um se comportar como quer e, se quiser, seguir a vida como Meyer mostrou (coisa que ando vendo no mundo). O Objetivo do post, como disse acima, não foi discutir se Meyer está errada ou certa em ter esse posicionamento ou não. Seria bem hipócrito da minha parte, afinal, no Oriente, há muitas culturas de mulheres subjugadas, e isso não significa que eles estejam errados. O que quis, apenas, foi mostrar a luta das mulheres durante esses anos para serem o que são hoje (Parte dessa luta me faz achar Meyer errada e retrógada, aliás, mas é opinião minha). E achei digno que hoje, Dia Internacional das Mulheres, relembrássemos tudo isso. Cabe agora a você, leitor do blog e eventual leitor dos livros, formar sua própria opinião. Relacione com o que vocês leem (sem acento) em Twilight, e digam depois o que acham. Muitas lutaram e até morreram. Vocês podem levar isso com exemplo a seguir ou como exemplo a não se fazer. Mulheres, avante, formando suas opiniões!

Lily

Fontes usadas:

http://carosamigos.terra.com.br/da_revista/edicoes/ed54/frei_betto.asp

http://congressoemfoco.ig.com.br/DetQuestaodefoco.aspx?id=70

http://anos60.wordpress.com/2008/04/07/a-queima-dos-sutias-a-fogueira-que-nao-aconteceu/

http://www.suapesquisa.com/dia_internacional_da_mulher.htm

Ah, e aproveitando a chance

MULHERADA, FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES!

FOGO!

FOGO!

Anúncios

71 Respostas

  1. Texto muito oportuno e esclacedor. E brilhante. Tudo que ilumine é bem vindo.
    Obrigado.
    um abraço,
    edi cavalcante

    08/03/2009 às 7:39 pm

  2. Lily,
    indiquei o Blog para o Prêmio Selo Dardos de Reconhecimento.
    + informações :
    http://www.anos60.wordpress.com
    um abraço,
    edi cavalcante

    08/03/2009 às 8:02 pm

  3. yasmimdeschain

    Ainda estou lendo, mas só o começo é brilhante! E vale lembrar que o boxe é um esporte feminino… Nasceu na sociedade de Creta, uma ilha de sociedade quase-matriarcal, para a auto-defesa das mulheres, dos homens estrangeiros… Bom, Meyer ainda é fã da Jane Austen, pelo visto, não aprendeu nada com ela.

    08/03/2009 às 8:18 pm

  4. Ritsuka

    Lily com posts maravilhosos, como sempre. Vou passar a refletir muito mais sobre o que é ser mulher depois desse texto.

    Um feliz dia internacional da mulher para todas!

    08/03/2009 às 9:27 pm

  5. Yolanda

    Parabéns pelo artigo, Lily, muito bom! Não sabia dessas coisas, não. Um Feliz Dia da Mulher para você e para todas!

    09/03/2009 às 1:07 am

  6. Ana

    Arrepiei com o texto. Minha veia feminista enrustida super ferveu hauahuaha depois comento decentemente, é que precisava dizer isso.

    09/03/2009 às 10:49 am

  7. Carolina

    Fiquei comovida com o texto.Achei uma ótima idéia fazer um post assim e…Inclusive, em 8 de março, um dia tão especial. Parabéns pelo post =X

    09/03/2009 às 3:18 pm

  8. Ananda

    Bom, desculpa se isso for uma coisa que só eu não enxerguei, mas…
    Olha, o post ta legal, as coisas que você falou sobre esse processo todo que a mulher passou até chegar onde está hoje. Mas a relação com Twilight não ficou muito clara, pelo menos pra mim. Eu também não suporto Twilight, e venho aqui no Blog sempre que posso. Você o momento todo só falou que não gostava de com a SMeyer tratava as mulheres do livro dela de uma forma bem vaga… Não sei, talvez você devesse exemplificar melhor. Enfim, foi só uma crítica, espero que construtiva HAHA. Mas parabéns, de qualquer forma, pois sei que muitas de nós não sabíamos de muitas detalhes que você falou aí no seu post! ;)

    09/03/2009 às 8:55 pm

  9. Twilight Haters

    *Levanta a plaquinha ‘sou fangirl da Lily*
    Que texto perfeito! Muitos parabéns, Lily, ficou maravilhoso *-*

    09/03/2009 às 8:56 pm

  10. Twilight Haters

    Thay aí em cima, mimi

    09/03/2009 às 8:57 pm

  11. Twilight Haters

    Thay de novo \o/
    Eu entendi o texto, sério. Se você leu Twilight você viu que a Bella largou mão de tudo para ficar com o Edward. Ela tentou se matar para poder ouvir a voz do Edward, não quis mais fazer faculdade para ficar com o Edward e quase todo mundo(ou todo mundo) acha isso MUITO machismo por parte da Meyer, achamos que ela desvalorizou a mulher de todas as formas. Eu acho que o texto mostrou que as mulheres lutaram muito para chegar onde estão e vir uma mulher(que diz ser fã de Jane Austen) e fazer um mulher submissa ao homem

    09/03/2009 às 9:00 pm

  12. Twilight Haters

    quase todo mundo da equipe*

    09/03/2009 às 9:01 pm

  13. É por isso que ao invés de baixar o filme Twilight, eu baixo o seriado Flahspoint. Jules é o exemplo de uma mulher! *O*

    Lils, seu texto ficou magnifico! *O*

    10/03/2009 às 12:17 am

  14. Ane

    Hoow! Muito bom! Arrepiei com o texto. Minha veia feminista enrustida super ferveu hauahuaha [2] *.*

    11/03/2009 às 8:34 pm

  15. Natyhc

    \o/ Ui que tudo! \o/

    12/03/2009 às 1:34 pm

  16. Rita...

    Você tem toda a razão… Ao ler twilight (sim eu sou uma hater que leu o livro! – se n tiver lido n tem motivo pa ser hater….) senti que Bella era sufocada por Edward e até Charlie. A rapariga n mexe um dedo sem pedir para o fazer… E quando finalmente Edward desaparec em New moon (tmb o li!) aparece logo outra personagem masculina para a sufocar! (Jacob…)
    E depois à Leah (amanhecer – tmb li…) que é a mulher mais femininista da serie e que está em pe de igualdade com os rapazes da tribo e por isso é considerada uma aberração….

    Acho triste!

    14/03/2009 às 8:12 pm

  17. Metra

    Truta, você É feminista. Feminismo luta pela igualdade entre homens e mulheres. FEMISMO (Veja bem: Machismo, femismo; NÃO feminismo) é que tem a ideologia de que mulheres são superiores aos homens.
    Não li ainda o post (Aikiidiota eu), mas me senti na obrigação de falar isso. É um impulso, sei lá. Só que realmente me vejo mal quando dizem “Não, não sou feminista, não gosto dessas ideologias, etc etc… Mas luto pelo direito das mulheres e igualdade entre os sexos”. :x Eu sei que dizer “Sim, sou feminista” é um choque e tanto pro povo em volta – Porque eles acham que feminismo é mulher>homem e não mulher=homem – Mas temos que lutar e abraçar o nome.

    Também, não foi um homem o primeiro a defender as mulheres. Antes de Cornélio Agripa teve Christine de Pizan (Que também era italiana), que escreveu The Book of the City of Ladies em 1405, que argumentava sobre mulheres como participantes ativas da sociedade de jeito simbólico, com a cidade das damas (Que por acaso se chama “cidade das _damas_” não por causa de mulheres de alto nível social, mas sim pelo espírito nobre delas).

    Estou terminando de ler. Você entendeu feminismo COMPLETAMENTE errado. Não conheço Frei Beto (Conheço Virginia Woolf, Christine de Pizan, Mary Shelley… E still, ele parece ser religioso. Religião, especialmente as judaico-cristãs, são campeãs em opressão feminina), mas tenho certeza que não, feminismo não luta pela superioridade da mulher. Ainda nem somos iguais aos homens em direitos (Na teoria, somos, mas na prática, ainda somos tratadas como “o outro” em relação ao homem, ainda somos tratadas como objetos de desejo, ainda temos a religião que nos impõe papéis passivos. Gays e lésbicas e trans ainda são oprimidos pelo patriarcado – Que é outra coisa que o feminismo luta contra…).

    Enfim, Frei Beto está equivocado. O feminismo põe a boca no trombone sim sobre a utilização de mulheres na mídia. Só que, de das duas, uma: Ou ninguém ouve (Possível, já que oprimem feministas e tentam calá-las. Hahaha, buscar direitos iguais, mulher? Está louca!), ou ouvem e não fazem nada (Idem).

    Sugiro que leia esse post e verá que sim, nós feministas lutamos por igualdade e ainda somos muito oprimidas: http://historiasdemenina.wordpress.com/2009/03/07/dispenso-esta-rosa/

    O post foi longo, mas espero que leia e não se irrite comigo. Off! \o

    28/04/2009 às 3:45 pm

  18. Twilight Haters

    Metra, não sou a Lily, mas respondo por mim :)

    Desconhecia mto do que vc falou no seu comentário. Não nos irritamos, é sempre legal saber mais sobre aquilo que a gente simpatiza, mas não conhece muito. Também nunca gostei de dizer “sou feminista” pq, apesar de conhecer o termo “femismo”, sempre enxerguei o feminismo como algo um tanto quanto extremista…

    Também desconhecia essa briga contra o uso da mulher na mídia – não sei se vc voltará pro blog, mas até queria perguntar se é pertinente ao feminismo discutir o padrão de beleza imposto à mulher, mais do que ao homem – e é um assunto que me interessa horrores. Enfim, sempre legal aprender mais e conhecer novas referências – espero que possa tratar como referência – pra assuntos que interessam.

    Ana

    28/04/2009 às 7:23 pm

  19. Mariana

    “Feminismo” não significa superioridade do gênero feminino. O Feminismo luta pela igualdade entre homens e mulheres, a mesma que você diz, no início do texto, ser a favor. O termo correto que representa essa busca pela superioridade feminina com relação aos homens é “Femismo”.

    05/05/2009 às 8:24 pm

  20. Anísio

    Eu acho que a Metra devia comentar mais aqui.

    E eu concordo plenamente. Me irrita horrores essa coisa de falar do feminismo como se fosse um ouriço de três cabeças. Incrível como até hoje tem um estigma negativo.

    10/05/2009 às 4:49 pm

  21. affee crepusculo eh perfeito pelo amorr emm
    Por amor vale tudo querida;
    E o negocio d fala ki a bella n faz nada sem o edward
    e dai???
    Meuu pk c n cuida da tua vida e dexa ki cada um cuida da dela??
    blss pode expor teu geito de pensar sim
    mais da proxima vez podiaquarda-lo apenas para vc
    E otra crepusculo, lua nova, o amanhecer..
    Diz respeito apenas ao amor que eles tem um pelo outro
    e ki pelo amor vale tuo, e n importa c eles saum completamente diferentes, apenas que eles se amam

    13/05/2009 às 5:43 pm

  22. Twilight Haters

    Bom, Nathalia, se por amor vale tudo… então, vou até a casa do meu ex-namorado, gritar, espernear, e até matar ele, só porque ainda o amo, e quero ficar com ele, mesmo com ele não querendo. Você mesma disse que, por amor, vale tudo.

    .
    .
    .

    Acho que não, né querida? Bom senso tem limite. E não digo só porque estou solteira agora. Já dizia isso BEM antes, obrigada.

    “blss pode expor teu geito de pensar sim
    mais da proxima vez podiaquarda-lo apenas para vc”

    Pode dizer como diabos eu exponho meu JEITO de pensar guardando só pra mim?

    Essas fans nem sabem o que escrevem, pelo amor…

    13/05/2009 às 8:41 pm

  23. Maya

    só uma palavra pra esse texto:
    BRAVO!
    impressionante…

    15/05/2009 às 11:01 pm

  24. Maya

    eu sugeriria à Nathalia que aprenda a escrever.

    15/05/2009 às 11:05 pm

  25. F.Rey

    À partida, quando lês um livro (pelo menos que não seja específico da área científica), já sabes que faz parte do campo subjectivo do meio envolvente do autor. Não digo que os valores de Meyer são certos, mas esses são os valores da autora, logo são os que ela transpões para o livro.

    19/05/2009 às 7:53 pm

  26. Twilight Haters

    F.Rey, onde exatamente você quer chegar?
    Não leve a mal, mas se você dissesse que o céu é azul, teria sido menos redundante. =P

    19/05/2009 às 9:13 pm

  27. Joana

    Não és fã de ideologias extremistas :O Então o qe é este blog?! Realmente é muito sensato, querdinha *

    31/05/2009 às 3:49 pm

  28. Joana indo de um extremo ao outro desse blog.
    Você parou pra ler os posts pelo menos?

    31/05/2009 às 3:54 pm

  29. Twilight Haters

    De fato. Mesmo porque esse blog não é extremista. Caso você não tenha lido tudo, há um post falando bem de Jacob por aqui. E diversos outros trechos de outros posts falando bem. Incluo o meu “O que é melhor que Twilight” e “Como escrever um livro”. Ah, esqueci, você não leu ^^

    Joana, vai ler Twilight, vai!

    Lily

    31/05/2009 às 3:55 pm

  30. Twilight Haters

    Credo, e desde quando odiar Twilight é IDEOLOGIA? Tá certo que algumas malucas levam a série completamente a sério, mas… eu acredito que nenhuma formação social, ainda, tenha como conjunto de idéias da classe dominante o amor ou o ódio à série de Stephenie Meyer.

    Eu, hein.

    01/06/2009 às 1:36 pm

  31. Grinch

    Ana, voltei. Metra é Grinch, oy! Eu posso te explicar tudo que eu sei via MSN ou algo assim, já que senão vou encher esse artigo de comments.

    Sim, o feminismo luta contra essa imposição de beleza à mulher. É uma das principais coisas que fazemos, até, que atinge a todas nós: Somos bombardeadas sempre por propagandas que mostram que devemos ser magras, esbeltas, loiras, olhos claros, brancas e peitudas/bundudas. Note aí os preconceitos contra negras/morenas/outras etnias, contra gordas, contra altonas, contra baixinhas… Contra nós. O patriarcado quer uma mulher impossível de se atingir (Afinal ela não é o EDWARD!1 Sry, não resisti) mas, mesmo sendo ÓBVIO que não dá pra chegar nela, nos repreendem por não a sermos. É só você ver quantas mulheres – E meninas jovens – Pintam os cabelos de loiro tão jovens. Quantas dizem que queriam ser igual à Barbie. Quantas que se vêem gordíssimas e ficam doentes por isso. Eu, por exemplo, tive uma fase na minha vida que eu CISMEI que tinha barriga. Não, não tenho – Não uma muito grande, porque é da mulher ter uma “polchete” de gordura no ventre. Sim, é natural. E eu peso 48kg com 1,60m, masomenos – Mas aquilo me deixou muito perturbada. Depois de um tempo, vi que era muito pelo contrário: Meu corpo é lindo. Tenho coxão grosso e forte, ombro largo, braço forte também, tronco compacto, pouco peito e mão grande e todo manchado das cicatrizes de catapora que tive ano passado. Nariz “batatudo”, lábio grosso (Note que o Patriarcado diz que lábios de afrodescendentes são grossos demais e que os de brancas são finos demais; o que eles querem?), olho meio puxado, cabelo curto e escuro. Longe do estereótipo da loira gostosona, não é? Bem, eu consegui sair dessa da loira gostosa faz muito, mas tem mulher que é TÃO bombardeada por isso que não consegue. Também, é só notar: Homem calvo, com barriga, com rugas é tido ou como “charmoso” ou como “experiente”. Mulher calva – OH, o HORROR, pegue uma peruca logo!! – Com barriga – HORROR!!! Dieta nela! – Com rugas – NÃO PODE! Vai fazer uma cirurgia, menina! – É tida como baranga. Tenso, não é?

    Aí entramos também na questão do heteronormativismo. Que você, por ter uma vulva e cromossomo XX, tem que usar vestido, salto alto (Que ferra sua coluna com o tempo), maquiagem, cabelo longo, tem que ter corpo violão e AI se você não se enquadrar nisso. Se você resolver um dia usar calça larga, blusa larga e um casacão vai ficar parecendo homem, e isso NÃO PODE! Veja bem, sou MUITO genderqueer. Eu vou e volto da escola com calça larga – Odeio as apertadíssimas femininas (Veja só de novo, calça pra mulher realça os glúteos e coxas) – De blusa grande – Odeio que minha barriga fique aparecendo e não tenho peito pra usar decote, coisa que também não gosto – Casaco velho e preto e boina pra proteger do sol e frio. As outras meninas se enchem casascos rosa ou pior: Ficam com blusinha no frio desgraçado que tá fazendo, naquele vento, porque se usarem blusa maior, ficarão parecendo “Maria mijona”. Aí, eu sou diferente porque não sou feminina. Só que eles querem que eu seja, mas não sou! E meu próprio rosto é andrógino, também. Quererão mudar meu rosto? Mas não é sobre as meninas não heteronormativas que falo. É sobre qualquer mulher que ouse não usar uma calça apertada, maquiagem, salto, etc, mesmo que uma vez ou outra; ou mesmo as que cortam cabelo curto por ene motivos. Aí vai parecer um rapaz. Porque é óbvio que é biológico dos homens usarem coisa larga e confortável e terem cabelo curto e é biológico das mulheres usarem coisa apertada e terem cabelão. Haha; são coisas impostas pela sociedade. E é contra isso que lutamos – Queremos liberdade pra todos.

    Enfim, pra terminar, vou dar uma última definição da luta feminista: Lutamos, com tudo, contra os privilégios dos homens. Contra os privilégios que eles tem só por terem nascido com um pênis e XY e logo serem “superiores” a nós. Lutamos contra os privilégios e queremos subir até os homens não terem mais esses privilégios, porque quando a luta feminista chegar ao fim não serão homens que ganharão, diga, R$4.500 em profissão X só porque são homens, enquanto mulheres ganham R$3.800. Quando a luta feminista chegar ao fim, ambos ganharão R$4.500 por serem BONS profissionais, não por algo que eles tem entre as pernas. Queremos nos igualar a eles em direitos, e não trazê-los pra baixo pra igualá-los em quesito “bosta” que passamos. Queremos o bem pra todos, apesar de nos retratarem como comedoras de criancinhas.

    Espero que não tenha ficado muito confuso. XDD

    03/06/2009 às 1:34 pm

  32. Unfair Lady

    Existe ainda um ultraje: a crença de que a ciência pertence aos homens, e que eles são mais inteligentes, e que o progresso científico deve-se única e exclusivamente a eles.

    03/06/2009 às 5:44 pm

  33. Joana

    “De fato. Mesmo porque esse blog não é extremista. Caso você não tenha lido tudo, há um post falando bem de Jacob por aqui. E diversos outros trechos de outros posts falando bem. Incluo o meu “O que é melhor que Twilight” e “Como escrever um livro”. Ah, esqueci, você não leu ^^

    Joana, vai ler Twilight, vai!”

    Sem ofensa e eu gosto muito do Jacob, mas vi logo qe se fossem falar bem de qq personagem, percebi logo qe só poderia ser do Jacob, team jacob , oh yeah .

    De qualquer das formas li o suficiente para perceber qe vcês são totalmente contra twilight e SM de uma maneira extrema , ou seja, fazem filmes onde não existem, mas só por curiosidade vou ler o post “o melhor de twilight” ;)

    03/06/2009 às 8:23 pm

  34. Grinch

    “Existe ainda um ultraje: a crença de que a ciência pertence aos homens, e que eles são mais inteligentes, e que o progresso científico deve-se única e exclusivamente a eles.”

    Não apenas a ciência, cara Unfair Lady, mas também a religião. Não temos nenhuma das duas; estamos ferradas. =p

    03/06/2009 às 8:42 pm

  35. Twilight Haters

    Apaixonei pela Grinch, falo mesmo.

    WTF fazemos filmes onde não existe? kkk.

    (Anísio)

    03/06/2009 às 11:08 pm

  36. Danda Jabur

    adorei esse texto.. muitas informações que eu não conhecia.. =)

    04/06/2009 às 7:38 pm

  37. Não vou mentir..Amo twilight…Sério msm…não sei pq to aki…
    Mas vim falar o que acho do site….(com educação)
    Acho que vc não é feminista…porém…acho que uma coisa não tem nada NADA a ver msm….Como criticar uma coisa que vs não são nem capazes de fazer?

    Peço desculpa por incomodar vs com minha critica mas…

    Vai arrumar algo pra fazer…

    By:lele

    14/06/2009 às 2:30 am

  38. Ahh e pq vs não colocam “os haters adoram ter inveja dos outros ”
    ?!? Mais uma vez desculpa…..

    14/06/2009 às 2:32 am

  39. Twilight Haters

    Nossa, coesão e coerência pra essa menina JÁ! O_o’

    E aulas de argumentação, por favor.
    Se bem que nem deve ter chegado no Ensino Médio, ainda. Acho inaceitável que uma pessoa que já aprendeu textos dissertativos fale em “inveja”.

    14/06/2009 às 12:04 pm

  40. Nanny Zumstein

    Não existe algo mais frustrante do que tentar manter um diálogo minimamente coerente com alguém absurdamente estúpido. E infelizmente, é o que mais acontece quando tentamos conversar de maneira racional e lógica com pessoinhas que insistem em se manterem focadas em tudo que gira envolta do buraco negro de pura tolices que é Twilight.
    É incontestável a imaturidade de certas pessoas que acreditam serem donas de uma verdade completamente fantasiosa. ATENÇÃO PIVETADA: Vampiros NÃO brilham! Tampouco, lançam espermatozóides num útero humano!
    E o que é mais espantoso, quando ocorre uma exposição de opinião – extremamente inteligente, coerente e real como nossa queria Lily aqui o fez. – fangrils histéricas não conseguem encontrar um meio de expor suas opiniões de forma madura. Mais é claro! O que mais poderia se esperar de idiotas que ‘acreditam’ que Stephen King não sabe escrever, que Anne Rice não passa de uma fraude da literatura vampiresca, que Bram Stoker NÃO inventou o Drácula, porque se o tivesse feito, o Senhor dos Vampiros brilharia a luz do Sol! Desculpem meninas, vocês têm completa razão, Meyer é uma escritora incrível… Porque até destruir uma base de cultura de RPG ela conseguiu!

    20/06/2009 às 1:15 pm

  41. Nanny Zumstein

    “Cada ser humano possui uma beleza física e psíquica original e particular, mas vivemos aparentemente na era do respeito pelos direitos humanos. Por desconhecermos o teatro da nossa mente, não percebemos que jamais esses direitos foram tão violados nas sociedades democráticas. Estou falando de uma terrível ditadura que oprime e destrói a auto-estima do ser humano: a ditadura da beleza. Apesar de serem mais gentis, altruístas, solidárias e tolerantes do que os homens, as mulheres têm sido o alvo preferencial dessa dramática ditadura. Cerca de 600 milhões de mulheres sentem-se escravas dessa masmorra psíquica. É a maior tirania de todos os tempos e uma das mais devastadoras da saúde psíquica.
    O padrão inatingível de beleza amplamente difundido na TV, nas revistas, no cinema, nos desfiles, nos comerciais, penetrou no inconsciente coletivo das pessoas e as aprisionou no único lugar em que não é admissível ser prisioneiro: dentro de si mesmas.
    Essa ditadura assassina a auto-estima, asfixia o prazer de viver, produz uma guerra com o espelho e gera uma auto-rejeição pro¬funda. Inúmeras jovens japonesas repudiam seus traços orientais. Muitas mulheres chinesas desejam a silhueta das mulheres ocidentais. Por sua vez, mulheres ocidentais querem ter a beleza incomum e o corpo magríssimo das adolescentes das passarelas, que freqüentemente são desnutridas e infelizes com a própria imagem. Mais de 98% das mulheres não se vêem belas. Isso não é uma loucura? Vivemos uma paranóia coletiva.
    Os homens controlaram e feriram as mulheres em quase todas as sociedades. Considerados o sexo forte, são na verdade seres frágeis, pois só os frágeis controlam e agridem os outros. Agora, eles produziram uma sociedade de consumo inumana, que usa o corpo da mulher, e não sua inteligência, para divulgar seus produtos e serviços, gerando um consumismo erótico. Esse sistema não tem por objetivo produzir pessoas resolvidas, saudáveis e felizes; a ele interessam as insatisfeitas consigo mesmas, pois quanto mais ansiosas, mais consumistas se tornam.
    Até crianças e adolescentes são vítimas dessa ditadura. Com vergonha de sua imagem, angustiados, consomem cada vez mais pro-dutos em busca de fagulhas superficiais de prazer. A cada segundo destrói-se a infância de uma criança no mundo e se assassina os sonhos de um adolescente. Desejo que muitos deles possam ler atentamente esta obra para poderem escapar da armadilha em que, inconscientemente, correm o risco de ficar aprisionados.
    Qualquer imposição de um padrão de beleza estereotipado para alicerçar a auto-estima e o prazer diante da auto-imagem produz um desastre no inconsciente, um grave adoecimento emocional. Auto-estima é um estado de espírito, um oásis que deve ser procurado no território da emoção. Cada mulher, homem, adolescente e criança deveriam ter um caso de amor consigo mesmos, um romance com a própria vida, pois todos possuem uma beleza física e psíquica particular e única.
    Essa frase não é um jargão literário pré-fabricado, mas uma necessidade psiquiátrica e psicológica vital, pois sem auto-estima os intelectuais se tornam estéreis, as celebridades perdem o brilho, os anônimos ficam invisíveis, os homens transformam-se em miseráveis, as mulheres não têm saúde psíquica, os jovens esfacelam o encanto pela existência.
    Que tipo de marcas transformadoras vamos imprimir no mundo em que vivemos? Precisamos deixar ao menos o vestígio de que não fomos escravos do sistema social, de que vivemos uma existência digna e saudável, lutando contra uma sociedade que se tornou uma fábrica de pessoas doentes e insatisfeitas.
    É necessário fazer uma revolução inteligente e serena contra essa dramática ditadura. Os homens, embora também vítimas dela, são inseguros para realizá-la. Essa batalha depende sobre¬tudo das mulheres.”

    (Augusto Cury).

    Beijos :)

    20/06/2009 às 7:40 pm

  42. Pingback: Queimando os sutiãs – parte II « Twilight Haters Brasil

  43. Aline

    Só tem um probleminha nisso, tipo, os sutiãs não são propriamente uma ferramenta de opressão, mas um acessório inventado por uma mulher da Era Vitoriana, para que sustentasse os seios sem precisar de sufocantes espartilhos com bustiê, e desse menos trabalho para se vestir (Naquela época, todo mundo vestia roupas bufantes, até os homens). Foi um dos primeiros passos para nossas vestimentas modernas, se formos pensar XD

    Mas o texto tá muito legal, e mesmo que mórmons sejam muito tradicionais, não creio que pensem na mulher como se tivessem no Séc. XV ou algo parecido. Pra mim, Meyer só tá usando religião como desculpa pra escrever os próprios fetiches.

    19/07/2009 às 5:59 am

  44. Ana Bourg

    “: não, eu não sou feminista. Na verdade, não sou muito fã de ideologias extremistas.” feminismo não é uma ideologia extremista, mas sim o conjunto de idéias sobre libertação feminina e a busca por igualdade de direitos. Para escrever um tópico desses você deveria se considerar feminista.

    Ps: se quiser bater um papo por msn: anahel_black@hotmail.com

    ps2: odeio twilight.

    abraços!

    11/09/2009 às 4:32 am

  45. Ana Bourg

    “Seria bem hipócrito da minha parte, afinal, no Oriente, há muitas culturas de mulheres subjugadas, e isso não significa que eles estejam errados”

    Óbvio que estão errados. Relativismo cultural é uma merda. Tratar seres humanos como inferiores, escravos, etc… É ERRADO. E ponto.
    Não tem o que discutir.

    Não temos que pegar leve com isso.

    11/09/2009 às 4:37 am

  46. O problema, hoje, seria lidar com o fundamentalismo religioso nessa várias culturas opressoras, Ana. Concordo sobre ser errado, mas exatamente como “não pegaríamos leve”?

    A questão é que nem dá exatamente para culpar x ou y pelo fundamentalismo: quem começou com ele, afinal?

    22/09/2009 às 5:37 pm

  47. Fiquei muito sensibilizada com o caso de Maria da Penha, apesar de já saber por alto, só agora tomei conhecimento mais profundo pois estudando Serviço Social e fazendo um trabalho para a matéria Direitos Humanos e Cidadania e logo em seguida A Ética profissional do Assist.Social busquei apresentar o caso Maria da Penha, então fiz um estudo bem profundo no caso… e fiquei triste de ver tanta barbaridade por parte do esposo.

    04/10/2009 às 12:39 am

  48. Gal

    Mesmo que Bella fosse um pouco mais, menos inconsciente de sua condição de igual naquela história, teria sido UÓ, porque a história de amor começou simplesmente pela beleza dele, e ninguem venha me contrariar nessa afirmação, porque antes dela se declarar, n havia nada além de encontros rápidos, confusos e sem nada mais além da grande admiração que ela tinha pela beleza dele. Sempre enfatizando a beleza incomum daquelas criaturas, sempre!!!

    16/10/2009 às 9:15 pm

  49. Letícia

    Esse texto é muito interessante. E eu concordo com muitas coisas do texto, exceto com a parte que critica a vaidade feminina. OK, quando em exagero, ela pode fazer mal à saúde. Ms eu não me vejo como alguém que deve ser adimirada por sua beleza, e sim por seu intelecto e jeito de ser. E os homens deveriam se cuidar um pouco mais, afinal, é tão bom estar feliz com o espelho…

    18/10/2009 às 3:44 pm

  50. Dékz

    Mulek, gamei na Grinch. Tô besta aqui. Não seja tímida, menina, passe seu MSN! xD

    25/11/2009 às 4:43 pm

  51. NOOB…

    as mulheres naum devem “rasgar os sutiãs”…

    este é o grande erro das feministas…kererem se tornar “homens” no sentido lesbico da coisa, sei la…!
    As mulheres( de verdade) devem ser consideradas mulheres com seus sutias e saias e vestidos…naum existe nada melhor…q uma muylher bem verstida( por exemplo eu…) *-*

    As mulheres devem ser e ter o memso poder q os homens, e fazem td de salto alto”!

    irrrrrrrrraaaaaaaaaa….te uma cobra na minha bota…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    piadas a aprte respeito é bom…!

    ^^

    Bjus a todos!

    04/12/2009 às 5:56 pm

  52. Twilight Haters

    KobotaNaya,

    antes de mais nada… NOOB? isso daqui não é World of Warcraft, desculpa.

    o grande erro das feministas é achar que elas conseguiram muita coisa com o barulho que fizeram nas últimas décadas, levando em consideração que ainda existe uma política de gêneros absurdamente retrógrada, e essa sua resposta é um exemplo disso. e não, ser lésbica não tem absolutamente nada a ver com ser “feminista”.

    você diz que respeito é bom, mas tá faltando com respeito com as mulheres que não se encaixam no que você entende por “ser feminina”. que tal você deixar as duas idealizações de lado e aceitar as pessoas do jeito que elas querem ser?

    e da próxima vez que você for elaborar uma das suas sacadinhas geniais, eu peço encarecidamente, não elabore. beijo.

    (Anísio)

    04/12/2009 às 6:30 pm

  53. Twilight Haters

    Nossa, depois dessa eu até fiquei muda. Eu nunca vi alguém dizer tanta asneira em um espaço tão curto de tempo – ou um período sintático tão pequeno, mas enfim!

    Agora, uma forma simbólica de protesto e um desejo de ser igual aos homens é sinal de que você quer ser homem? Que você é lésbica? Por Deus, de onde uma pessoa vai tirar essa ideia?

    Eu vou explicar COM DETALHES porque o sutiã foi escolhido. O sutiã existe, em primeira ideia, como uma forma de manter o peito “durinho e em cima”, para evitar que ele apareça caído. Mas qual é o problema, afinal, em ter os peitos mais caidinhos? Nenhum. Porém, a sociedade impõe que você fique com eles em cima, que os bicos não apareçam, para que você permaneça “bonita”. Não bonita no sentido “eu me gosto assim, é natural, tem seu charme”, mas bonita no sentido “estereótipo que estão me impondo”. Por que a gente não vê isso? Porque, desde que mal começamos a criar peitos, lá pelos onze anos, nossas mães nos deram um, como as mães delas deram, e nos disseram que finalmente estávamos virando mulher. Por que ganhamos um sutiã? Só somos mulheres se estivermos assim? São coisas que ninguém pensa, mas no fundo é isso. E por isso houve a queima. Não para ser homem – mesmo porque eu duvido que qualquer mulher vai querer ser tábua – mas para dizer que queremos a nossa liberdade.

    E ser igual aos homens, nem de longe, significa agir como eles, mas ter os mesmos direitos e ser vistas como capazes de fazer as mesmas coisas. E sobre o salto alto, é outra coisa que eu acho absurdamente errada – eu mesma DETESTO salto alto. Meu pé é gordo, nunca cabe direito, eu tenho pele sensível, e o salto faz com que eu fique com dores imensas, bolhas e tudo aquilo. Só uso em ocasiões MUITO especiais, e mesmo assim sou sempre a primeira a tirar para poder dançar e andar direito, por exemplo. Porque eu juro que não entendo as mulheres que morrem, mas não tiram o salto, porque acha isso “falta de elegância”. Falta de elegância é ficar sentada numa festa porque seu pé não aguenta mais, ou ficar andando toda torta ou devagar porque você não consegue mais com o salto, a meu ver. Mas elas querem usar? Beleza. Só não venham me dizer – como você acabou de afirmar – que mulher tem que fazer tudo, e ainda “com o salto alto”, pra poder ser mulher. Aliás, é a coisa mais não feminina que existe.

    Vendo isso, eu chego à mesma conclusão que o Ani: ser feminina não é sinônimo de estar arrumada. Eu não me maqueio todo dia, eu não ando de salto, eu não me preocupo se a minha roupa está na moda ou não, eu sequer uso brincos a não ser que eu tenha vontade de usar (primeiro porque tenho alergia, e segundo porque já me acostumei). Mas nem por isso eu deixo de ser feminina: continuo usando calça, saia, jeans, macacão, o raio que o parta, e tenho o meu charme. Tenho amigas homossexuais, e posso dizer que elas são BEM mais “arrumadas”, no seu sentido da palavra, do que eu. Logo, isso prova que ser feminina não tem nada a ver com sua opção sexual ou com o que VOCÊ acha que é. Ser feminina é você ser mulher – da maneira como VOCÊ quer ser. E ter seu charme só por isso.

    Sério, de todos os comentários abobrinhas que você soltou, esse foi o pior. Pense bem antes de sair regurgitando as besteiras por aí. É terrível ler que uma mulher consegue ser mais machista do que o meu avô era.

    Lily

    04/12/2009 às 8:04 pm

  54. Twilight Haters

    Huhu, não tenho muito o que acrescentar, mas essa coisa de ser feminina toca meu íntimo.

    Veja só: eu uso maquiagem (não feito Bozo, mas um corretivo, base, pó, rímel e lápis, pelo menos), faço as unhas TODA semana, religiosamente (e tenho faniquitos de pensar nas minhas cutículas ressecadas e esmalte descascando), AMOOOOOOOOO brincos e aneizinhos, saias, vestidos, cor-de-rosa, coisas florais, etc, etc, etc.

    Agora vem a parte legal: em uma conversa super feliz com os meus amigos, comentei qualquer coisa tipo “ah, mas meu irmão é mais menininha do que eu!”, e um dos meus amigõões, assim, riu e disse: “Ana, TODO MUNDO é mais menina que você”.

    Ou seja: coisa “de mulher” não define feminilidade. Ponto. Eu tenho uma casca toda menininha meiga que vai abaixo logo que eu abro a boca.

    No mais, feminista não quer ser homem. Deve estar confundindo, pra variar, feminismo com femismo. E de um jeito bem idiota.

    04/12/2009 às 11:31 pm

  55. Line

    Parabéns ao pessoal dos Haters!

    Mostraram a evrdadeira luta das mulheres e uma que vale a pena ser mencionada é Marie Curie, pois uma mulher que ganhou prêmio nobel de química é MUITO! Fico admirada de não ter mencionado mulheres baixas como Leila Diniz, pois ela não é feminista tá mais pra promíscua ou libertina, e acho que esse tipo de mulher não é exemplo pela luta das mulheres para ganhar seu respeito.

    Escritoras, médicas, advogadas, cientistas… e sim, camponesas, trabalhadoras de fábrica… essas sim são exemplos de mulheres que lutaram as conquistas que nós mulheres conseguimos!

    28/01/2010 às 1:00 pm

  56. E AS INDIAS DO BRASIL QUE NUNCA USARAM??ISSO TUDO É CULTURA ! FURADA ! E PRAGMATISMO DE DOMINAÇÃO !!!

    12/03/2010 às 6:13 pm

  57. jane

    voces sao todas uma data de cabras idiotas

    01/04/2010 às 8:12 am

  58. gostei

    06/04/2010 às 11:33 am

  59. Helena

    Até Ananda q não gosta de crepusculo acha que esse texto não tem nada a ver! eu tambem gostei do texto,foi muito bem elaborado, a mulher enfrentou muitas coisas, so acho que não tem nada a ver com crepusculo! nada.nada.nada.nada.

    03/06/2010 às 2:21 pm

  60. Twilight Haters

    https://twilighthatersbrasil.wordpress.com/2009/07/07/queimando-os-sutias-parte-ii/

    Tá aqui a parte dois do post, mostrando o que isso tem a ver com Crepúsculo. Não que vá adiantar alguma coisa. Ah, como odeio as várias possibilidades de leitura.

    04/06/2010 às 2:14 am

  61. Helena

    hahaha,crepusculo e suas sagas é tao terrive que,adivinhem o melhor filme escolhido: lua nova. q novidade nao é?!! melhor ator: robert pattinson. melhor atriz: kristen. beijo mais bonito: e preciso mesmo falar?
    kkkk
    eles sao os melhores, vcs vao falar,falar,falar mas nao vai adiantar!
    bjão pras haters!

    07/06/2010 às 3:54 pm

  62. Twilight Haters

    Melhor filme escolhido por quem? Pela Capricho?

    07/06/2010 às 3:55 pm

  63. Twilight Haters

    Não, Ani, pelo MTV Movie Awards 8-) HAHAHAHAHAH

    (é o Ani, né?)

    Ana aqui \o

    07/06/2010 às 5:41 pm

  64. Twilight Haters

    É o Ani sim *OOO*

    Nossa, de fato, MTV Movie Awards é uma premiação respeitadíssima. Calou a boca de todo mundo.

    07/06/2010 às 5:48 pm

  65. … Respeitadissima myass. Quero ver eles ganharem um Oscar.

    Aliás, Kristen se pá até consegue uma premiação: personagem com melhor permanência de expressão (insira aqui tempo do filme inteiro).

    11/06/2010 às 10:17 pm

  66. Pingback: Twilight Haters BR – como tudo começou e porque tudo continua « Twilight Haters Brasil

  67. Monique A.

    Gostei bastante do texto, mas acho que o motivo de Meyer colocar as mulheres desse modo é o fato dela se basear em grandes clássicos da literatura, dos séculos XVIII e XVIX onde a realidade era diferente.

    15/07/2010 às 7:03 am

  68. Twilight Haters

    Monique, acho que não…

    A Meyer é mórmon, que já é uma religião mais conservadora meio que por definição, assim. Eu realmente acho que são as convicções dela do que é bom e o que é certo… tanto é que é tudo muito implícito.

    Ana

    15/07/2010 às 1:49 pm

  69. Paula

    Bom, acho que foi desnecessário você ter tocado no assunto de crepúsculo, já que você não sabe argumentar, enfim, boa copiada e colada sobre o movimento feminista, e mais uma coisa, Marta Suplicy, se eu pudesse eu queimava ela e não sutiãs, kkkkkk, mulherzinha baixa e ridícula.

    20/09/2010 às 11:36 am

  70. Mayco

    Paula:”[…],mulherzinha baixa e ridícula[…]”
    Paula preste atenção no que você escreveu! Cuida das palavras! Não seja tão b. e r. assim!

    31/01/2011 às 4:24 pm

  71. Ana Bourg

    “ejamos o que Frei Beto, principal teórico do assunto”

    Aff…

    Concordo que Crepúsculo seja um lixo machista, mas seu artigo realmente não entendeu o que é feminismo e foi buscar como fonte os autores errados.

    Se vai falar de uma coisa, tenta pelo menos ler a definição dela no dicionário antes de sair piando besteira.

    16/04/2011 às 1:48 am

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s