2 Anos trazendo a lógica!!

Dica do Mês

Romantismo: o que nós já sabíamos – parte 2

(ou “Texto foda de uma hater digna”, vocês escolhem)

Bem, estou eu de volta com mais um texto. Quer dizer, MAIS OU MENOS. Ainda não tive tempo de fazer a análise que eu queria (já está iniciada, porém preciso terminar), mas achei que poderia trazer alguma coisa no estilo. Por sorte, achei esse artigo MARAVILHOSO da nossa amiga Jã, do fórum 6V (Seis Vassouras). E como ela autorizou que a gente postasse, não poderia perder tempo, porque realmente está MUITO bom. E texto bom, que pinique Twilight, deve vir parar aqui, com certeza.
A Jã é estudande de Letras e o artigo foi escrito como trabalho da disciplina de Literatura Brasileira. Em síntese, fala de um assunto que a Tammie já discutiu por aqui, no post “Romantismo: o que nós já sabíamos”. O texto da Tammie, maravilhoso por sinal, falava sobre as semelhanças entre Twilight e o estilo Ultra-Romântico da Segunda Fase do Romantismo no Brasil. O texto da Jã vai pelo mesmo caminho, mas o legal é que ela aborda outros aspectos “interessantes” em Twilight, como a fusão do grotesco/sublime e do medievalismo; e também aborda o movimento romântico no geral. Uma boa pedida para quem queria se aprofundar mais no assunto: agora, o post da Tammie ganhou um complemento XD
O texto, até por ser um artigo feito para a faculdade, pode parecer meio longo, mas eu garanto: LEIAM ATÉ O FINAL. Vocês vão gostar.
Jã, vou passar a bola pra você. Mas saiba que eu, particularmente, adorei o seu texto. MUITO OBRIGADA por nos deixar postar, viu?
Ah sim, deixa eu agradecer ao Bruno (Ran) também, que foi quem me passou o texto e intermediou o contato com a Jã. VALEU, PAPIS!

Beijos a todos

Lily

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VAMPIROS MODERNOS E ROMANTISMO CLÁSSICO:

A RECEITA DA SAGA CREPÚSCULO[1]

 

Janaina Mari Cerutti[2]

RESUMO

            Este trabalho tem por objetivo mostrar os aspectos do Romantismo que foram retomados na saga Crepúsculo, da autora Stephenie Meyer. Para tal, foram analisados três personagens e suas características mais marcantes. Foi realizada a leitura das quatro obras publicadas, e de uma quinta, retirada da internet, em busca de tais características, que estão, de fato, presentes em todos os livros e determinam o comportamento e o futuro dos personagens.

1 INTRODUÇÃO

Os dados e conclusões apresentados neste trabalho têm por objetivo demonstrar em quais aspectos a saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, retoma o período literário Romântico. A saga, composta por quatro livros (Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer) além de um quinto, incompleto e não publicado por ter “vazado” para a internet, chamado Midnight Sun, apresenta características típicas do período Romântico, tanto em seus personagens, quanto no que eles representam. Para demonstrar tais características, foram analisados três personagens: Edward Cullen, Isabella Swan e Leah Clearwater, dois deles tipicamente Românticos, e um terceiro contraponto que foge a tal norma.

Ao longo do trabalho serão citadas e explicitadas quais característica têm presença mais forte, e de que formas tais características podem ser consideradas como parte do Romantismo clássico, em se tratando de uma obra contemporânea infanto-juvenil.

Por Romantismo, entende-se o período literário apreciado pela burguesia, surgido na Europa na época pós-Revolução Francesa, e que no Brasil coincide com a Proclamação da República, em 1889. Para este trabalho, fixaremos a análise nas características mais proeminentes do Romantismo que podem ser encontradas na saga de Meyer, tais como individualismo, idealização, sentimentalismo exacerbado, egocentrismo, fusão do grotesco e do sublime, medievalismo e byronismo.

2 CARACTERÍSTICAS ROMÂNTICAS

Realizando a leitura de qualquer dos quatro livros pertencentes à saga Crepúsculo, nota-se a presença de características do Romantismo. Estas características surgem ao longo do texto, mas podem ser melhor observadas se centradas em determinados personagens, que melhor explicitam estas características.

Começaremos pela exposição das características mais marcantes e apresentação delas em relação aos personagens.

2.1 Individualismo e Egocentrismo

Características marcantes do Romantismo, que tinha seu foco no ser humano e suas emoções particulares, o individualismo e o egocentrismo aparecem em Crepúsculo desde o primeiro capítulo, demonstrado na personagem Isabella Swan, protagonista da saga. Ao iniciarmos a leitura, o primeiro aspecto individualista já aparece: o livro é narrado em primeira pessoa, com quase nenhuma consideração ou menção ao que os demais personagens possam pensar sobre as cenas. O ponto de vista é exclusivamente da protagonista.

“Nunca pensei muito em como morreria – embora nos últimos meses tivesse motivos suficientes para isso –, mas, mesmo que tivesse pensado, não teria imaginado que seria assim. [...] Sem dúvida era uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, de alguém que eu amava. Nobre, até. Isso devia contar para alguma coisa.” (MEYER, 2008, p.3)

No trecho acima, retirado da aba do livro, já se percebe como toda a trama é centrada apenas nos desejos, pensamentos e anseios da protagonista. Mesmo em frente ao que ela imagina ser a morte certa, ainda se destaca sua visão particular dos fatos. O desenvolvimento da personagem de Bella Swan é inteiramente individualista e egocentrista, mesmo quando ela interage com seu par romântico, Edward Cullen. Seus desejos sempre se sobressaem ao desejo dos demais, e suas posições sobre questões mostradas nos livros sempre ficam em primeiro lugar.

O protagonista masculino, Edward Cullen, também é um exemplo claro do individualismo. Antes de assumir sua atração por Swan, Cullen toma atitudes voltadas apenas para o que seria melhor para ele e sua família, em um segundo plano. No livro da saga não publicado por ter “vazado” para a internet, Midnight Sun, percebe-se ainda mais acentuadamente o traço individualista e egocêntrico de Edward. Seguindo o mesmo padrão dos quatro livros anteriores: centrado no personagem de Edward Cullen e contado em primeira pessoa, Midnight Sun mostra a personalidade não revelada de Edward quando vista de fora por Isabella.

“Eu me afastei dela com asco – revoltado com o monstro desesperado para tomá-la.

Por que ela tinha de vir até aqui? Por que ela tinha de existir? [...] Por que esta humana irritante tinha de ter até mesmo nascido? Ela iria me arruinar. [...]

Por que ela tinha de vir até aqui!” (MEYER, 2008, p.13)[3]

No trecho acima fica clara a maneira como Edward vê as pessoas – em especial os humanos – ao seu redor: detalhes em seu caminho, onde a única pessoa que realmente importa é ele. Mesmo o cuidado que ele tem para com a sua família nasce do desejo de se provar para seu pai adotivo, o vampiro que o transformou, Carlisle Cullen. Conforme o livro progride – tanto Crepúsculo, quanto Midnight Sun, que tratam do mesmo espaço temporal – a maneira como Edward vê Bella se transforma, mas tal transformação não ocorre por apreço a outros indivíduos em geral, mas apenas por apreço aos indivíduos que interessam ao protagonista da vez.

Nos demais livros da saga, as atitudes dos dois protagonistas podem ser vistas como notadamente individualistas e egocêntricas. O fim do primeiro livro, onde Bella e Edward fogem, não leva em consideração o estado emocional do pai da personagem principal, ou mesmo de sua mãe, ou amigos. “Repeti as últimas palavras de minha mãe quando ela saiu pela mesma porta tantos anos atrás. [...] Minhas palavras cruéis fizeram seu trabalho – Charlie ficou paralisado na soleira da porta, atordoado, enquanto eu corria para a noite.” (MEYER, 2008, p.293-294).  Edward, ao decidir morrer no final do segundo livro, Lua Nova, pensa muito pouco sobre o impacto que sua morte teria sobre o restante de sua família. “Pensei que já tivesse explicado com clareza. Bella, não posso viver num mundo onde você não exista.” (MEYER, 2008, p. 411)

A um primeiro olhar, ambos os trechos usados como exemplos acima soam simplesmente românticos, mas as implicações de ambos são claras: o que importa para os protagonistas são os seus desejos e suas vontades, não a dos demais, mesmo que estas pessoas se importem com eles.

Com um sem número de exemplos nos cinco livros que contam sua história, os dois personagens demonstram de diversas maneiras que, apesar da maneira como são retratados, idealizados, característica que será tratada no próximo item de discussão, ambos estão centrados apenas em si, e naqueles que importam para eles, marca acentuadamente romântica.

2.2 Idealização

Traço que é o mais marcante durante toda a obra, a idealização dos protagonistas da saga Crepúsculo deixa algumas idealizações classicamente Românticas parecendo quase realistas em seus exageros.

“Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com sete estranhos curiosos, que eu os vi pela primeira vez. [...] A alta era escultural. Linda, do tipo que se via na capa da edição de trajes de banho da Sports lllustrated, do tipo que fazia toda garota perto dela sentir um golpe na auto-estima só por estar no mesmo ambiente. O cabelo era dourado, caindo delicadamente em ondas até o meio das costas. A menina baixa parecia uma fada, extremamente magra, com feições miúdas. O cabelo era de um preto intenso, curto, picotado e desfiado para todas as direções. [...] Fiquei olhando porque seus rostos, tão diferentes, tão parecidos, eram completa, arrasadora e inumanamente lindos. Eram rostos que não se esperava ver a não ser talvez nas páginas reluzentes de uma revista de moda. Ou pintados por um antigo mestre como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais bonito – talvez a loura perfeita, ou o garoto de cabelo cor de bronze.” (MEYER, 2008, p.19)

O trecho acima é a primeira visualização da família Cullen com que o leitor das obras entra em contato. As descrições da autora são idealizadamente perfeitas, levando em consideração não apenas a beleza clássica mítica de vampiros em geral, mas principalmente referências a estilos de beleza da época atual, em que o livro foi escrito. A partir deste momento, a cada vez que os Cullen são de alguma forma citados – em especial Edward – é raro que não haja menções à beleza, riqueza, educação, porte ou bom gosto deste núcleo de personagens.  

Edward Cullen recebe mais adjetivos positivos em três páginas do primeiro livro da saga, Crepúsculo, do que alguns personagens em outras obras recebem no livro todo. “É o Edward. Ele é lindo, é claro, mas não perca seu tempo.” (MEYER, 2008, p.21). Ao longo da história, percebe-se que não apenas a sua beleza se destaca, mas também seu senso de humor, seu gosto musical, educação, força e coragem. Edward é perfeito e idealizado até mesmo em sua condição de vampiro: onde o mito clássico morre dolorosamente ao entrar em contato com a luz do sol, a espécie de Edward apenas brilha, com um efeito que Swan descreve como “uma miragem, lindo demais para ser real…” (MEYER, 2008, p.196). Além da beleza física, Edward também tenta se afastar de Bella a princípio, demonstrando indícios de um cavalheirismo que parece não estar presente em Midnight Sun, mas que aos olhos de Bella é encantador. Sua família também se afasta do mito de vilão vampiresco pelo fato de que não se alimentam de pessoas, mas sim do sangue de animais, sendo chamados de “vegetarianos”. Edward é um ser perfeito em todas as dimensões da palavra.

Já Isabella Swan, por outro lado, tem uma idealização que se julga não intencional. A obra, como já foi dito antes, é narrada do ponto de vista da protagonista, e da maneira como ela mesma se vê, Bella é sem graça e comum, pálida, magra, de olhos e cabelos castanhos, uma garota tipicamente normal. No entanto, todos os garotos da escola a notam quando ela muda de cidade. Seu amigo de infância, e rival de Edward pelo amor de Bella, Jacob Black, também a percebe como atraente e interessante o suficiente para que ele se apaixone profundamente. A maneira como ela é representada – retratada como comum através de seu próprio ponto de vista – atribui ainda mais uma qualidade à personagem: Bella não apenas é bonita como também é modesta. “‘Ela vai ficar deslumbrante.’ (Alice disse), Edward rosnou baixinho. ‘Ela sempre foi.’”[4] (MEYER, 2008, p. 285), este trecho, retirado do quarto e último livro publicado da saga, Amanhecer, demonstra um dos poucos momentos em que o ponto de vista principal está focado na opinião de outras personagens que não de Bella. Nele, fica claro que Edward já a via como bela antes mesmo de sua transformação em vampira, o que implica em beleza física, além de traços de personalidade favoráveis.

Um dos traços mais interessantes da idealização nas obras é não apenas a idealização que poderia ser vista como moderna – o gosto musical, as roupas, a riqueza, os carros, o padrão de beleza – mas também momentos em que a idealização transcende a época de Bella Swan, nosso presente atual, e alcança ideais de idealização verdadeiramente Românticos, como a amada intocada. Isabella tem de ser chantageada para que aceite se casar com Edward, mas casa-se virgem, com vestido de época em uma homenagem ao seu futuro marido. Não apenas aí reside este “envelhecimento” da idealização, mas Bella também demonstra grande aptidão para trabalhos domésticos. Em mais de uma ocasião, ela menciona que cozinha e cuida da casa para o pai, que antes parecia sobreviver de fastfood, como no trecho a seguir: “’Pode ficar para o jantar?’, Billy também estava ansioso. ‘Não, preciso alimentar o Charlie, você sabe.’ (MEYER, 2008, p.108)  Também em vários momentos, Bella chega a se dizer “culpada” por não cozinhar, ou realizar alguma outra tarefa doméstica, mesmo que seu pai insista que não há necessidade para que ela o faça.

Isabella Swan, como personagem, reúne características que soam como a conjunção das idealizações de todos os tempos: moderna, independente até certo ponto, mas por outro lado inocente e dada a tarefas domésticas. Bonita, mas modesta, inteligente, mas humilde, amigável, divertida e profundamente dedicada às pessoas que ama, não se importando em morrer por elas. Após a sua transformação, no último livro publicado da série, Bella alcança a idealização completa, onde além de todas as qualidades físicas de um vampiro, ela também parece ter uma afinidade natural com sua nova espécie, não tendo nem mesmo que se esforçar para não atacar humanos, ou sua filha recém-nascida, como é comum para vampiros recém-nascidos.

O casal central de Crepúsculo é a mais perfeita exemplificação da característica de idealização romântica, sendo eles considerados como casal, ou observando cada personagem separadamente.

2.3 Medievalismo

A retomada de feitos dos grandes cavaleiros da época medieval era uma constante em obras Românticas. Na saga Crepúsculo, ela aparece com frequência nas ações de Edward e Bella, geralmente sendo ação e reação de uma mesma sequência de eventos. Bella é uma personagem construída para ser a donzela em perigo e Edward, seu cavaleiro, sempre pronto para resgatá-la. A primeira vez que tal posição ocorre é ainda no primeiro livro da saga, em uma cena onde Edward resgata Bella de uma situação de perigo com desconhecidos. Depois do resgate, Edward, em uma demonstração da mais pura nobreza, deixa que os agressores vão embora sem machucá-los.

“Eu não ia cair sem levar alguém comigo. Tentei engolir para poder formar um grito decente. De repente faróis apareceram na esquina, o carro quase batendo no atarrancado, obrigando-o a pular para a calçada. Mergulhei na rua – este carro ia parar ou me atropelaria. Mas o carro inesperadamente deu uma guinada, cantando pneu, e parou com a porta do carona aberta a pouca distância de mim. ‘Entra’, ordenou uma voz furiosa.” (MEYER, 2008, p. 121)

Esta cena de resgate é apenas a primeira de uma cadeia de situações em que Edward resgata Bella de perigos diversos, inclusive de sua própria família. A partir do ponto de vista de Isabella, nos livros, ela soa como uma moça corajosa que tenta, ao menos, se livrar sozinha dos perigos. No entanto, quando o protagonista vampiro some de cena, um outro personagem encarna o herói perfeito – e de certa forma, também o mito do “bom selvagem”. Com o desaparecimento de Edward depois de resgatar Bella de ser atacada pelo seu “irmão” – ato que reforça a característica do Medievalismo em Edward – Bella retoma uma amizade com Jacob Black, um nativo americano que mais tarde se revela também um ser sobrenatural. Jacob resgata Bella não apenas física, mas emocionalmente em diversas ocasiões, colocando-o em lugar de destaque na obra como um todo. Perde-se, com a saída de Edward de cena, o herói classicamente europeu, mas o heroísmo característico do Medievalismo permanece em um traço tão forte quanto: o “bom selvagem”, Jacob Black, continua a resgatar a donzela em perigo, Isabella Swan. 

2.4 Sentimentalismo Exacerbado e Byronismo

Lendo a saga de Meyer, torna-se difícil encontrar algum momento dos livros em que o sentimentalismo exacerbado não apareça. Edward é um personagem conflitante, com emoções fortes sobre as questões mais simples possíveis. Suas reações a pequenos problemas do dia-a-dia tendem a ser absolutamente exageradas e fora de proporção. Isabella sofre do mesmo mal, e os dois personagens centrais parecem não conseguir ter um momento de paz e serenidade durante todas as cinco obras. Além do exagero sentimental, os dois personagens são dados a momentos de contemplação sobre a vida e o amor, sem o qual nada parece valer à pena.

Uma das maiores demonstrações de tais características são as reações dos personagens centrais aos acontecimentos do segundo livro da série, Lua Nova. Ao ver Isabella quase ser atacada por Jasper, um de seus irmãos adotivos e também vampiro, Edward decide ir embora e deixar Forks, para que Bella possa ser mais feliz sem os riscos que estar ao lado de um vampiro traz. A ação em si não parece ser algo trágico tanto quanto seria lógica. No entanto, a maneira como Edward a faz é carregada de sentimentalismo, dor e agonia. A maneira como Bella reage à partida de Edward também mostra o quanto a personagem claramente pensa não poder viver sem aquele que julga ser o amor de sua vida.

“Ele se fora. Com as pernas trêmulas, ignorando o fato de que minha atitude era inútil, eu o segui para a floresta. O sinal de sua passagem desapareceu de imediato. Não havia pegadas, as folhas estavam imóveis de novo, mas avancei sem pensar. Não podia agir de outro modo. Precisava continuar em movimento. Se parasse de procurar por ele, estaria tudo acabado. O amor, a vida, o significado… acabados.” (MEYER, 2008, p.64)

Em um dos momentos mais inspirados da saga, Meyer coloca a sequência de meses após a partida de Edward (outubro, novembro, dezembro, janeiro) em páginas separadas e, com exceção do nome do mês, também em branco, demonstrando claramente o vazio na vida de Bella agora que Edward já não está mais ali. A vida da personagem está total e completamente centrada em Cullen. Seu amor é tão verdadeiro e tão intenso que, sem ele, já não há mais razão para continuar, não há mais motivos para seguir em frente – sua vida se torna apenas uma página em branco, em que histórias não são feitas. O tempo apenas passa, mas Bella já não vive, porque nada mais parece valer à pena, quando Edward se vai.

Mesmo a melhora que Isabella tem de seu quadro depressivo não é feita em razão da superação de seu amor. Isabella, depois de retomar a amizade com Jacob Black passa então a arriscar sua vida constantemente, em uma lembrança dos tempos em que quando ela se arriscava, Edward a resgatava.

“Eu estava ansiosa para tentar de novo; agir com imprudência mostrou ser melhor do que eu pensava. Podia deixar a trapaça de lado. Talvez eu tivesse encontrado uma forma de gerar as alucinações – isso era muito mais importante. [...] ‘Vá para a casa de Charlie’, ordenou a voz. Sua mera beleza me maravilhou. Eu não podia deixar que minha lembrança se perdesse, qualquer que fosse o preço. [...] Tinha de ser essa a receita para a alucinação: adrenalina mais perigo mais estupidez. Alguma combinação parecida com essa, de qualquer modo.” (MEYER, 2008, p.151, 152, 153)

No trecho acima, retirado de Lua Nova, Isabella começa a se recuperar de seu quadro de depressão, mas reforça ainda mais a noção de que a vida só valia a pena ao lado de Edward. As “alucinações” a que ela se refere são o eco da voz de Edward em sua mente, que ela julga ouvir ao se colocar em perigo. Repetidamente, ela arrisca a sua vida apenas para ouvir a voz de seu amado.

Se Bella tem momentos byronescos, Edward é a própria personificação de tal característica. Abandona a amada pelo seu bem, mas sofre a tal ponto por ela que, ao ouvir que ela morrera, busca ele também morrer, certo de que a vida sem sua amada não valia de nada. Este traço fortemente marcado em Edward será mais explorado no próximo item de discussão.

2.5 Fusão do Grotesco e do Sublime

Edward Cullen é, para colocarmos de maneira simples, a representação perfeita desta característica romântica. Enquanto Isabella parece fugir deste traço em particular, já que até mesmo como vampira ela tem uma resistência maior à tentação de matar, Edward se sente culpado por tudo de errado que aconteça com aqueles com quem se importa por se julgar um monstro. Em uma das frases mais famosas da saga, “E então o leão se apaixonou pelo cordeiro.” (MEYER, 2008, p. 206), Edward já se coloca na posição em que permanece até o fim da saga: o monstro, o predador, na imagem de um anjo.

São inúmeras as referências de Edward à sua qualidade de “monstro”. Em um dos momentos mais pretensamente profundos da obra, Edward e Carlisle assumem ter uma discussão sem fim sobre a questão da alma imortal. Edward julga que, por ser um monstro – palavra a que ele recorre em diversas ocasiões – ele já não tem alma, e merece ser condenado. Este é, na verdade, um dos maiores argumentos de que Edward se vale para não transformar Bella em uma vampira: de que ela, ao ser transformada, perderia sua alma imortal, condenando-a ao sofrimento eterno que Edward imagina que o espera. Carlisle discorda desta concepção, mas nem mesmo com os argumentos de seu pai adotivo Edward se convence. Ele se imagina o monstro e predador perfeito, e sofre por isso infinitamente.

A contraposição de imagem idealizada e comportamento cavalheiresco com a auto-imagem de monstro que Edward cria perdura por todas as cinco obras lidas, e fica claramente evidente em Midnight Sun, em que sua imagem negativa é refletida através de suas próprias palavras.

“Eu sorri. ‘Bem, nós podemos tentar, eu suponho. Mas eu já estou avisando que eu não sou um bom amigo para você.’

Eu esperei pela sua resposta, dividido em dois – desejando que ela finalmente ouvisse e entendesse [que ele não era bom para ela], pensando que eu poderia morrer se ela o fizesse. Que melodramático. Eu estava me tornando tão humano.” (MEYER, 2008, p. 120)

Ao lermos a obra do ponto de vista de Edward não há, na verdade, um único trecho em que a maneira como ele se julga errado, monstruoso e perigoso não apareça. Seu principal referencial para esta auto-imagem é a época em que ele diz ter se rebelado contra a maneira como Carlisle e o resto de seu coven viviam, alimentando-se apenas de animais. Neste período, Edward decidiu alimentar-se de sangue humano – claramente mais “saboroso” do que o animal. No entanto, mesmo em sua rebeldia e comprovada monstruosidade, Edward não assassinava qualquer humano: ele se alimentava apenas daqueles que ele sabia serem mal-feitores, o que ele conseguia saber por ter o poder de ler mentes.

“’Sou o melhor predador do mundo, não sou? Tudo em mim convida você… Minha voz, meu rosto, até meu cheiro. Como seu eu precisasse disso! [...] Como se pudesse ser mais rápida do que eu’, ele riu amargamente. Ele estendeu a mão e, com um estalo ensurdecedor, quebrou sem esforço um galho de sessenta centímetros de espessura do tronco de um abeto. Balançou-o na mão por um momento, depois o atirou numa velocidade ofuscante, espatifando-o em uma árvore enorme, que sacudiu e tremeu com o golpe. E ele estava na minha frente de novo, parado a meio metro, ainda como uma pedra. ‘Como se pudesse lutar comigo’, disse ele delicadamente. Fiquei sentada sem me mexer, com mais medo dele do que jamais senti. Nunca o vi tão completamente livre de sua fachada refinada. Ele nunca foi menos humano… Nem mais lindo. Pálida e de olhos arregalados, fiquei sentada como uma ave presa pelos olhos de uma serpente. Seus olhos adoráveis pareciam brilhar com uma excitação imprudente. Depois, com o passar dos segundos escureceram. Sua expressão aos poucos assumiu a máscara de uma tristeza antiga. ‘Não tenha medo’, murmurou ele, a voz de veludo involuntariamente sedutora. ‘Eu prometo…’, ele hesitou. ‘Nunca machucar você. Parecia mais preocupado em convencer a si mesmo do que a mim. ‘Não tenha medo’, sussurrou ele novamente enquanto se aproximava, com uma lentidão exagerada. Sentou-se sinuosamente, com movimentos deliberadamente lentos, até que nossos rostos estivessem no mesmo nível, a trinta centímetros de distância. ‘Perdoe-me, por favor’, disse formalmente. ‘Eu posso me controlar. Você me pegou de guarda baixa. Mas agora estou me comportando melhor.’” (MEYER, 2008, p.198-199) 

Fica claro em qualquer trecho que Edward mostre suas características de monstro que ele, na verdade, não o é. Ele é um vampiro, mas se alimenta apenas de sangue de animais selvagens. É um predador, mas mesmo quando matava humanos, matava apenas os maus. Deseja o sangue de Bella mais do que qualquer outro, mas nega-se a tomá-lo para preservar sua vida. Finalmente, é um ser sobrenatural com inclinações assassinas, mas tem beleza divina. Ele é, desde a sua composição até suas ações, a personificação deste traço romântico, unindo à perfeição o sublime e o grotesco.

2.6 Leah Clearwater e a negação do Romantismo

Apesar de a saga Crepúsculo ser profundamente Romântica quando se referindo aos seus protagonistas, há nela personagens que quebram de maneira brusca esses paradigmas. O maior exemplo deles é Leah Clearwater, uma personagem secundária de história interessante e quase trágica, mas que exatamente por não possuir traços caracteristicamente Românticos tem um fim não Romântico.

Leah aparece pela primeira vez na saga em Lua Nova, na página 197, quando seu nome é mencionado em referência à família de Henry Clearwater, que acabara de sofrer um ataque cardíaco. Parte do núcleo de habitantes de La Push, Leah tem uma história nada convencional: descendente indígena, ela perde o noivo – por quem permanece claramente apaixonada até o fim da saga – para a própria prima, quando tal noivo, depois de transformar-se em um dos defensores de La Push – um lobisomem -, acaba por ter o que no livro se define por imprinting, o encontro de sua alma gêmea, algo que os lobisomens não controlam, mas também não podem negar. Depois de perder o homem que amava para a prima que, segundo a autora, era quase uma irmã para ela, Leah ainda sofre um segundo trauma: Leah Clearwater, diferentemente das outras índias, torna-se uma lobisomem junto com os homens jovens de sua tribo. Com isso, ela perde a capacidade de envelhecer e amadurecer – e também a capacidade de gerar filhos.

Leah é uma personagem que é a antítese da idealização. Amargurada, sarcástica, geralmente revoltada e sempre com raiva, ela perde tudo que já quis ter e, até o fim da saga, não recebe nada em troca. Sua mãe, que acaba por perder o marido, termina a trama com o pai de Bella. Seu irmão mais novo, Seth, é um dos personagens que fica feliz ao se saber um lobisomem. Todos os demais personagens têm, de uma maneira ou outra, um final feliz – com a exceção de Leah. Leah é, na verdade, a única personagem de toda a trama que foge em absoluto de todos os traços Românticos. Não é estonteantemente bela, nem perdoa com facilidade. Não se encaixa no padrão de donzela em perigo, nem tampouco salva as pessoas pelo prazer de ajudar. Ela é, de certa forma, a personagem mais humana e real de toda a trama, não aceitando o sobrenatural como comum, não dando mais do que recebe em troca e, por isso, sua personagem paga o preço: em uma trama em que todos recebem o que merecem, Leah ganha apenas solidão, amargura e infelicidade, como fica claro neste trecho, de Amanhecer, “[...] Diga-me quem me quer por perto, e eu vou embora.”[5] (MEYER, 2008, p.169).

Um final não-Romântico, para a única personagem não-idealizada de toda a trama.

3 CONCLUSÃO

A saga Crepúsculo, da autora norte-americana Stephenie Meyer, é recheada de traços e características Românticas a ponto de quase poder ser classificada como uma obra deste período. Tais características são extremamente acentuadas em Edward Cullen e Isabella Swan, os personagens centrais da obra, mas manifesta-se também nos personagens secundários, como Charlie Swan, Jacob Black e o restante da família Cullen. Percebe-se que os traços de comportamento destes personagens são Românticos em sua essência, reunindo características das três gerações do Romantismo, mas seus finais tendem à terceira Geração mais urbana, com fins felizes. Percebe-se também que em um dos poucos personagens da saga que não seguem os padrões Românticos, Leah Clearwater, usada neste trabalho como contraponto a Isabella e Edward, o fim da personagem foge à norma Romântica exatamente como suas características o fazem.

Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e Midnight Sun são um conjunto de obras modernas que retomam, abundantemente, traços do período literário Romântico.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGUIAR E SILVA, Vitor Manuel. Teoria da Literatura. Coimbra: Almedina, 1968.

Curso de Literatura. Disponível em: http://www.mundocultural.com.br/literatura1/index.html, acessado em 10 de junho de 2010.

MEYER, Stephenie. Breaking Dawn. New York: Little, Brown and Company, 2008.

MEYER, Stephenie. Crepúsculo. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

MEYER, Stephenie. Eclipse. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

MEYER, Stephenie. Lua Nova. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008.

MEYER, Stephenie. Midnight Sun. Download em: http://dc152.4shared.com/download/61668259/aa60269b/Midnight_Sun_Ch_1-12.pdf?tsid=20100610-210625-67b64033, acessado em 10 de junho de 2010.

WIKIPEDIA. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo#Caracter.C3.ADsticas, acessado em 10 de junho de 2010.


[1] Trabalho elaborado para a disciplina de Literatura Brasileira I.

[2] Aluno do 2.º nível do curso de Letras Português/Inglês da UPF.

[3] Tradução livre feita por Janaina M. Cerutti

[4] Tradução livre feita por Janaina M. Cerutti

[5] Tradução livre feita por Janaina M. Cerutti


O VAMPIRO NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ

Antes de começar a falar do post em si eu quero lembrar a todos vocês que comprem seus ingressos para assistir Eclipse, o melhor filme do mundo desde Casablanca  e –n ! Definitivamente NÃO! Pensando pelo lado positivo agora só vai faltar mais um filme e amém, senhor, três vezes glória, nenhum filme a mais vai sair sobre os vampiros do paraguai (com todo respeitos aos amigos paraguaios). Então vamos ao post.

“Então…Você quer namorar um vampiro.”

Muitos livros sobre vampiros tem sido lançados e podem ser encontrados nas livrarias. Uns valem mais a pena do que outros (ficar longe de uma série chamada Crepúsculo faz bem para a saúde) mas a grande maioria deles vem seguindo a linha de vampiros “adolescentes”  e virgens de 107anosmaisaindaadolescentes. E isso abriu espaço para que muitas paródias fossem criadas. Já citamos a paródia mais óbvia que foi criada sobre Crepúsculo: Opúsculo. (detalhes no post sobre o mesmo)

Mas hoje venho apresentar-lhes uma nova e divertida paródia: O Vampiro não está tão afim de você.(No Brasil lançado pela Editora Galera)

O melhor manual já lançado sobre conseguir um vampiro.

O livro, de maneira fácil e bem humorada, lhe ensina como conseguir o mais novo sonho de toda criançade12anos adolescente: Conseguir um vampiro. Existem regras que você deve seguir, o tipo sangüíneo favorito de cada vampiro, conselhos e deve se lembrar que vampiros também tem suas subdivisões. Você prefere o tipo artístico e poeta? Ele te ensinará a ter. Prefere os artistas de rock? Pode deixar. Mas quem sabe prefira os mais tradicionais? Também terá.

Escrito por Vlad Mezrich o livro tem tudo para ser um sucesso, afinal, quem melhor para falar sobre vampiros do que, bem, um vampiro de verdade? Um vampiro há secúlos, imagine!

A frase de ínicio do post é parte da introdução do livro e Vlad continua:
“Isto não é uma pergunta. É claro que você quer namorar um vampiro. Quem não quer namorar um vampiro?

Você pode pensar que é fácil, que basta mostrar um pedacinho do pescoço, deixar uns machucados à mostra e parecer indefesa em todos os momentos certos ( quando um caroo estiver a atropelar você, quando um leão da montanha estiver preste a devorá-la, quando o professor chamar seu nome e você não souber a resposta porque estava sonhando acordada com o seu novo namorado hipotético etc.) Mas não é assim tão simples. É claro qu às vezes você pode conseguir aquecer o espaço que antigamente era ocupado pelo coração dele. Mas, na maior parte do tempo, o vampiro simplesmente não está tão afim de você.

Você pensa que é fácil entender os vampiros com aquela pele incrivelmente translúcida e tudo mais. Bom, melhor repensar isso. Saber a diferença pode ser uma questão de vida ou morte para seu relacionamento ( e também uma questão de vida ou morte para sua, hum, vida.)

Este livro pretende ajudar. Eu, Vlad Mezrich, mostrarei todos os pequenos detalhes, os altos e baixos, as hemorragias e cicatrizes de se relacionar com um vampiro. Contarei o que eles pensam quando estão com você, o que pensam quando estão sem você e o que você pode fazer para torná-lo seu – pela manhã, no meio do dia e ao crepúsculo.

Afinal, só é preciso conhecer um. E eu, Vlad Mezrich, dafinitivamente sou um deles.”

Aaah, essa pele branca, esse vestido vermelho cor de sangue, esse cheiro de baunilha...Seu sangue é B+?

E é nesse tom irreverente e sempre muitíssimo divertido que Vlad vai nos ensinando a conseguir o vampiro de nossos sonhos. No livro você pode encontra testes, maneiras de reconhecer se seu possível vampiro não é apenas um gótico ou um emo, se você é a garota certa para ele, maneiras de se comportar em um encontro, como fazer o vampiro querer mais que o seu sangue, qual o vampiro certo para você, o que cozinhar para seu vampiro (coisas como pudim negro, milk-shake de laranja com sangue e outras delícias :9)

I EMME DA VAMPIRE!!11!! Ou não. Aprenda a reconhecer se o seu homem é vampiro, gótico, emo ou só um wannabe. Brilhar no sol não é característica de vampiros, aliás.

Se você (como eu, aliás, obrigada à minha amiga Akki por ter me dado esse livro de aniversário) já tinha decidido não querer mais ouvir falar de vampiros e lobisomens por um bom tempo este livro vai te fazer gargalhar ao ver inserido nele esteriótipos de desde os vampiros mais sérios até aos Edward’s Cullen da vida (ou pós-vida, vai saber)

E lembrem-se, uma vez fisgada por um vampiro não há como escapar, como nos contam estás duas adoráveis meninas:

“Nunca mais vou namorar um cara humano de novo. Até as expressões faciais dos vampiros são sensuais! Eles são sarcásticos na maior parte do tempo. Nunca se sabe se um vampiro está ridicularizando sua roupa ou se debatendo na dúvida entre te matar ou te convidar para sair!”
(Emma, 17)

“Na semana passada, Nathaniel compôs a peça mais linda, inspirada ao me ver passando o fio dental. Eu nem desconfiava que toda noite ele ficava sentado na árvore em frente ao meu banheiro! É tão romântico.”
(Danielle, 16)

E claro, não poderia faltar uma opinião de um vampiro, certo? Certo.

“Gosto de um sorriso bonito, uma ótima personalidade e sangue O negativo.”
(Simon, 902)

E então? Preparada  para ler este manual e ir em busca do seu príncipe das trevas?

Nuriko


Deus ouviu nossas preces,

E nos enviou a The Harvard Lampoon!

O primeiro volume da revista Harvard Lampoon apareceu em fevereiro de 1876.

Escrita por sete estudantes nos mesmos moldes de Punch, a revista de humor britânica, surpreendeu o campus de Harvard logo em seu número de lançamento.

Desde que o blog Haters foi criado, fizemos postagens referentes à nossa opinião a respeito da saga, do filme, dos personagens e atores que tornam o mundo de Crepúsculo em uma realidade que até hoje se mantém bastante popular entre os adolescentes.

Observando toda essa fama, a resvista Harvard Lampoon – que já criou sátiras de outros livros mundialmente famosos, como por exemplo: O  Senhor dos Anéis (“Bored of the Ring” -”Entediado do Anel”) – não pode resistir em criar um novo trabalho baseando-se na história criada por Stephenie Meyer.

A paródia utiliza-se de elementos que são base para algumas críticas a respeito da técnica da autora. Por exemplo, o uso exagerado de adjetivos. Bella apresenta os Cullen aos leitores de forma tão deslumbrada que cada detalhe é exaltado. Da cor dos olhos – “dourados como ouro líquido” – ao caminhar – “suave, como se estivessem dançando”.

A Bíblia Hater

Opúsculo: A Paródia

Opúsculo é uma hilariante paródia baseada no primeiro volume da saga Crepúsculo. Conta a história de amor de Belle Goose e o misterioso e brilhante Edwart Mullen. Belle é uma garota pálida e desajeitada que chega a cidade de Switchblade, Oregon, buscando aventura, ou pelo menos um colega de classe imortal.

Após testemunhar uma série de eventos estranhos – Edwart deixa suas batatas fritas intocadas no almoço! Edwart a salva de uma bola de neve voadora! – Belle tem uma dramática revelação: Edwart, um geek com interesse zero em garotas, é na verdade um vampiro, pelo qual ela está completamente apaixonada.

Surge então o dilema: como ela poderia convencê-lo a mordê-la e assim transformá-la em sua noiva eterna, já que ele parece achar todas as garotas tão repulsivas?

Cheio de romance, perigo, insuficiente proteção paternal, arrepiante comportamento de caçador compulsivo e com um baile de formatura de vampiro, Opúsculo é um conto tumultuado sobre uma garota obcecada por vampiros, que busca o amor em todos os lugares errados.

Foi então que o vi. Ele estava sentado atrás de uma mesa, totalmente concentrado, nem mesmo comia. Tinha uma bandeja inteira de batatas assadas à sua frente e, mesmo assim, não havia tocado em nenhuma. Como poderia um ser humano ser capaz de resistir a um prato de batatas assadas? Ainda mais estranho, ele não havia me notado, Belle Goose, futura ganhadora de um Oscar.

(Cap. 1 – pág 18.)

Sobre três coisas eu estava absolutamente certa: Primeira, Edwart talvez fosse, muito provavelmente, minha alma gêmea. Segunda, existia uma parte do vampiro dentro dele – que eu presumia que estivesse completamente fora de seu controle – que queria me ver morta. E terceira, eu incondicionalmente, irrevogavelmente, impenetravelmente, heterogeneamente e ginecologicamente desejava que ele tivesse me beijado. (Cap. 6 – pág. 84)

O livro já está sendo vendido em todas as livrarias do país.

Pode ser encontrado entre os preços de R$19,90 a R$24,00.

Com 142 páginas de pura comédia, com certeza tornou-se uma leitura obrigatória entre os Haters!

Bom divertimento,

Nani.

EDITADO:

Gente, DICONA: pra quem se interessou pelo livro, o Submarino tá vendendo por R$ 9,90 + frete! Não sei até quando dura a promoção, então quem gostou corre lá!

(Ana, que pede desculpas por invadir o post da Nani)


Mundo Estranho apresenta: Vampiros de Carne e Osso

Ou “Vampiros: Onde a Meyer Errou 2”, mas não tem muito a ver =P!

A Revista Mundo Estranho (Editora Abril, nº 88, edição de Junho) publicou um artigo muuuito interessante sobre vampiros. Como a lenda começou, como funciona o corpo de um vampiro (HÁÁÁÁÁ), e muito mais.

Tudo bem que foi por causa da modinha que Twilixo causou na criançada galere, MAS eis uma revista que FINALMENTE disse coisas sensatas sobre vampíros. Algo que eu não lia há muito tempo.

Bem… Não poderei colocar as scans AINDA MÃNS eu vou transcrever todo o artigo aqui pra vocês ^^v!!!

Lembrando que a revista ainda está disponível nas bancas, portanto, se gostarem, COMPREM!

(Sou suspeita pra falar pois sou fanzaça da revista hahaha)

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Vampiros de Carne e Osso

Proteja a jugular, que chegou a hora de encarar as feras!

Mais reais do que muita gente imagina, os insaciáveis bebedores de sangue fascinam a humanidade há séculos.

Conheça a origem do mito e o que há de verdade por trás dessas misteriosas criaturas das trevas.

Reportagem de Yuri Vasconcelos, Camila Torrano, Fabrício Miranda e Lauro Henriques Jr.

Intervenções entre parênteses muito intrometidas desse ser que vos escreve .___.

Poucos seres exercem tanto fascínio quanto os vampiros, criaturas sobrenaturais que deixam sua tumba à noite para sugar o sangue de suas vítimas.

Desde o temível conde Drácula e suas sedutoras vampirescas até o bem-comportado Edward, da série Crepúsculo (Por quê?Por quê? Se fosse eu diria “Até o carismático Zé Vampir”, que é MUITO mais vampiro que esse aí…), há séculos os senhores das trevas assombram o imaginário de civilizações de todo o mundo.

A origem desses mortos vivos remonta à Antiguidade. Povos da Mesopotâmia, da Grécia e da Roma antigas, por exemplo, já cultivavam histórias de monstros sugadores de sangue. Mas foi na Europa que o mito moderno ganhou forma. Nesse continente, o pavor diante dos dentuções chegou a tal ponto que muita gente foi morta sob a acusação de ser uma dessas criaturas. Isso sem falar nas centenas de cadáveres que foram exumados e levaram uma estaca no peito!

Como na ME (Mundo Estranho) a gente não tem medo de careta, nesta reportagem você vai saber como a ciência explica esses surtos de vampirismo, vai conhecer alguns bebedores de sangue 100% reais e poderá compreender como funciona o corpo dessa entidade maligna (Leitura obrigatória para Meyers e afins) , considerada a mais pop de todas as assombrações ( Mas vampiro não é assombração O__o!Tá, eu não discuto com a ME… )

Claro, isso se você for macho o suficiente para virar as próximas páginas! (Ui…Macho eu ERA…Não sou mais, benhê…brimks XD!)

Mitos sobre chupadores de sangue vêm desde a Antiguidade, mas a palavra vampiro só se popularizou após 1734, ao aparecer na língua inglesa. Ela nasceu do russo upir, que viraria vampir (em sérvio) e, depois, vampire (em inglês).

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1. A Ciência dos Vampiros:

Se hoje os senhores das trevas não passam de seres mitológicos, antes eles eram considerados criaturas pra lá de reais. Até o século 18, acreditava-se que esses mortos vivos de fato existiam, e muita gente foi morta sob a acusação de ser um deles. Essa histeria coletive residia, sobretudo, na ignorância sobre o ciclo de decomposição do corpo humano e no fato de que algumas doenças podem originar comportamento e aparência vampirescas. Veja o que a ciência tem a dizer sobre a origem dos lendários dentuções:

- Corpo Imaculado:

No passado, pouco se conhecia sobre o processo de decomposição de cadáveres. Se um caixão fosse aberto e o corpo estivesse preservado, não havia dúvida: tratava-se de um vampiro. O que ninguém sabia é que, dependendo da temperatura, da umidade e do tipo de solo, os corpos levam mais tempo para se decompor.

- Sangue do Diabo:

A presença de sangue na boca ou no nariz do defunto também era um claro sinal de que ele era um morto vivo. Mas calma com a estaca! Durante a decomposição do corpo, é possível que sangue e outros fluídos sejam expelidos pelas cavidades do cadáver. (ai…que visão mais linda…)

- Diagnóstico do Terror:

Às vezes eram achados corpos retorcidos ou com expressão de pavor nas tumbas. O motivo? É que, por causa de erros de diagnóstico com o atraso da medicina, as pessoas tentavam sair do caixão após serem enterradas vivas!

Era o caso, por exemplo, de portadores de catalepsia, doença que causa total imobilidade do corpo.

- Palidez Doentia:

Certas pessoas acusadas de vampirismo podiam, no fundo, ser portadores de porfiria, doença rara catalogada apenas no final do século 19. As vítimas são altamentes sensíveis à luz solar, podem sofrer delírios e ter boca e dentes avermelhados. Por não saírem de casa de dia, são pálidas como os vampiros.

- Exorcismo Psicológico:

A explosão de casos de vampirismo na Europa coincidiu com o fim do período de caça às bruxas. Os vampiros acabarm servindo de bode expiatório para a população “exorcizar” os males que a afligiam, e muita gente foi parar na fogueira, como o cientista Ludovico Fatinelli, autor de um livro sobre vampiros (explicação mais adiante)

- Epidemias Fatais:

Mortes em série atribuídas a vampiros eram, na verdade, fruto de epidemias, como raiva, cólera ou peste bubônica, pouco conhecidas à época. Além disso, vítimas de raiva podiam sofrer de hipersensibilidade ao sol, e portadores de peste bubônica podiam ter sengramentos pela boca.

Peste Bubônica

(AI TI LINDA!QUERO PRA MIM!…A de pelúcia, claro!!!O___O!)

- Vida Após a Morte:

Depois que alguém bate as botas, unhas e cabelos dão a impressão de continuar crescendo por causa de refluxos da pele. Além disso, os gases do corpo se expandem, aumentando o abdome, levando os incautos a pensar que o cadáver tinha se alimentado recentemente.

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Gênese Vampiresca:

O nascimento de um morto vivo, segundo um cientista que foi para a fogueira por causa de sua teoria.

Em 1616, o italiano Ludovico Fatinelli publicou seu Tratado sobre Vampiros, defendendo que o vampirismo era causado por um vírus. Só que a Igreja não gostou nada da obra, e Fatinelli acabou na fogueira por heresia. Confira a teoria de Fatinelli:

1. A causa seria o Vírus Vampírico Humano (VVH). Seu hospedeiro, moscas da especie Xenopsylla cheopsis, viva em cavernas habitadas por morcegos-vampiros. Após ser picado pela mosca, o morcego se contaminaria e transmitiria o vírus ao morder uma pessoa.

2. Horas depois de ser atacado pelo morcego-vampiro, a vítima teria dor de cabeça, calafiros e outros sintomas de uma gripe (sempre começa com a gripe .___.). Seria uma reação do organismo à infecção pelo VVH. Mas a marca das picadas do morcego confirmariam o diagnóstico.

3. Cerca de um dia depois, a pessoa entraria num estado de coma vampírico. O coração bateria mais lentamente, as pupilas se dilatariam e a respiração enfraqueceria. Boa parte das vítimas, contudo, não se recuperaria do coma e morreria.

4. Quem saísse do coma, em geral homens de 18 a 35 anos, acordaria já na pele de um vampiro. Em 24 horas a sede de sangue seria incontrolável e ele partiria para a caça.

Ludovico Fatinelli (gato)

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Ceticismo Matemático:

A revista americana Skeptical Inquirer usou a matemática para provar que não há vampiros. (Assim…Esses caras tinham MOITO o que fazer…)

A conta é simples. Cada pessoa mordida por um vampiro vira outro vampiro. Assim, enquanto a população da criatura cresce em progressão geométrica, a dos humanos diminui no mesmo ritimo. Se o primeiro vampiro tivesse surgido em 1600, quando o mundo tinha 536 milhões de pessoas, e eles se alimentassem uma vez por mês, bastariam só 30 meses para a raça humana sumir e os dentuços dominarem o planeta!

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Anatomia de um Monstro:

Músculos superpoderosos, grandes caninos retráteis, ausência de respiração… Essas são algumas das características fantásticas do corpo dos vampiros. Veja como seria o funcionamento do organismo desse ser sobrenatural:

Cérebro:

O sistema nervoso de um vampiro é similar ao de um humano, mas há grandes diferenças na quantidade de neurotransmissores. Por exemplo, seu cérebro tem baixos níveis de serotonina, o que acaba influenciando no comportamento agressivo.

Olhos:

As pupilas dos vampiros são hiperdilatadas, garantindo ótima visão noturna – como a de um lobo –, além daquela aparência assustadora, com os olhos negros e profundos. É por causa dessa hiperdilatação que eles ficam ceguetas na claridade.

Uma inflamação da parte branca dos olhos tinge esta área de vermelho, aumentando o visu ameaçador.

Olfato e Audição:

Com o dobro de células sensoriais no ouvido e nas narinas em comparação aos humanos, eles são capazes de perceber a presença de uma pessoa a centenas de metros. E, se a presa já estiver sangrando, ele detecta o alvo mais facilmente ainda, como um tubarão.(tum-tum-tum-tum-tum…-n)

Caninos:

Seus caninos sofrem transformações radicais.

Na hora do ataque, os dentes aumentam de tamanho, ficando perfeitos para cravar na jugular de suas presas. Como os dentões são retráteis, a criatura pode viver entre os humanos sem ser desmascarada.

Um maior fluxo de sangue para a região é que faria o canino crescer na hora do ataque.

Dá um beijinho no tiooooo!!!

Pele:

Criaturas da noite por excelência, os vampiros nunca se expõem à luz solar. Isso explica, em parte, por que sua pele é branca como mármore. A falta de melanina também colabora para a palidez da pele, que é fria, em torno dos 16ºC.

Ossos e Músculos:

Com cerca de 90% dos músculos formados por fibras que permitem explosões máximas de energia – quase o dobro do que em humanos –, os vampiros teriam a agilidade de um guepardo, um dos felinos mais velozes do mundo, e a força de um urso.

Guepardo (Foi, voltou e a gente nem viu!)

Urso (“Parece impossível, mas garanto que não…” –q, tá, não foi engraçado)

Sistema Digestivo:

Como eles só se alimentam de sangue – que é todo absorvido no estômago e intestino –, a parte final do sistema digestivo fica sem função e atrofia, livrando o bicho das idas ao banheiro. Se o vampiro ingerir algum rango normal, passa mal e vomita tudo junto com o sangue.

Unhas:

As unhas da criatura seriam pontiagudas, afiadas e duras como vidro, deixando no chinelo as garras de qualquer predador.

Um Predador

Órgãos Sexuais:

Os dentuções não se reproduzem sexualmente, pois ficam estéreis na hora da transformação. Além disso, por falta de uso, seus órgãos internos – inclusive os sexuais – se atrofiam e perdem a função.

-Oops…

DNA Mutante:

A longevidade dos vampiros não se deve a um pacto com o Diabo, mas, sim, ao DNA capaz de resistir ao envelhecimento. Ele também teria uma capacidade sobrenatural de mutação, permitindo ao bicho se metamorfosear em outras criaturas, como ratos e morcegos.

Sistema Circulatório:

A maior diferença entre vampiros e humanos está no sistema circulatório.

Apesar de o coração não bater, o sangue é vital para seu organismo. Veja por quê.

1. Depois que um vampiro ataca, o sangue sugado por ele vai direto para o estômago e, daí, para o intestino.

Esses órgãos são envolvidos por uma extensa rede de vasos por onde o líquido é drenado.

2. Como o coração não funciona, o transporte do sangue precisa ser feito de outra forma. Uma hipótese levantada pelos vampirólogos é que isso rolaria por meio de células os agentes químicos místicos com o poder de fazer o plasma se mover.

3. Um desses agentes, o Flobotnobacteria augeria, teria a capacidade de se aglomerar em tecidos necrosados regenerando-o. Para curar um corte na pele, por exemplo, o F. augeria faria o sangue se concentrar na região, fechando a ferida.

4. Mesmo atrofiado, o coração é vital, pois todo o sangue passa por ali no trajeto pelo corpo. Isso explica por que ele morre com uma estaca no peito. O F. augeria reage ao ferimento como se fosse um tecido necrosado e acumula ao redor da estaca. Com isso, mina a passagem de sangue para o resto do corpo, provocando sua decomposição.

Um coração atrofiado

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Ameaça a Distância:

Os poderes vampirescos vão muito além do corpo. Conheça as mais impressionantes:

- Conseguem controlar as forças da natureza, sendo capazes de criar tempestades.

- Seres sem alma, sua imagem não se reflete no espelho, e eles não têm sombra nem saem em fotografias ou câmeras de vigilância.

- São extremamente sedutores e conseguem hipnotizar suas vítimas.

- Também usam o poder da mente para comandar seus servos-vampiros

- Quando acuados, podem desaparecer em forma de névoa ou se transformar em criaturas da noite, como ratos, lobos ou morcegos.

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O Dia da Caça:

Veja alguns dos pontos fracos do vampiro e como acabar com o bicho se der de cara com um deles:

- Eles não conseguem cruzar rios nem pisar em campos sagrados, como igrejas ou templos.

- Vampiros não suportam crucifixos, rosários, água benta ou alho. (OI?OI?OI?…PODE REPETIR?TEM GENTE QUE NÃO SABE LER)

- Também são vulneráveis à luz do Sol. (OI?OI?OI?…PODE REPETIR?TEM GENTE QUE NÃO SABE LER)[2]

- Para matá-lo, a forma ifalível é cravar uma estaca em seu coração – ou, em algumas culturas, na boca também vale.

- Decaptá-lo e enterrar a cabeça longe do corpo é outro modo eficaz de destruí-lo.

Um adendo meu:

Ou seja, crianças:

^ Isso ser vampiro. Isso morrer na luz do sol. Isso não gostar de crucifixos. Isso ser vampiro de VERDADE.(Isso se parecer com o Mestre dos Magos Vingador)

^ Isso ser Exterminador. Isso só morrer após levar tiros, ser jogado no fogo, ser derretido, ser explodido. Isso se rejuntar. Isso NÃO ser vampiro. Vampiro NÃO se rejuntar. Vampiro NÃO morrer como Exterminador. (Vampiro não governar a Califórnia)

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Sugadores de Verdade:

Confira a galeria dos dez mais sinistros vampirões da vida real. Desde o príncipe sanguinário que inspirou a figura do conde Drácula até psicopatas sanguessugas, essa turma não recusava um copo cheio de sangue!

Vlad III (1431-1476):


Nascido na região da Transilvânia (na atual Romênia), o príncipe Vlad III foi um guerreiro implacável. Na defesa de seu reino contra os turco-otomanos, matou mais de 40 mil inimigos – boa parte foi empalada viva!

O suplício consistia na introdução no ânus de uma estaca, que era transpassada até o tórax! Por isso, recebeu o nome de Vlad Tepes (“empalador”, em romeno). Parte de um grupo religioso chamado Ordem do Dragão, adotou o sobrenome Draculea (“filho do dragão”). Não à toa, inspirou o escritor Bram Stoker a criar o personagem do conde Drácula.

Xilogravura de Vlad, O Empalador…….Empalando…

Elizabeth Báthory (1560-1614):


Nascida na atual Eslováquia, a condessa Báthory era louca por um sanguinho alheio.Após a morte do marido, sua maior obssessão passou a ser banhar-se com sangue de jovens virgens para preservar a juventude.

Muitas vezes, as vítimas eram espancadas e jogadas nuas na neve para congelar até a morte. Estima-se que ela tenha sacrificado mais de 600 pessoas até ser condenada à prisão perpétua em 1610. A tenebrosa história da lady vampira foi levada às teles no filme A Condessa Drácula (1971)

Tracey Wigginton (1965-):


A australiana Tracey Wigginton entrou para a história por ter matado Edward Baldock, de 47 anos, para beber seu sangue. O assassinato – supostamente parte de um ritual satânico – ocorreu na margem de um rio da cidade de Brisbane e teve a participação de outras três mulheres. Mas foi ela a autora das 27 facadas que tiraram a vida de Baldock.

No julgamento, Tracey admitiu ter cometido o crime para saciar sua sede.

John George Haigh (1909-1949):


A biografia deste inglês, o Vampiro de Londres, é tão assustadora que ele ganhou até estátua no Museu de Cera de Madame Tussauds, em Amsterdã. A coisa já começou na infância, quando ele mutilava os próprios dedos para sorver o sangue. Aos 40 anos foi condenado á forca pelo cruel assassinato de nove pessoas. Ele cortava o pescoço das vítimas, bebia o sangue delas e derretia os corpos numa tina de ácido. Na hora de sua execução, em 1949, gritou: “Deus, salve meu filho da maldição do Drácula!”

Arnold Paolo (?-cerca de 1726):

Após voltar de uma batalha, no início do século 17, este soldado jurou que havia sido atacado por um vampiro. Ninguém deu trela para a história, e Paolo morreu logo depois. Só que, um mês após sua morte, surgiram relatos de que ele estaria atavcando pessoas à noite. Os camponeses foram até sua tumba e, ao abrirem o caixão, acharam o corpo em bom estado de conservação e com sangue escorrendo do nariz e da boca.

Na hora, espetaram uma estaca em seu coração e queimaram seu corpo.

Richard Trenton Chase (1950-1980):


Obcecado pela idéia de que seu sangue estava envenenado, o americano Richard Chase passou a matar coelhos, cães e vacas para baber “sangue limpo”. Logo, passou também a tomar um sanguinho humano. Foi às ruas e matou seis pessoas entre dezembro de 1977 e janeiro do ano seguinte. Após esquartejá-las, bebia seu sangue e guardava parte dos corpos no congelador para comer depois. Preso, foi condenado à morte na câmara de gás. Mas ele se matou antes, com uma overdose de antidepressivos.

Peter Plogojowitz (1666(!)-1728):

Este foi um dos primeiros casos supostamente reais de vampirismo documentados. Rolou em Kisolowa, vilarejo da Sérvia. Segundo relatos, após sua morte, em 1728, Plogojowitz surgiu para o filho pedindo comida. O pedido foi negado – e o rapaz apareceu morto. Depois, várias pessoas morreram com sinais de perda de sangue. Quando o corpo de Plogojowitz foi exumado, tinha os olhos abertos e sangue na boca. Bastou para crer que ele era um vampiro. Uma estaca foi cravada em seu peito e seu corpo foi queimado.

Henri Blot (1860-?):


No dia 25 de março de 1886, o francês Blot, então com 26 anos, foi ao cemitério de sua cidade e violou o corpo de uma bailarina, morta no dia anterior. Três meses depois, fez sexo com o cadáver de outra jovem recém-morta e bebeu seu sangue.

Só que, extenuado, acabou dormindo ao lado da sepultura e foi preso na manhã seguinte.Durante seu julgamento, o cara chegou a afirmar que precisava de sangue para viver.

Condenado a dois anos de cadeia por violação de sepultura e necrofilia, acabou sumindo depois, sem deixar vestígios.

Peter Kürten (1883-1931):


O Vampiro de Düsseldorf (cidade do leste alemão) era um serial killer que sentia enorme prazer quando o sangue jorrava do corpo de suas vítimas, geralmente crianças. Ele as estuprava e esfaqueava até atingir o orgasmo. Portador de uma patologia denominada hematomania, também costumava beber o sangue de suas presas. Depois de vários assassinatos, foi preso e condenado à morte por decapitação, aos 48 anos.

Sua história aterrorizante inspirou o diretor Fritz Lang a fazer o filme M.

Petre Toma (1927-2003):

O membro mais recente em nosso rol de sanguessugas entrou para a galeria em 2005. Foi quando se descobriu que o cadáver de Petre Toma, exumado no cemitério de Marotinul de Sus, zona rural da Romênia, havia sido degolado e tinha uma estaca cravada no peito. A violação tinha sido feita pelos próprios familiares do morto. Eles alegaram que, desde sua morte, em dezembro de 2003, alguns parentes tinham adoecido e que só por meio do macabro ritual seria possível salvar suas vidas. Os parentes ainda arrancaram o coração de Toma e o queimaram.

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Um Mundo de Vampiros:

Lendas sobre criaturas samguinolentas são parte do repertório de várias civilizações. Conheça algumas dessas figuras diabólicas:

Camazotz:

Onde Ataca: México e Guatemala

Provavelmente inspirado num morcego hematófogo que havia na região, é o deus-morcego venerado pelos maias. Com dentões enormes e afiados, tem asas e garras para apanhar suas presas.

Asanbosam:

Onde Ataca: Gana, Costa do Marfim e Togo

Essa criatura maligna faz parte da cultura dos axântis, povo que vive em alguns países da África Ocidental. Tem dentes de aço e vive escondida nas árvores, pronta para atacar os incautos.

Kiang Shi:

Onde Ataca: China

Dono de um hálito venenoso, esse monstro tem olhos vermelhos, pele esverdeada e unhas longas e curvas. O único modo de pará-lo é com uma porção de arroz: Ele se detém para contar os grãos (O que?)

Chupacabra:

Onde Ataca: Brasil, Chile, México (E subindo! E como uma Criptozoóloga amadorésima eu devo dizer que começou em Porto Rico (creio)!Não se esqueçam de lá!)

Sua descriçao varia. Há relatos de que teria o porte de um urso pequeno e uma crista saliente ao longo da coluna vertebral. Curte chupar o sangye de animais, sobretudo cabras – daí seu nome, chupacabra.

(Isso SUPER me lembrou quando o pai de um menino que estudou comigo foi no Gugu mostrar uma imagem de um suposto Chupacabra e depois mostraram um esqueleto…Ai que medaaaaa!!!

Atualmente ele nem é mais ufológico (Aka bichinho de estimação dos ets), agora super dizem que ele é um canídeo “feio” e dentuço… *joga cabelo pro lado*)

Kappa:

Onde Ataca: Japão (Snape dizia na Mongólia, rs…coitado…)

Para alguns, o kappa se parece com um lagarto; para outros, com uma criança. O certo é que esse ser diabólico suga o sangue dos animais pelo ânus, estupra mulheres e rouba o fígado das pessoas. (Eu já ouvi dizer que ele também afoga os desavisados e talz…)

Lamia:

Onde Ataca: Grécia antiga

Segundo a mitologia grega, essa sanguessuga de crianças – uma ex-amante de Zeus que ficou louca – era um demônio imortal com cabeça e torso de mulher e a parte inferior do corpo de uma cobra.

“Mundo Estranho” e todo seu conteúdo pertence à Editora Abril. © Copyright 2001, todos os direitos reservados. (Não sou lá boa em fazer essas coisas de disclaimer e Copyright!Mas, pelo menos tá claro de que eu TIREI ISSO DA ME E ESTOU AVISANDO!)

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Adimito que a revista ainda possui uma trajetória dos vampiros na literatura e no cinema…MAS vocês já devem imaginar como acaba ¬¬…

Bem, mais pra frente eu posto, pode ser?

Espero que tenham gostado ^^! Eu, pessoalmente, achei que a Mundo Estranho fez um bom trabalho, mostrando a anatomia e alguns focos muito interessantes de como teriam surgido as primeiras especulações sobre vampiros reais.

Claro que há várias divergências (EXCETO AS DE TWILIGHT POIS ESTÃO TODAS ERRADAS! U___U, não me façam ir até vocês e dar-lhes uns bons tapas!!!), mas bem, eles exploraram bem o “padrão”, ideal pra quem quer fazer uma história com vampiros.

AI COMO eu queria que a Meyer lesse isso!

Mas, para ela a ignorância é uma dádiva, e, sendo a mãe de todos os ignorantes no mundo, é impossível mostrar-lhe isso mesmo se eu fosse filha dela.

E um recado: ROBERTO PATINHO EM PRIMEIRO NA LISTA DOS MAIS GATOS DA VANITY FAIR?GANHANDO DO BRAD PITT???DO HUGH JACKMAN??DO JOHNNY DEPP?DO TAYLOR GOSTOSO QUE FOI O GAMBIT??DO CLIVE OWEN??DO DANIEL CRAIG??DO JAVIER BARDEM????*surta*

VAMOS DEIXAR ISSO PASSAR BATIDO???????

Claro que não!

Por isso entrem em http://www.vanityfair.com/online/style/2009/06/who-is-the-most-handsome-man-in-the-world.html e impeçam esse mal terrível de acontecer =D!

Eu sou (muito) ruim em mexer nesse site, então… Eu não sei dizer muito bem se a votação já acabou… Da última vez que eu entrei, parecia que sim, MAS…Não custa nada dar uma olhada e MORRER na foto daquela homarada de-li-ci-o-sa.

Ao votar vocês estarão automaticamente colaborando para a construção do “Bram Stoker’s Special Home for True Vampires”, uma ONG criada para proteger os vampiros REAIS das maldições da Meyer.

Beijos gente!

Giovanna!


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