O que Meyer não sabe sobre Crepúsculo

•11/12/2009 • 248 Comentários

“Egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos.”

Oscar Wilde

O que Meyer não sabe sobre Crepúsculo

O amor justifica, mas não absolve.

E por mais que pareça injusto, arrependimento não é o bastante para nos absorver de nossos erros, às vezes temos que sofrer as conseqüências.

Gostamos de bancar os heróis. Existem momentos em nossas vidas em que pensamos em nós mesmos como altruístas, e esses costumam ser nossos momentos mais egoístas. Afinal, estamos morrendo por amor ou ansiamos um pouco de sua imortalidade? Estamos deixando o outro ser feliz ou querendo que se culpe por nossa infelicidade?

Amar não é como criar um cachorro.

Ser amado é.

Mas os cachorros em geral, não são depósitos de pulgas: são nossos amigos fiéis. Sim, eles são. E mesmo que isso nos irrite e os façamos calar, quando eles latem com nossas visitas é para nos proteger.

E quando latem conosco é porque estamos sendo estúpidos.

Muitas vezes não notamos, porque as vítimas nesse momento são eles.

É tão lindo como correm e se agitam quando estão felizes!  E é tão penoso que voltem rastejando para a gente quando os maltratamos.

Porque cães são assim: você bate muito neles e eles acabam achando que deve merecer aquilo. Os cães pensam assim porque sabem tudo sobre o amor: eles nos amam.

Nós é que não fazemos isso direito. Nós é que achamos que podemos controlar a vida de quem amamos. Escolher suas amizades, monopolizar seu tempo, apagar seu passado, consertar vidas que não estavam quebradas, modificar sonhos que não eram nossos. E, se pudéssemos, leríamos seus pensamentos mandando a privacidade ao inferno só para satisfazer nossa curiosidade e nossa insegurança infantil de saber se somos amados.

E nossa prova de amor inquestionável é morrermos por isso.

Morrer de amor é poético.

E assim, antes de nos darmos conta, a declaração vira ameaça, a beleza vira medo e tudo não passa de nada, além de chantagem emocional. Se você me deixar, eu morro. Não há beleza, não há poesia, não há amor. Como dizia Shakespeare, “poucas pessoas sabem a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma”. A bem da verdade, poucas pessoas morrem por amor e na maior parte dos casos, o ser amado talvez nunca chegue a saber. Não é, então, curioso que tantas pessoas ameacem se matar por isso?

Terminamos aqui, tentando adestrar nossos cães para que parem de latir com nossas visitas, batendo neles para isso. Até que um dia nos olham tristes e se calam, conformados de que o dono deve ter razão, e mesmo sabendo que as visitas estão invadindo seu território e que agora será trancado no quintal até saírem, ele se conforma que foi seu dono que o colocou ali, e uiva a noite inteira tentando entender o que fez de errado para merecer aquilo.

E ficamos felizes porque o ensinamos quem manda.

Nós é que não aprendemos nada.

Venenosa

“Lua Nova” por Ana

•24/11/2009 • 49 Comentários

(ou “Lua Nova” por alguém que é super Team Jacob)

‘Sumemo. Num ato de bravura, pra fazer um amigo feliz e pra ver Jake sem camisa, fui assistir Lua Nova tão logo estreou. Antes de começar a comentar o filme, porém, quero lembrar que eu sou só uma reles estudante de Letras que teve uns poucos créditos de Linguagem Cinematográfica. Não estudei cinema, não entendo muito, só tenho um pingo de bom senso. Outra ressalva que deve ser feita é que, apesar de tudo, eu sou muito um pouco team Jacob (algo que nem o bom senso salvou, reconheço). Como já cansei de dizer, não gosto dos livros, detesto os protagonistas, mas, de alguma forma, rolou uma empatia forte com Jacob Black e acho que eu mereço muito um desses pra mim, oks, então talvez eu me descontrole e seja, assim, parcial. Mas vou tentar me conter, é.

Enfim, vamos lá.

Os “affs” já começaram na abertura do filme. Talvez porque entrei na sala do cinema morrendo de preconceitos, aquela lua cheia que vai virando lua nova e revelando o nome do filme me pareceu totalmente… idiota. Foi o primeiro momento-arrependimento e que-grana-mal-investida (piorarei um pouco: o cinema não aceitou minha fucking carteirinha de estudante porque não tem data, então paguei a entrada INTEIRA pra assistir a essa bomba. Me processem, por favor). Bom, aí o começo do filme foi aquele mesmo clichê que foi Crepúsculo e, pior, tão fiel ao livro que COMEÇOU NA EPÍGRAFE (ou sei lá do que devo chamar aquilo lá), com Bella correndo pra salvar Edward. A amiga do meu lado olhou e disse “mas que m…?” Não perguntar era melhor. Aí pulou pra parte extremamente idiota do pesadelo da Bella. Tudo muito fiel ao livro. Devo dizer que o trabalho de um roteirista foi totalmente dispensável nesse filme, sério. Porque eu não vi roteiro nenhum ali, só vi… o livro. “Ah, legal, então”. NÃO, MEW. Péssimo! Eu paguei pra ver uma adaptação, não ilustrações cinematográficas do livro. Não, não, não!

Antes de Edward aparecer a primeira vez, já tinha pensado em sair da sala. A cena em que estão na sala de aula, assistindo a Romeu & Julieta, achei engraçadinha. De novo, como no primeiro filme, as personagens mais simpáticas são os colegas de escola de Bella e Edward, porque pelo menos eles dão um toque engraçadinho e comédia romântica bobinha e colegial pro filme todo e diminuem um pouco as altas taxas de glicose do casal principal. Mas as cenas em que eles aparecem duram muito, muito pouco. Edward recitando Shakespeare foi um momento-náusea pra mim, tipo “minha hipoglicemia não vai aguentar tudo isso, não”. O problema é que eu já sabia que seria assim, porque, er, o livro é assim, infelizmente.

Enfim.

Até Edward ir embora, eu tive a impressão que já tinha passado metade da minha vida na sala de cinema. Nem sei quanto tempo leva de fato, mas… é, parecia metade da vida. E depois entra Jacob queridíssimo <3 eu ACHEI que valeu o ingresso (não que tenha valido de fato, entenda), porque Taylor Lautner, apesar de não atuar grandes coisas, tá lindinho, apertável, etc. Só que o filme fica meio nonsense nessas partes. Por exemplo: na sequência do cinema, quando começa a transformação do Jake (e que achei meio fora do resto do filme, porque não é enfadonha), as atitudes de Jacob com o colega da Bella ficam totalmente… esquisitas. Como eu li o livro, entendi bem logo de cara, mas pra quem não conhece muito o negócio, não deve ter feito muito sentido. Certo que os dois ali disputam a Bella e talz, como a gente jááá sabe – porque Bella tem mel e todos os caras gostam dela, é –, mas de repente, aparentemente, Jacob fica grosseiro com a concorrência, aparentemente porque é só um concorrente… achei muito “wtf?” Não sei se depois fica claro que é tudo porque ele ta virando lobo, mas eu achei que não. Foi tudo meio perdido e uma das cenas em que mais transparece que o filme não se sustenta sozinho.

Ahn, bom, aí entra na parte em que posso ser parcial demais, porque os lobos, além de really hot, são divertidos. Foi uma parte assistível do filme e tive a impressão que durou pouco – exceto as sequências intermináveis de Victoria, Victoria, Victoria. Argh. Partes totalmente desnecessárias que podiam ter feito as infinitas horas de filme parecerem menores, se fossem cortadas. Ninguém precisa de tantos indícios de que a Victoria está atrás de Bella. Laurent já explicou isso, já disse o porquê da perseguição, pronto. Uma ou duas cenas curtas mostrando Victoria na espreita era mais que suficiente, IMO. Dava pra entender que a perseguição continuava e a plateia seria poupada de efeitos especiais de fazer chorar.

Por fim, Bella pula do penhasco. Desejei que ela morresse, apesar de saber que ela não morreria. Quem morreu fui eu, na verdade, porque aquela visão de Edward no fundo do mar foi, assim, tensa. Na verdade, lembrei muito da parte dos Pântanos Mortos d’O Senhor dos Anéis, mas só porque Bella ta parecendo os defuntos que o Frodo vê. Tá, Jacob também lembra de leve Sméagol puxando Frodo pra cima. Mas só por isso. E aí o filme voltou a ser completamente chato. E eu lembrei do porquê de odiar o livro com a intensidade de mil sóis. Bella dizendo pra Jake que VAI ATRÁS DE EDWARD SIM me deu náuseas. Só conseguia pensar coisas como “vaca submissa” pra baixo. COMO, COMO, COMO PODE alguém largar um POTA amigo daqueles, que foi o ombro que ela teve, o sujeito que DEVOLVEU a vida a ela, pra ir atrás de um ser purpurinado que a abandonou pra “salvar a vida dela”? Até aquele momento, Bella não sabia que Edward a amava, logo foi uma atitude estúpida e imbecil. Argh. Juro que pensei em ir embora de novo, mas já tinha agüentado até ali, né… e nem digo só porque sou team Jake nem nada, é o tipo de coisa que acho inconcebível pra sempre. Submissão, idiotice, sei lá que nome pode dar a isso, pra mim é inaceitável largar tudo pra correr atrás de homem, fim.

O avião com o “virgin” subliminar foi uma pérola à parte, naturalmente.

Os Volturi foram outra pérola à parte. Pode até ser que tenham escolhido atores de verdade pra interpretá-los, mas só o que tenho a dizer sobre isso é que foi um pota desperdício de atores de verdade. Todos idiotamente inexpressivos, com maquiagens que eu faria melhor e com lentes de contato vermelhas que não convenceriam nem a fã mais bitolada. É óbvio que não existem olhos vermelhos, mas daí a ser possível identificar até a voltinha da íris, ah, é apelar. Assim, eu senti um pouco de vergonha alheia em toda a parte de Volterra. Não sei se o pior era o vampiro-Grima-língua-de-cobra ou Aro ou o vampiro-Malfoy que ficava sentado (não, eu não lembro o nome deles). Ou Bella pedindo pra ser morta no lugar de Edward, numa cena que fez minha hipoglicemia se manifestar outra vez. Outro argh.

Dakota Fanning até que foi bonitinha de Jane, mas também foi meio desperdício. Em um filme com tantos atores ruins menos coadjuvantes, botar uma atriz de verdade pra fazer um papel tão pequeno parece até meio burrice.

E, por fim, estamos de volta a Forks, com o romance cretino de Bella e Edward de novo. Quando li Lua Nova, tive a esperança de Edward nunca mais voltar e Bella terminar com Jacob – apesar de saber que não, não aconteceria assim. Vendo ao filme, já sabendo do final, eu quase COMI meu colar de semente pra não xingar-muito-de-muita-raiva. Mas a coisa toda chegou no ápice com aquele diálogo MAIS QUE CRETINO entre Bella e Jacob, com ela dizendo “não me peça pra escolher, porque eu sempre escolherei ele”, ou qualquer coisa assim. Foi meu momento mais “COMASSÉM?!” em toda a sessão. Não que tenha sido novidade, mas é o tipo de coisa que sempre e sempre vai me deixar indignada. Porque, repito, mais do que um relacionamento tipo homem-mulher, foi Jacob quem tirou a Bella do limbo não-existe-vida-pós-Edward, assim. Ela era feliz com ele até o fucking vampiro pisca-pisca ressurgir! Comofas mew? [momento revolta nada a ver com o filme on] Sei que isso deve ter sido a solução “inteligente” da Meyer pra se livrar de Jake e não deixar ele ser um empecilho no amor eterno e perfeito de Bella e Edward. Tenho CERTEZA de que ela teve medo de perder o controle e criar conflitos que, pra gente, tornariam a história interessante mas, pra ela, arruinaria a droga do casal delas. Aí a solução foi fazer com Jacob o que a gente não faz nem com personagens: joga fora, pra não ter perigo de ele atrapalhar tudo. Pode até ser que ela tenha dado outra chance ao personagem em Eclipse, mas outra imbecilidade de Meyer é transformar o único cara decente que ela conseguiu criar em, ahn, cachorrinho. Porque ele nunca devia perdoar a Bella por dizer “sempre vai ser ele”, depois de tudo o que fez por ela. Sério. Repito: isso que essa vaca maldita fez não se faz nem com um personagem. [/momento revolta nada a ver com o filme off]

Saí do cinema meio querendo vomitar, de um modo geral. Além disso tudo, as maquiagens de TODOS os vampiros, não só dos Volturi, continuam sofríveis. Na primeira aparição de Laurent, cheguei a enxergá-lo até um pouco esverdeado. Só a Victoria que ficou menos fake, mas suponho que seja porque a atriz é mais branquela do que o resto do elenco. A gente ainda continua vendo onde termina a maquiagem e começa a cor da pele dos atores e, pior, os batons vira e mexe estão borrados, dando aos vampiros um aspecto meio coringuesco (?), assim. As atuações, também, foram um pouco deploráveis. Kristen continua não fechando a boca por nada e Pattinson continua atuando – como alguém, acho que a Jam, já disse por aqui – com as sobrancelhas. Fora que, até quando Edward devia estar feliz, Pattinson faz aquela cara “comi merda” de sempre. Taylor, Ashley Greene, a maioria dos Cullen (exceto Carlisle) e os outros lobos e colegas de escola tinham momentos de exagero DEMAIS ou de serem inexpressivos demais, típico de atuação do povo de Malhação. Não, tá, Taylor Lautner, de todos os que não sabem atuar, foi um dos menos piores. Não bom, que fique claro, porque ele também não conseguiu passar nem um nada do que é Jacob – e nem dá pra falar que é um personagem inexpressivo, acho que Jake é um dos únicos personagens expressivos em toda a série.

Sem contar que o filme nos presenteia com algumas cenas de Edward purpurinando que só devem servir pra fazer quem não engole essas coisas de vampiros brilhantes se matar de rir. Bella fica lembrando dele brilhando na clareira meio que o tempo todo, e quase todas as vezes em que ele apareceu assim, muita gente no cinema riu. Porque, mew, é muito broxante pensar num cara que brilha no sol. Ou melhor, num cara que solta glitter no sol. Mas a PIOR CENA DE TODAS é, disparada, bem ao final, com Alice mostrando pra Aro uma visão de Bella transformada. Bella aparece correndo usando um vestido me-do-nho e, se não me engano, ela brilha. Atrás, aparece Edward correndo também, usando um colete-hobbit, ahn, mais medonho que o vestido de Bella. A cena é muito “propaganda de sabonete Vinólia com influências claras, porém ruins, de O Senhor dos Anéis”. Muito MESMO.

Mas os cortes e efeitos especiais foram ligeiramente melhores. Os vampiros correndo e as batalhas X-Men continuaram, tipo, muito ruins, digno de Mutantes e tudo. Mas eu até que gostei dos lobos. Não são, assim, geniais, mas podia ser MUITO pior. Quanto aos cortes, também não foi uma coisa genial nem nada, mas acredito que, se comparado ao primeiro filme, esse teve muito mais, ahn, coesão entre as cenas, se é que posso usar esse termo pra falar de cinema. Quando vi Crepúsculo, tive a sensação de que via só recortes de fragmentos do livro. Em Lua Nova, a continuidade já foi menos sofrível.

E, por fim, um comentário muito desnecessário aqui, muito team Jacob (de novo), que eu acredito que já tenha feito em outros posts, também: não consigo ver como a Bella é tão incrivelmente feliz com o Edward se, tanto no livro como no filme, não há UMA passagem em que os dois se divertem. Achei até legal essa oposição entre o quente e o frio que ficou MUITO explícita no filme: os lobos de pele quente são brincalhões, divertidos e tudo. Gente calorosa, mesmo, e a gente vê como é porque em todas as cenas com lobos, ou pelo menos a maioria, eles estão sempre meio bagunçando, rindo, fazendo brincadeiras. Os vampiros de pele fria são sempre sérios, controlados, centrados. Gente fria, como a gente vê em todas as cenas em que os Cullen aparecem, sempre contidos, sérios, mesmo em passagens em que deveriam estar felizes e fazendo festa. De fato, só Emmett é que é, assim, animado. Não sei o que se passa na cabeça da Meyer, mas não vejo como alguém pode idealizar gente fria assim pra um “felizes para sempre”.

Pra fechar, de um modo geral, é muito filme-suicídio. Eu sabia que não ia ser bom, só que sempre me arrisco, hahaha. Reitero as ressalvas que devem ser feitas, porque eu sou meio team Jacob demais, mas o negócio é que, como disse Pablo Villaça, a Meyer insiste em nos mostrar que mulheres felizes são aquelas que abrem mão de tudo por causa de homem, inclusive renunciam à própria vida. Tanto é que ela escreve uma série-enrolação pra mostrar como uma menina pode abrir mão de tudo só por um homem que acha que é o único pra ela em todo o mundo. E, em Lua Nova, isso fica muito, muito evidente. Um MEGA BLARGH pra Meyer só por isso, pra não perder o costume.

E, por favor, ME IMPEÇAM de ver Eclipse quando esse chegar por aqui, porque aí já é querer sofrer muito.

(Obs1: povo querido, o WordPress engoliu os itálicos que usei ao longo do post e, como preciso correr pra faculdade – é espantoso, mas não somos todos desocupados, como imaginam algumas pessoas que surgem aqui -, não deu pra ir caçando um por um e recolocá-los, então peço desculpa por isso)

((Obs2: já repararam como eu SEMPRE faço posts, ahn, team Jacob? hahaha, logo me chutam da equipe e me mandam pra um blog sobre lobos.))

Manifesto lover: como fazer um hater se cagar de rir!

•22/11/2009 • 62 Comentários

Então, né? Estreia de Lua Nova, começam as críticas bombardeando o filme – como era de se esperar, e com isso começam – meio tardiamente, a nosso modo de ver – todos os ataques e pitis das lovers – como também já esperávamos.

Porém, no meio de tantos ataques repetitivos e chatos de tão iguais – exatamente os mesmos que recebemos no ano passado, com a estreia de Twilight – achamos um que mereceu destaque. Um que mereceu nossa atenção e nosso carinho em mais uma bela e divertida ripagem.

Título da matéria: Sites criticam lua nova e nós criticamos esses sites  [Lily: Claaaaaaaaaaro, porque qualquer crítica a obra perfeita de vocês, merece arder no mármore do inferno] (Anne: eles só podem elogiar?? GENTE ISSO É DITADURA? O___O) [Thay: Claro, porque criticar os sites vai fazer Lua Nova melhorar] (Anísio: que bom que vocês deram a opinião de vocês)

 Matéria by: Tsuyami, do site Portal Twilight (http://portaltwilight.com/?p=41914)

Ripadores: Ana, Anísio, Lily, Venenosa, Thay, Anne; Nuriko, Jam e Nani (que surgem no meio da conversa). Ah, e claro, uma participação especial de Tamara.

Porque a gente também não se aguenta! ^^ 

Muitos comentários nos dão a impressão de que foram feitos somente para chamar a atenção. Afinal, críticas ruins sobre um fênomeno sempre geram uma certa polêmica e mais pessoas acabam lendo. [Lily: porque criticar, segundo o Aurélio, significa querer chamar a atenção. Sim, lovers, sentem lá!] (Anne:  Meu bem,essa de chamar atenção é velha. E toda modinha fenômeno é perfeita e não pode ser criticada! [ao infinito,e além!]) [Vê: então somos todos carmens mirandas aqui? O:] (Thay: Aham, porque críticos precisam de Lua Nova para ter atenção) [Ana: é, porque fenômenos seeempre são bons , e não podem ser criticados e ¬¬] (Anísio: kkkkk, aham, eu imagino perfeitamente a crítica especializada maquinando isso. “Nós precisamos chamar a atenção das pessoas, então vamos falar mal dessa série de filmes teen que tá fazendo sucesso”. Depois eles iam rir igual ao Pinguim, o Charada e o Coringa.) [Lily: Santa Necessidade de Atenção, Batman!]

Além disso, são comentários de quem certamente foi ao cinema com a intenção de falar mal, pessoas que não tem a menor idéia de como são os livros e acabam falando besteiras simplesmente por não saberem sobre o que estão falando. [Ana: e esse comentário é de alguém que certamente não entende nada de cinema... primeiro porque acham que alguém precisa ler o livro pra entender adaptação, depois porque acham que, er, críticos de cinema não sabem o que falam sobre... cinema!] (Anne: a wahmbulance está vindo.) [Lily: mano, por que eles sempre acham que não sabem a história? Pra começar, nem tem muito o que saber. É a mesma ladainha de novela mexicana estragada mesmo] (Thay: Elas precisam entender que uma adaptação tem que ser boa o bastante para não precisar do livro) [Venenosa: Tipo... não é como se os criticos não tenham entendido a história. Eles não    gostaram    , é diferente. O.o] (Anísio: tem que ver que Twilight é complexo demais pra esse pessoal que tá acostumado a dissecar Bergman entender.) [Thay: Claro, Ani. Tenta entender o que passa na cabeça da Meyer, vai]

Surpreende saber que muitos jornalistas fazem matérias sem se aprofundarem no assunto em questão. [Lily: CARALHO, QUANDO ELAS VÃO ENTENDER QUE CRÍTICO NÃO É JORNALISTA, PRA COMEÇO DE CONVERSA?] (Venenosa: Profundidade em Crepúsculo? Asuhaushuash) [Anne: Também quero saber cadê] (Anísio: aham, daqui a pouco eles vão querer uma crítica imparcial) [Ana: e, argh, eu juro que dói meu cu pensar nessa gente falando esse tipo de coisa, e mais ainda de pensar que ESTÃO FALANDO SÉRIO] (Thay: Oh, my, que maldoso deles fazerem isso. Criticar sem analisar cada aspecto do livro, tkstks) [Ana: se analisassem cada aspecto do livro, ia ser mais OWNED ainda] (Lily: eu não acho maldoso. Maldoso seria se eles fizessem isso, aí sim a crítica seria BEM mal educada) [Venenosa: Existe um motivo para essas criticas serem feitas por criticos de cinema e não de literatura: é uma crítica de um filme, ou seja, que se dane o livro, a idéia é que o filme seja auto-suficiente para entreter quem não conhece o livro também]

Se a pessoa está num cargo de escrever para um público e formarem opiniões, o mínimo que esperamos é que se aprofundem no assunto antes de falarem do mesmo. [Lily: Então, porque os críticos estão há uns dez anos ou mais no meio, e eles não sabem criticar um filme como Lua Nova... ok, sei] (Anísio: Bem que a Meyer podia se aprofundar nos vampiros, antes de escrever pra um público e formar opiniões) [Ana: eu nem devia comentar, porque acho que ninguém que usa "mesmo" nesse contexto merece respeito. Ah, desculpa, mas a gramática nessa frase me doeu um pouco, nem consigo pensar no que comentar] (Anne: Ei,você já disse isso antes! E com esse ei,você já disse isso antes,estou falando da autora ou sei lá o que dessa joça de texto)

É normal criticarem o filme, acharem ruim e tudo mais. Mas a maioria das coisas publicadas, foram totalmente sem fundamento. Crítica de quem simplesmente não sabia sobre o que estava falando. Lamentável termos veículos de informação tão medíocres! [Ana: nossa, eu não vi NADA sem fundamento] (Anne: Sei,aham. Sem fundamento são vocês,lovers amadas!) [Thay: E onde está o fundamento dela que a crítica dele foi sem fundamento?(?)] (Ana: aliás, todas as críticas que li usaram exemplos do próprio filme pra justificarem o que diziam, comofas?) [Lily: Filha, primeiro, decida-se: ou pode ou não pode! Não venha dar uma de respeitadora quando você quer matar os críticos porque eles não pensam como você. Dois: os meios de comunicação não são medíocres. Vocês que são, por acharem que tudo tem que elogiar Lua Nova só porque você gostou] (Venenosa: Sem fundamento é a série) [Anne: O mundo não gira em torno de você,Timmy! D:] (Lily: Não envolva Timmy Turner nessa história, até ele entende que o mundo é mais que Dimmsdale) [Ana: Até fui reler o que o Pablo Villaça disse só pra ter certeza de que é tudo exemplificado com o filme, mas...] (Anne: Eu tô falando de outro Timmy, mas ok)

O portal R7 errou em comparar os lobos (que eles chamaram de lobisomem) de Lua nova, com “O lobisomem americano em Paris”, são criaturas completamente diferentes, com propostas diferentes. Será que eles esperavam assistir um filme de lobisomem assustador que ataca as pessoas quando se transforma? [Lily: Hum... quando eu leio "Lobisomem" eu espero isso. Vocês não?] (Thay: Sim, né. Para mim isso são lobisomens) [Ana: erraram, mesmo, eu acho. Pablo Villaça foi bem mais certeiro os comparando ao Incrível Hulk] (Thay: Até porque a crença de lobisomens é a que todo mundo conhece, mas a Meyer fez todo o favor de deixar eles como filhotes de cachorros) [Anísio: qual é a proposta dos lobisomens de Lua Nova? ficar sem camisa e mostrar o tanquinho? acho válido] (Venenosa: Quem seria capaz de pensar em um lobisomen como uma criatura assustadora? Que absurdo! È como dizer que vampiros não brilham no sol. *horrorizada com O Portal R7) [Lily: Ah, claro, porque é a Meyer que sabe o que é lobisomem e vampiro de verdade, portanto não podemos esperar os lobisomens que aprendemos na escola, sabe?] (Ana: eu gosto de lobisomens e vampiros do bem, é tão inovador /ironia)

O Portal R7 chamou o triângulo amoroso de “fracasso”. Conclusão absurda, pois ainda restam 2 filmes, ou seja, um suposto triângulo foi apenas introduzido na história, não dando margem para qualquer avaliação final. [Lily: ... er, só eu acho isso um defeito da série?] (Anne: mas vai ser um fracasso,te garanto. E o Jacob vai virar pedo) [Thay: Um "suposto" triângulo. Ela que não deve ter lido o livro] (Ana: …e não é um fracasso? Se em algum momento de Lua Nova dá a entender que existe um triâgulo, o filme foi realmente FAIL, porque eu tive a impressão, lendo o livro, de que só existe Edward pra Bella e vice-versa. ou seja, nada de triângulos. Jacobjeto é só estepe) [Anísio: eu acho os capítulos seguintes um fracasso também. Mas tudo bem, isso é porque a gente não entende a magnitude da Renesmee. Um dia teremos a maturidade emocional pra amar Gremlins] (Venenosa: Como assim não dá margem para uma avaliação final? Então só poderemos criticar Lua Nova depois que sair Amanhecer? Oxe) [Ana: é, tipo, até Matrix Reloaded, que terminou sem fim, pôde ser criticado, mas Twilight é um nível acima]

Além disso, em Lua Nova, a Bella não sente dúvidas sobre estar apaixonada por Jacob, o filme mostrou exatamente o que deveria mostrar. O R7 critica a adaptação, sendo que não conhece o original. [Thay: NÃO PRECISA CONHECER O ORIGINAL!] (Lily: PERAE! Você não acabou de dizer que existia o trio? Agora me diz que não existe porque Bella não ama Jacob? DECIDA-SE) [Thay: Não sente dúvidas, mas o triângulo é "suposto"? Perdida] (Nuriko caindo de para-quedas na ripagem: É tão ruim que nem precisa conhecer o original para achar ruim) [Anne: você vai falar isso quantas vezes mais,filha? é lavagem miolal?? D:] (Anísio: Sim, e se o que a personagem principal sente é tão óbvio assim, é porque é uma bosta mesmo) [Venenosa: Se o filme mostrou EXATAMENTE o que deveria mostrar, porque cargas d'água os críticos precisam conhecer o original?] (Tamara surgindo do compartimento inundado da arca de 2012: You and I, we were born to fly….) [Lily: LOLE, TAMARA FLOODANDO A RIPAGEM, COMOFAS?]

O site também citou a “sumida de Edward” como algo que se deu somente para prolongar a trama. Foi isso que Lua Nova demonstrou? Ok, pode ser. Mas o filme não acabou, tem continuação, mais uma vez o jornalista se equivocou muito em querer criticar sem saber do assunto. [Lily: Primeiro: o que tem a ver o fato de ter continuação com a enrolação da história? Segundo: CARALHO, NÃO ENVOLVAM JORNALISTAS NISSO, ANTES DE DIZEREM QUE ELES NÃO SABEM NADA, SAIBAM QUE NEM SÃO ELES QUE CRITICAM!] (Thay: Porque normalmente em séries, cada livro/filme tem um ‘final’, mas Crepúsculo é especial) [Venenosa: ela concorda que 'pode ser', mas o fato de ter continuação explica tudo. (Q)] (Nuriko: Mas não é só em Lua Nova. A série INTERIA é pura enrolação) [Thay: Eu ainda não achei o final nem de Amanhecer] (Lily: Eu ainda não achei o começo, pra ser sincera)

R7 tirou sarro da cena do cinema, dizendo que era completamente alheio ao foco da história. Mais um equivoco para a enorme lista do portal R7, essa cena não foi alheia, pois foi exatamente como no livro, os fãs precisavam disso. [Lily: declarou que precisava de uma ceninha mela cueca, né amiga? Foda-se a qualidade, tem que ir apenas o que te agrada] (Ana: Nossa, pelo que tão falando dessa cena, ela foi totalmente aleatória ali, não importa se tá no livro ou não) [Nuriko: Os fãs precisam de MUITA coisa desnecessária, note] (Nani também caindo de para-quedas na ripagem: que cena é?) [Lily: não sei, também não entendi essa parte, pra ser sincera] (Anísio: Os fãs precisam de tanta coisa imbecil, tipo lobisomem sem camisa, e vampiro purpurinado com batom. Gente que faz filme de verdade faz o que quer, e não o que os fãs querem, beijos) [Thay: Ani, isso não se aplica em filmes teen destinados à adolescente sem cérebro ;D] (Jam, mais uma pra completar a festa do para-quedas: minha irmã me diz que a melhor parte é o final, e eu: é porque aparecem os créditos, né?)

Já a MTV Brasil deu a entender que o amor entre Bella e Edward é plágio de Romeu e Julieta. Está ai um comentário que tem apenas a intenção de desmerecer a Stephenie Meyer. Romeu e Julieta é uma história de amor, assim como muitas outras posteriores, só porque eles foram os pioneiros, todo o resto são cópias? [Lily: NOSSA, AGORA DIZER QUE É IGUAL A ROMEU E JULIETA É DESMERECER? Wow] (Thay: E não é um plágio?) [Lily: Claro que não, Thay. É uma tentativa, é diferente] (Anísio: Eu não acho que seja um plágio, é ruim demais pra isso) [Anne: Nossa,ELES ESTÃO XINGANDO ROMEU E JULIETA,OK?] (Thay: Quase comparar Meyer com Tio Will é desmerecer! Crítico maldoso u_U) [Jam: coitado de Shakespeare...] (Nuriko: Shakespeare acaba de chorar lágrimas de sangue em seu túmulo)

O site Terra por sua vez, chamou a Dakota Fanning de “inexpressiva” quando incorporou a Jane. O que há de errado? Era exatamente assim que ela devia ser. Outra crítica de quem se mete a avaliar, sem conhecer o assunto. [Lily: O que eu li é que ela parecia que tinha colocado botox, e isso é verdade. Andaram lendo errado, lovers?] (Thay: Eu acho que o crítico quis dizer outro tipo de inexpressivo, não o inexpressivo da personagem) [Nani: pelo que vi no trailer, a Dakota mandou muito bem o.O] (Ana: nossa, eu não lembro de Jane inexpressiva… “fria”, “malvada”, “cruel”, etc, é diferente de inexpressivo) [Nuriko: Twilight tem o dom de deixar os atores inexpressivos. É o choque deles enquanto pensam: "Merda! É aqui que minha carreira termina."]

Já Pablo Vilhaça, criticou o fato do Jacob ficar sem camisa na maior parte do tempo. Como ele não notou que os lobos tem a temperatura mais quente do que o resto dos humanos? Por isso, sentem calor. [Ana: VILHAÇA. TOME NO CU, MENINA] (Thay: Ele tem que NOTAR! SOZINHO!) [Ana: NOOOOOSSA, COMO ELE NÃO NOTOU?] (Nuriko: HSUAHHUSHAUHSUAHUSHUAHUSHUAHUSHUAHUSHUAHUSHUAHUSAHUS Como será que ele NÃO notou?) [Thay: Ele é crítico, não mágico] (Lily: CONCORDO COM A CRÍTICA! Como Pablinho pode reclamar de Jacó sem camisa? Foi tudo que prestou no filme!) [Ana: Provavelmente ninguém DESENHOU isso no filme, né? porque pelo jeito precisa ler o livro pra entender] (Anísio: Detalhe que se eles tivessem a temperatura mais quente mesmo, eles sentiriam frio. E o Pablo Villaça deu 3 fucking estrelas pro filme. Bem mais do que ele merecia) [Anne: Ani,estamos falando da lógica Meyer] (Jam: Pablinho precisa ser mais esperto) [Ana: Precisa ler o livro, coitado. Só ele acha que tudo se explica no filme...não entende nada, pobre Pablito]

O mesmo crítico chamou Robert de “um dos intérpretes mais inexpressivos da nova geração”. Ele é um intérprete ou um personagem inexpressivo? Certamente, Pablo não sabe que os vampiros de Meyer tem pouca expressão. [Ana: E todo mundo é frustrado porque nunca vai ter um cara como ele!] (Nani: ééé… sou uma mal-amada invejosa, daria tudo pra ter um gelinho me dando um filho!) [Thay: Ele tem saber, tem que notar, tem que ser um gênio para entender esse filme] (Anne: eu não quero uma estátua de gelo como filho) [Lily: COITADO DO PABLITO, não sabe que Meyer criou personagens sem expressão... porque, sabe, ele ESPERA que filmes de sucesso tenham personagem de expressão, sabe?] (Nuriko: Pablo, meu amor…A moda agora é ser inexpressivo, não entendeu?) [Jam: Ele é um intérprete ou um personagem inexpressivo? Ele é um intérprete ou um personagem inexpressivo? Ele é um intérprete ou um personagem inexpressivo? Pior frase EVER. E a culpa é do Pablito! que não sabe que as expressões do Edward se limitam às sobrancelhas... tsc, tsc... acho que ele e a Emma Watson são amiguinhos]

Lily: e aí a crítica acabou

Todo o chat: QQQQQQQQ!

Tsc tsc tsc, a mente lover, vai entender….

E todo mundo agora é hater!

•19/11/2009 • 42 Comentários

Na véspera de Lua Nova, a mídia *minha área de trabalho, que orgulho* bota a boca no trombone e mostra as críticas que as pessoas tem a fazer sobre o filme. E como nós, haters, adoramos uma alfinetada na série, hoje vamos trazer TODAS as notícias haters mais importantes da semana.

Primeiramente, vamos começar com a crítica do Omelete!

Segundo filme da série é superior ao anterior, mas muito repetitivo

A Comic-Con deste ano foi marcada pela invasão dos twilighters, os fãs da saga Crepúsculo. Para ver o painel em que os atores da série estariam presentes, teve gente que acampou do lado de fora do Centro de Convenções de San Diego. Um público que causou uma histeria inédita com gritos nunca ouvidos antes na Sala H, acostumada a nerds, mas não a meninas histéricas. Houve até uma brincadeira feita pelo quadrinista, cineasta e humorista Kevin Smith que exaltou o alto nível de hormônios femininos na Sala H (veja aqui por sua própria conta e risco).

Sim, os fãs da série escrita por Stephenie Meyer estão se multiplicando como leucócitos em tempos de gripe suína e graças a eles – e aos 380 milhões de dólares que geraram nas bilheterias mundiais com o Crepúsculo – a Summit teve dinheiro para bancar não apenas o segundo, mas também o terceiro capítulos da série, que foram filmados um em seguida do outro. A Saga Crepúsculo: Lua Nova (Twilight Saga: New Moon, 2009) estreia agora e Eclipse já está programado para junho de 2010.

Sabendo que está falando para um público fanático, o diretor Chris Weitz (que substitui sem deixar saudade a fraca Catherine Hardwicke) não perde tempo com flashbacks. Quando o filme começa, é aniversário de Bella (Kristen Stewart) e a passagem do tempo pesa muito para ela, afinal, seu purpurinado amado Edward (Robert Pattinson) não envelhece. Na festa na casa dos Cullen, Bella sofre um corte de papel e quase é atacada por um dos irmãos. É o início do drama do esbranquiçado Romeu, que percebe o risco que sua Julieta corre ao ficar ao seu lado e decide se afastar. Inventa, então, uma historinha furada que ela não é boa o suficiente para ele e some de Forks, a cidadezinha onde viviam. Não sem antes explicar para ela quem são os Volturi, a realeza de sua raça, e o que eles fazem.

Depois de muitas noites sem dormir e chiliques, a desconsolada menina pouco a pouco volta a viver, mas não esquece Edward, que aparece em forma de visões sempre que ela se coloca em perigo. Ao perceber isso, Bella começa a se atirar em situações arriscadas. Uma delas envolve andar de moto. E é aí que entra Jacob (Taylor Lautner), amigo da família e apaixonado pela moça. Juntos os dois vão reconstruir umas motos, para que ela possa se aventurar sobre duas rodas e assim vislumbrar flashes daquele que dilascerou seu coração. Porém, passar tempo ao lado de Jacob cicatriza o peito da garota, que agora começa a nutrir emoções pelo descendente de índios. Até que leva o segundo pé-na-bunda e a história começa a se repetir – até os não-beijos são iguais! – , desta vez trocando o drama dos vampiros pelo clã dos lobisomens, seus grandes rivais.

O drama novelesco, as atuações exageradamente teatrais (embora já bem melhores do que no filme de estreia) cheias… de… longas… pausas… entre… uma… palavra… e… outra… podem enervar os desavisados, mas é tudo o que querem as menininas de 12 anos (tenham elas a idade real que for). A cada jura barata de amor do tipo “Você é a única coisa que me mantém vivo” dita por Edward ou barriga de tanquinho que aparece, suspiros serão ouvidos nos cinemas. E se prepare, pois eles são tão frequentes quanto as cenas em que a câmera passeia ao redor da Bella, mostrando como ela está perdida – ora em um mundo que não é o dela, ora em seus sonhos, ora entre seus dois amores. Tecnicamente, é um grande avanço em relação ao limitado primeiro capítulo e seu jeitão de telefilme, mas a repetição de cenas como essa ou as contemplativas que visivelmente só estão ali para mostrar as músicas que estão no CD da trilha sonora do filme cansam.

Mas se você é fã, nada disso importa. E é fácil entender o seu “guilty pleasure”, desde que você tenha plena consciência que gosta de algo que não é bom, mas mesmo assim lhe dá prazer – como comer aquela pipoca doce do saquinho rosa mesmo sabendo que o verão está aí na porta. Qualquer meninina que está descobrindo sua sexualidade sonharia em ter dois caras sarados brigando por ela, dizendo que a amam e fariam de tudo para protegê-la de todos os perigos até o fim de suas vidas. E nada melhor do que criar um príncipe encantado que, literalmente, já vem brilhando. O sábio Kevin Smith mais uma vez acertou na mosca. De forma grosseira, verdade, mas qualquer um que use óculos certamente vai ficar com eles embaçados depois da última frase do filme. É muita umidade!

Agora, a crítica do Kevin Smith

E agora, hora de Rubens Ewald Filho. Aquele crítico foda, sabe?

Temos boas e más noticias: as boas, infelizmente, são somente para os produtores e distribuidores que têm em suas mãos um filme à prova de crítica, as adolescentes certamente o transformarão num grande êxito, ainda maior que o primeiro (até porque tiveram de tempo de aumentar desde então a popularidade dos livros e tornar a série mais conhecida).

A má é que dá impressão que não melhoraram de propósito, este segundo capítulo é quase tão ruim quanto o primeiro. Tem pouca ação, é interminável e com vários finais (depois que se percebe que são realmente 130 minutos), os efeitos especiais não melhoraram (os lobisomens são falsos e mal feitos e deixam saudade do Lobisomen Americano em Londres feito há mais de 20 anos). Não adiantou trocar de diretor, este Chris Weitz (A Bússola de Ouro, Um Grande Garoto) é frio, não sabe criar tensão, atmosfera, emoção ou sequer romance. Para não dizer que tudo é pior, realmente a maquiagem de Edward (Pattinson) está ligeiramente menos falsa (mas em compensação resolveram cobrir o rosto dele de vez em quando com uma camada de brilhos de estrelinhas que é absolutamente inadequada).

A mocinha Kristen Stewart é um fenômeno de passividade, em qualquer circunstância, a qualquer momento, ela tem a mesma expressão de coisa alguma. Uma água parada com a boca perpetuamente aberta (tenho dúvidas, não sei se é para esconder o queixo feio ou mesmo falta de ar). Os olhos são parados, a cara pálida (aliás, comentada várias vezes no filme), declarando amor ou morrendo ferida tem sempre a mesma cara de ausência. Não está nunca aí para coisa alguma.

Verdade que o roteiro não ajuda nada. Não vamos lembrar nem do diálogo risível (a própria plateia da pré-estreia não perdoou, debochando de alguns), mas nos fixar na tentativa frustrada de criar um triângulo amoroso, o que nunca sucede porque o novo casal, Bella e Jacob, nem sequer consegue se beijar direito.Obviamente, então, o rapaz não é páreo para o vampiro. Neste caso, a sumida que Edward dá logo no começo da história só tem sentido porque a autora assim o ordenou, para prolongar a trama. Ele continua a fazer aparições esporádicas na forma de anjo da guarda/fantasma, enquanto a moça desenvolve uma perigosa tendência auto-destrutiva. Dá a impressão de que a roteirista (Melissa Rosenberg, a mesma do anterior e do próximo, Eclipse) se enganou de filme e fez uma cena de comédia tipo American Pie, com Bella indo no cinema com Jacob e outro rapaz (que passa mal quando vê filme de ação!). Nada a ver com o espírito do filme.

Nem tudo, porém, é desastroso. Robert Pattison tem um certo charme europeu que parece lhe ajudar (mas falta intensidade na cena de despedida do casal no começo, que é muito frágil). Depois, só Bella mesmo não saca que Jacob virou lobisomem (o menino Taylor do filme anterior tomou tanto anabolizante que ficou deformado, parecido com o Incrível Hulk. O rapaz ao menos ainda tem certa juventude e espontaneidade que compensam sua aparência mais assustadora que sedutora).

De vez em quando o filme melhora por instantes, porque surge um ator de verdade no deserto geral. Por exemplo, o vampiro de dredds, Laurent (Edi Gategi), que dá vida aos poucos momentos em que aparece. Mesmo Dakota Fanning, que tem errado muito, não se sai mal em suas poucas cenas como Jane. Não entendo o que faz o excelente Michael Sheen (A Rainha) novamente fazendo vampiro depois daquele horrível Underworld 3. Mas sempre um bom intérprete dá um up, apesar de prejudicado pelo figurino ruim e a direção de arte inominável (aquele gentarada vestida de encapuzados vermelhos em plena Volterra medieval, onde de repente pegam um elevador moderno e verde!). Não vou nem mencionar o fato de esquecerem de Bella que machucou o rosto na cena anterior (bateu na pedra) e a trilha musical de canções insistentes (nenhuma delas é valorizada, mas ainda assim me pareceu das melhores coisas desta continuação).

Afinal é igual, ou pior do que o primeiro? Na dúvida, os autores vão ficar muito chateados no caminho do banco contando o dinheiro que fizeram.. Ah, esses fãs tão incautos…

Depois… SIMPSONS E DANIEL RADCLIFFE!

Astro de “Harry Potter” será vampiro em episódio de “Os Simpsons”
O ator Daniel Radcliffe, astro da saga “Harry Potter”, emprestará sua voz para um episódio do seriado “Simpsons” que irá satirizar “Crepúsculo”, série de filmes sobre vampiros baseada nos livros de Stephanie Meyer.

De acordo com informações da “Entertainment Weekly”, Radcliffe fará Edmund, um jovem vampiro pelo qual a personagem Lisa se apaixona. O pai de Edmund e Homer tentarão então dar fim ao romance.

O episódio, intitulado “Treehouse of Horror 21″, deve ir ao ar somente no ano que vem.

“Daniel está bem animado para participar de ‘Os Simpsons’”, disse Al Jean, produtor executivo da série. “Nós tentamos arrancar dele alguns segredos sobre os próximos filme do ‘Harry Potter’, mas depois nos demos conta de que eles estão todos nos livros”, brincou.

(nota minha, eu só não gostei do nome Edmund, mas isso é porque eu sou fã de Nárnia, e Edmund é MARA)

E pra completar, a mais surpreendente de todas… MILEY CYRUS O.O

“Eu não gosto de nada em ‘Crepúsculo’”, diz Miley Cyrus
A atriz Miley Cyrus disse não gosta de nada na saga “Crepúsculo”, nem se interessa pelo universo de vampiros e lobisomens que virou febre entre grande parte dos adolescentes do planeta.

Famosa pelo papel principal em “Hanna Montana”, Miley disse em entrevista a uma rádio dos EUA, que não dá a mínima para a saga, cujo último filme, “Lua Nova”, estreou recentemente.

“Eu não poderia me importar menos. Eu nunca vi [o filme] e nunca vou ver”, salientou a atriz.

Miley explicou o porquê de seu pouco caso com o universo vampiresco: “eu não acredito nisso, eu não gosto de vampiros, nem de nada dessas coisas”.

Ela acrescentou ainda que também não acha legal “o lobo que salta da tela quando estou assistindo televisão de noite. Não quero ter nada a ver com isso. Não gosto das camisetas nem de nada relacionado a isso”, reforçou Miley.

Ok ok… depois que Miley disse isso, eu concluí que tem de TUDO!

EDITANDO NO DIA 20/11, ESTREIA DE LUA NOVA!

Ok, hoje surgiram MAIS críticas ao filme. E como eu não resisto, BORA ver o que temos a dizer.

Terra fala o seguinte…

Terra viu ‘Lua Nova’. Infelizmente, é ruim

(ok, comentário meu porque eu sou bicuda… infelizmente uma ova, vocês esperavam MESMO que fosse bom?)

Tsc, tsc, tsc. Lua Nova – que estreia nesta sexta-feira (20), mas que, às 0h desta quinta-feira (19), já será exibido em alguns cinemas do país – tinha tudo para ser um filme redondinho, para arrebatar uma grande audiência que não só a plateia adolescente e fã dos livros, dos personagens, dos atores e da parafernália toda de produtos que vem pendurada à saga de livros – que virou cinessérie – Crepúsculo. Tinha história e dinheiro para isso (não muito mais que o primeiro, na realidade). Mas as oportunidades foram desperdiçadas. É uma pena.

O segundo filme consegue ser pior que o primeiro (Crepúsculo, de 2008), muito criticado principalmente pela maquiagem amadora e efeitos especiais que deixaram a desejar -falha imperdoável em filmes que tratam de um mito tão forte quanto o do vampiro. Em Lua Nova, os atores principais parecem ter se mediocrizado e nem mesmo a substituição da diretora Catherine Hardwicke por Chris Weitz (de A Bússola de Ouro), considerado mais experiente e adequado a esse tipo de filme (aventura fantástica), injetou apuro e sofisticação à cinessérie.

Ok, os efeitos melhoraram, mas ainda falta muito pra chegar no nível dos filmes do bruxo Harry Potter ou até mesmo de True Blood, uma bem-sucedida série de TV sobre vampiros da HBO. Mas a maquiagem…

Receita de bolo que desandou

Escrita pela dona de casa americana Stephenie Meyer, a série de quatro livros que conta as agruras do amor entre a humana Bella (Kristen Stewart) e o vampiro Edward (Robert Pattinson) – ambos adolescentes (quer dizer, ele tem 17 há 109 anos) – virou best-seller, com mais de 80 milhões de livros vendidos desde 2005. Seus ingredientes são perfeitos para uma receita de bilheteria apetitosa: amor, dor, paixão, ocultismo, sofisticação, aventura, muita fantasia e o tema da hora, o vampirismo.

Na verdade, o cinema já se fartou desse caldo substancioso e arrecadou, no primeiro filme, Crepúsculo, mais de US$ 383 milhões – a maior bilheteria de todos os tempos de um filme de vampiro. Quantia pra deixar qualquer estúdio com água na boca e gostinho de quero mais. Mas os problemas do primeiro filme, que teria custado US$ 37 milhões, reaparecem neste segundo – orçamento estimado de US$ 50 milhões – e outros novos dão as caras.

O que deu errado?
Como o ritmo de Lua Nova, em comparação ao de Crepúsculo, é mais lento (arrastado?), sem tanta coisa acontecendo ou tantos elementos novos a introduzir, fica mais evidente a inconsistência do elenco principal e torna a aventura de assistir ao filme quase um suplício. Mesmo para quem curte a série de livros.

Na sessão que o Terra teve acesso, cerca de 80% da sala era composto de fãs teenagers. Até eles, fissurados por Bella, Edward e Jacob, riram nos muitos momentos constrangedores do filme.

A transformação dos lobisomens ou, melhor, lobos gigantes (aos debutantes no mundo de Stephenie Meyer vale avisar que muitas das características conhecidas de vampiros e lobisomens são modificadas em seus livros), também fica aquém da expectativa, talvez pelo orçamento limitado. A título de comparação, os primeiros filmes da cinessérie Harry Potter gastaram cerca de US$ 100 milhões, ou seja, o dobro da conta de Lua Nova – blockbuster custa caro.

É quase certo que Lua Nova terá uma carreira promissora nas bilheterias. A histeria dos fãs espalhados pelo mundo em torno de tudo o que diz respeito ao casal Bella/Edward, o interesse demasiado no pretenso romance (na vida real) de Kristen e Pattinson – que esta semana integrou a lista dos 100 homens mais sexy do mundo da prestigiada revista People – e o número da vendagem dos livros da série, que só aumenta, são argumentos suficientes para acreditar nesse sucesso.

Mas, num mundo dominado pela tecnologia, no qual o twitter dita (e muda) a cada segundo o way of life de legiões de seguidores – que levam a opinião, mesmo que curta (140 caracteres), a ferro e fogo e usam e abusam de seu poder verborrágico ao “tc qquer” comentário -, é complicado acreditar que somente o belo rosto e o sarado torso de Pattinson – e agora também de Taylor Lautner (o lobisomem Jacob) são suficientes para ludibriar a audiência teen. Pode até acontecer, mas não por muito tempo. É subestimar demais os garotos e garotas, que estão cada vez mais espertos e críticos.

(ok, para TUDO. Olha, eu sei que você acredita num mundo melhor e tal, mas juventude mais esperta e crítica? Desculpa, amigo, mas sinto dizer que não é assim. Afinal, Crepúsculo virou moda, não?)

O que provavelmente faltou e o que foi bom

Uma solução para os problemas de Lua Nova poderia ser arriscar mais na direção e investir melhor na preparação (dramática, não física) do elenco. Isso poderia reverter a falta de ritmo e minimizar o ridículo de algumas situações provocadas pela, talvez, mão brega de algum produtor com medo de sair fora do padrão “água com muito açúcar”, que se padronizou para filmes teens ou focados na plateia feminina.

Mas nem tudo está perdido em Lua Nova. A fotografia ganhou matizes e pinceladas de sofisticação, resultando numa atmosfera onírica – bem ao sabor da história. Dá até para arriscar o adjetivo belo nesse quesito.

Taylor Lautner (Jaocb) é uma grata surpresa. É o menos pior do elenco principal. Justo ele que, logo após o primeiro filme, era estraçalhado pela mídia, indústria e até fãs da série por acharem que ele não teria estofo para alcançar o “talento” e o carisma de Kristen e Pattinson. Inclusive, sua substituição chegou a ser ventilada.

Mas dói o coração ver desperdiçado o talento de Michael Sheen, como o afetado vampiro Aro Volturi, e Dakota Fanning, como Jane, a vampira de olhos vidrados e feições inexpressivas – a menina tem 15 anos e parece que enfiou a cara numa bacia de Botox. Triste.

O problema nisso tudo é que mexer com filmes desse porte, que envolvam uma franquia midiática como a de Crepúsculo, com uma legião de adoradores, é uma faca de dois gumes – chavão, mas ele é perfeito para explicar o caráter pernicioso da adaptação dos livros de Meyer. Se por um lado é tentador – como o sangue humano para os vampiros -, pela grande vocação comercial que esse tipo de projeto traz, por outro é aterrorizador, já que a responsabilidade em satisfazer a expectativa dos passionais fãs é gigantesca e qualquer deslize pode ser mais fatal que uma patada de lobisomem.

Entre gritos e sussurros

Para quem faz questão de estar com o assunto do momento na ponta da língua, uma dica: vá ver ao filme com algum fã da série. É o maior entretenimento que Lua Nova proporciona aos não-fanáticos. A cada suspiro e grito (sim, grito histérico) das garotas toda vez que Edward surge, tira a camisa ou se declara a Bella é uma diversão. Quando o Cristo Redentor aparece ao fundo de uma cena “tensa” de Edward (sim ele se refugia no Rio de Janeiro, no início da trama), então, os teens brazucas vão à loucura.

Muito bem, agora, mais do Terra
 
Crítica internacional detona ‘Lua Nova’

Vai ter fã mandando más vibrações para jornalistas (principalmente pra mim, falei) antes da estreia de Lua Nova na próxima sexta-feira (20). A crítica especializada internacional é unânime: o mais esperado filme do ano já é considerado, por muita gente, o pior lançamento de 2009.

O respeitado New York Post disse que as más atuações do elenco são como notícias ruins: não melhoram com o tempo. Além disso, citou que o plus de US$ 15 milhões injetado na produção desta segunda aventura protagonizada pelo casal insosso Edward e Bella, não foi o suficiente para trazer qualquer tipo de empolgação. “Lua Nova deveria ser a mais excitante história de amor do ano, adicionado a uma trama de monstros. Mas onde está a excitação? Pra onde foi a ação?”, cita o ácido crítico Kyle Smith.

Roger Ebert, do Chicago Sun Times, afirmou que o carisma dos atores é digno de uma homenagem no Madame Tussaud – o museu de cera de Nova York e Londres.

O jornal Charlotte Observer seguiu outro caminho, detonando a direção de Chris Weitz: “como em Bússola de Ouro, ele se preocupa em filmar cenas muito longas e desnecessárias”, dispara. Ele termina o artigo citando que Eclipse, terceiro filme da série, vem aí: “Eu preferia que alguém arrancasse minha cabeça no lugar.”

Nenhum artigo, no entanto, foi mais cruel do que o escrito por George Roush no site Latino Review. O crítico abriu entrelinhas para cada personagem principal do longa-metragem. À atuação de Kristen Stewart, disparou ironias, dizendo que, como no primeiro filme, ela adora mexer nos cabelos, ficar com a boca entreaberta e dizer uma série de falas inexpressivas olhando para o chão.

Disparando “elogios” à atriz -à qual se referiu, com ironia, como a melhor de todos os tempos- disse que todas as meninas de hoje deveriam ser como Bella, usando palavras agressivas para expressar seu ponto de vista.

O site The Wrap fez uma matéria explicando porque as pessoas deveriam detestar Crepúsculo. Segundo ele, os filmes da série são chatos. “Os fãs deveriam seguir os conselhos da lendária atriz Lauren Bacall, que deve conhecer um ou dois filmes, além de amor verdadeiro”, diz a resenha. Recentemente, a atriz do cinema clássico – que essa semana recebeu um Oscar pelo conjunto da carreira – disse que queria “enterrar seu salto agulha na cabeça da neta” quando ela a fez assistir Crepúsculo. Para ela, os fãs da série deveriam conhecer mais sobre cinema e assistir Nosferatu (1922), clássico absoluto do gênero vampiros.

Mais surpreendente ainda foi uma matéria que o New York Magazine fez na tarde desta quinta-feira (19). Segundo eles, o diretor do filme, Chris Weitz, já sabia que o filme seria criticado. “Weitz agiu na defensiva desde que o primeiro trailer caiu na rede”, afirma. Segundo a revista, após ler as críticas negativas, o diretor chegou a comentar que deixaria a carreira por um tempo.

AHÁ, E EU ACHANDO QUE NÓS ÉRAMOS MALVADOS, HUAHAUHUA! Adoro os críticos, falei!

Pra terminar, mais uma surpresa: A VEJA!

Descabeladamente romântico
Lua Nova, o segundo filme da saga Crepúsculo, quer atrair agora também os garotos, com lobisomens superpoderosos e cenas de ação. Mas, para manter fiéis as meninas que a-do-ram a série, reforça ainda mais o drama de amor adolescente entre o vampiro cavalheiresco Edward e a adolescente casta Bella

(ok, mais um comentário jornalístico… linha fina GRANDE, hein?)

Como tantos adolescentes do ensino médio, os enamorados Edward (Robert Pattinson) e Bella (Kristen Stewart) estão mais interessados no seu ti-ti-ti íntimo do que naquilo que os professores tentam ensinar. O professor de literatura, irritado com a desatenção de Edward, pede que ele reproduza a fala do Romeu, de Shakespeare, pouco antes do suicídio – e Edward o surpreende. Conhece o trecho de cor e o recita com sentimento: “A morte, que sugou o mel do teu hálito, não teve poder contra tua beleza”. “Foi esquisito fazer aquela cena”, disse o ator inglês Robert Pattinson, de 23 anos, a VEJA. “Toda a sala, cheia de extras, olhava para mim. Errei e tive de recomeçar várias vezes.” Dificilmente essa será a sequência mais lembrada de Lua Nova (The Twilight Saga: New Moon, Estados Unidos, 2009), a continuação de Crepúsculo, que estreia no país na próxima sexta-feira. As garotas – público primordial dos filmes baseados nos best-sellers de Stephenie Meyer – vão suspirar diante do inefável Pattinson. Um novo ímã para seus olhares é o pedaçudo Taylor Lautner (que interpreta o lobisomem Jacob), exibindo seus peitorais malhados. No esforço de incrementar o apelo para os rapazes, há mais sequências de ação e muita computação gráfica. A citação de Romeu e Julieta, porém, dá o tom do filme, em tudo fiel ao espírito do livro original. Stephenie Meyer, mórmon praticante, dispensa o ardor sexual do jovem casal criado por Shakespeare – mas, nos quatro romances que já venderam mais de 80 milhões de exemplares ao redor do mundo, não tem pudor de retratar, com as tintas mais encarnadas, o drama desesperado que é o amor adolescente.

Dirigido por Catherine Hardwicke, Crepúsculo, o primeiro filme, trazia o início do amor entre o vampiro Edward, virtualmente imortal, dotado de força e velocidade sobre-humanas e capaz de ler mentes, e a humana Bella, uma desajeitada garota que se muda do ensolarado Arizona para o frio estado de Washington (as locações não são lá: no primeiro filme, foram no Oregon; em Lua Nova, em Vancouver, no Canadá). Com o orçamento relativamente modesto de 40 milhões de dólares, o filme teve bilheteria mundial de 350 milhões de dólares e projetou Kristen e Pattison como o casal mais queridinho do cinema (sim, eles namoraram fora das telas, mas agora estão aparentemente dando um tempo). Lua Nova é sobre rompimento e dor. No seu aniversário de 18 anos (a atriz tem 19), Bella começa a se angustiar com o fato de que está envelhecendo, enquanto seu namorado, que tem 108 anos, estacionou na aparência de 17. Edward, cioso dos perigos que a companhia dos vampiros traz à amada, acaba se afastando de Bella, na tentativa de protegê-la. Ele tem sede do sangue de Bella, mas contém-se: não quer transformá-la no monstro que ele mesmo julga ser. Essa abstinência tem sido interpretada como uma pregação da contenção sexual para os jovens, muito de acordo com o ideário religioso da autora. A menina entra em desespero, até encontrar consolo na companhia do lobão Jacob.

Edward – quase um deus, mas acessível para a prosaica Bella – inflama a imaginação das fãs. Depois de Crespúsculo, fotos de Pattinson ganharam as paredes dos quartos de adolescentes e pré-adolescentes de todo o mundo. “Nunca imaginei algo assim. No meu tempo de escola, eu não era nem de longe o garoto mais desejado da classe”, diz o encabulado ator de cabelos desgrenhados, enquanto seus dedos de unhas um tanto sujas atarraxam e desatarraxam ansiosamente a tampa de sua garrafa de água mineral.

Com Edward ausente em grande parte da história, tudo indica que chegou a hora de Taylor Lautner, 17 anos. Sua participação no primeiro filme era pouco mais do que uma ponta. Em Lua Nova, o papel cresceu – e Lautner também: ameaçado de ser substituído, o ator franzino malhou e engoliu meses de dieta proteica. “Eu tinha de comer a cada duas horas. Não era agradável”, diz ele. Seu torso esculpido tornou-se um recurso dramático primordial para o novo filme. “Era meio esquisito trabalhar o tempo todo sem camisa no frio de Vancouver, onde todo mundo anda encasacado”, diz o ator. Lautner está namorando a cantora country Taylor Swift (mais um casal dos sonhos…), que recentemente lhe mandou um recadinho carinhoso no monólogo de abertura do programa cômico Saturday Night Life (para em seguida estrelar uma hilária paródia de Crepúsculo, com Frankensteins no lugar dos vampiros).

Nas entrevistas que o elenco concedeu em Los Angeles, todos se fecharam ferreamente contra “perguntas pessoais”. “Kristen é uma ótima atriz”, diz Pattinson quando lhe perguntam sobre a química que os dois demonstram na tela. Dá-se como certo que a situação entre ambos é o inverso daquela representada no filme: teria sido Kristen a responsável pelo fim do namoro. Na entrevista, a atriz filosofou sobre a tristeza mortal de Bella ao ser abandonada pelo namorado hematófago: “A dor de Bella ao perder Edward, embora metaforicamente represente algo muito real, é colocada em um mundo com o qual não temos como nos relacionar. Eu acho que a história se sustenta sem os aspectos míticos, tem uma dinâmica sólida entre os personagens, mas… Eu me perdi totalmente. O que você perguntou mesmo?”.

Os aspectos míticos e a dinâmica dos personagens são o de menos: o enredo é descabeladamente romântico. O torturado Edward dá o fora em Bella e, ato contínuo, Bella perde-se, alucinada, na floresta, até desabar entre as árvores. Edward, exilado em um Rio de Janeiro de fancaria, recebe a notícia equívoca de que alguém morreu, logo conclui que foi Bella – e parte para tentar o suicídio (muito difícil de conseguir entre os vampiros). Até os lobisomens são hipertrofiados: no lugar da criatura tradicional, meio canina, meio humana, são lobos enormes – do tamanho de um cavalo. Tudo isso é um tanto indigesto para o público maduro. Mas Lua Nova deve abocanhar a bilheteria com dentões enormes – de vampiro ou lobisomem, agora tanto faz.

EUROPEUS — E, PORTANTO, MALVADOS

Os vampiros imaginados por Stephenie Meyer são diferentes daqueles consagrados em clássicos como Drácula, de Bram Stoker. Expostos ao sol, não viram cinza, mas brilham. Não são necessariamente maus – podem escolher o caminho do bem, como fizeram Edward e sua família. Em Lua Nova, porém, surgem personagens mais clássicos: nas ruas sinuosas de Volterra, na região italiana da Toscana (substituída, nas locações, pela cidade próxima de Montepulciano), vive o clã dos Volturi, a realeza do mundo dos vampiros. Fazem parte desse núcleo os dois atores mais experientes do elenco: o galês Michael Sheen, 40 anos, que interpretou o primeiro-ministro britânico Tony Blair em três produções, e a americana Dakota Fanning, que, apesar dos tenros 15 anos, acumula uma filmografia respeitabilíssima. Os Volturi representam a visão mais tradicional desses monstros: europeus, aristocráticos, sofisticados e muito perversos. Mas, com suas perucas compridas e o figurino cheio de fru-frus, o bando resulta mais pavoroso do que apavorante. Sheen tem uma filha de 10 anos que, leitora apaixonada de Stephenie Meyer, exultou ao saber que o pai iria trabalhar em Lua Nova. Dakota, que cursa o ensino médio, faz parte do público típico dos livros. “Li todos os quatro livros em uma semana. E depois fiquei triste por ter acabado tão rápido”, diz, com seu sorriso ainda infantil, de dentes pequenos. É seu primeiro papel de vilã – ela interpreta Jane, uma vampira que tem o poder de, apenas com o olhar, submeter suas vítimas a uma dor excruciante. Seus grandes olhos claros aparecem ocultos por lentes de contato, de um vermelho bizarro. “Dakota fica assustadora com as lentes vermelhas. Já eu fico parecendo um coelho”, afirma Sheen, com seu humor britanicamente autoderrisório.

Ou seja, meus amigos, transformaram os Volturi em bibelôs. Porque vampiros mais próximos dos decentes parecem bonequinhas agora, ÓTIMO!

E vocês, o que tem a dizer?

Lily

#twilightsucks

•17/11/2009 • 22 Comentários

Dia 20 vai piorar. Vai ser a estreia do novo filme porque um não era ruim o bastante. Várias fãs surtando, pentelhando, falando demais de New Moon, certo? Isso vai gerar um TT no Twitter para elas.

Por que não podemos ter nosso TT também? Sim, vamos tentar chegar ao TT com o #twilightsucks no dia 20/11, no dia da estreia. Talvez não vamos chegar ao TT, mas ao menos vamos tentar, né? Nossa voz também precisa ser ouvida, há! revolução de sofá

Se você tem Twitter, se junta. Dia 20, todo mundo twittando #twilightsucks. Mas cuidado, não adianta twittar uma mensagem com vários #twilightsucks, o Twitter pode considerar isso spam e bloquear a hashtag.

Se quiser seguir nosso Twitter, está ai do lado ->

Todo mundo junto? Yay!

(Thaís)

Astro de ‘Crepúsculo’ vira tema de documentário

•06/10/2009 • 110 Comentários

Bem, não bastou a biografia!Precisa ser DOCUMENTÁRIO!

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Astro de ‘Crepúsculo’ vira tema de documentário

Filme narra vida de Robert Pattinson, da infância à fama.
‘Robsessed’ será lançado em DVD nos EUA em novembro.

Essa capa é TÃO fake…

Aos 23 anos, o astro da série de filmes “Crepúsculo”, Robert Pattinson, já é tema de documentário. O filme “Robsessed” (Lindo título!), que deve sair em DVD (Se fosse pro cinema ia ser O FIM, fikdik) nos EUA no início de novembro, promete contar a vida do ator britânico, desde a infância até o estrelato. (NOOOSSSAAA, que vida, hein??NOFFA!Tem que falar também dos INÚMEROS filmes que ele fez!Devem ser oito horas de duração!-n)



Segundo a Revolver Entertainment, responsável pela (falta do que fazer) produção, o documentário mostra imagens inéditas de Pattinson e revela sua carreira (QUE carreira, hein?) como modelo e ator antes de estourar em “Crepúsculo”, no papel do vampiro Edward Cullen. (Vai ser tão divertido quanto descer a ladeira numa lata da lixo cheio de raladores de queijo)



A previsão é de que o DVD chegue às lojas americanas  dia 10 de novembro, poucos dias antes do lançamento do longa-metragem “Lua nova”, sequência de “Crepúsculo”.

Fonte: G1

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A reportagem é curta, não rendeu muitos comentários.

Mas, devo ressaltar que… OMFG COMASIM BIAL/////!

Um DO-CU(rs)-MEN-TÁ-RI-O???????????Pra-quê? Ok, eu sei que a doença o fanatismo das meninhas acéfalas garotas xonadas pelo Pattinson é aloka, mas, calma aew, né? (Esqueci que não existe “calma” no TwiWorld)

O cara não teve assim A vida conturbada e cheia de sucesso pra merecer ser um documentário!

Elvis merece documentário, Michael Jackson merece documentário, Jim Morrison merece documentário…MAS O ROBERT PATTINSON? Acho que nem o Daniel Radcliffe teve um documentário!(Teve?)

Onde o mundo vai parar??

Gi.

“Nunca antes na história deste país…”

•01/10/2009 • 57 Comentários

Pois é. E eu achando que só apareceria aqui de novo em janeiro do ano que vem, trazendo um post sobre a parte dois de “QUEM é melhor que EdCu e Bella Swan”. Contudo, em vista das notícias recebidas no dia de hoje, e com a permissão da Lily – única da equipe que estava comunicável no momento – resolvi deixar a Física de lado por alguns minutos e dar a minha opinião sobre essa situação.

Ah, é a Tamara, para quem se perguntava “Mas quem é essa agora?”

Para quem não sabe, a maior parte da equipe já está na universidade e blá blá blá, salvo algumas exceções, que ainda estão no colégio ou, como é o meu caso, no cursinho, batalhando por uma vaga em alguma instituição de ensino com renome.

Para quem não sabe [2], a rotina de um vestibulando é uma das mais pesadas, em relação aos estudos, apesar de sermos considerados pelo governo, de uma maneira geral, como os “vagabundos” e não temos alguns privilégios como desconto na carteirinha do ônibus – que, por acaso, somos uns dos que mais usufruem, porque muitas vezes temos que ir e voltar de metrô e ônibus para o cursinho de sábado e domingo, em horários que grande parte dos alunos de colégio ainda está dormindo -, porque já terminamos o Ensino Médio, muitos ainda não trabalham, e não estamos inseridos (ainda) em nenhum curso superior.

Acordamos cedo, dormimos tarde, estudamos horas e horas a fio, perdemos festas, perdemos saídas, perdemos vida social, perdemos  muitas vezes até o bom humor e a vontade de conversar. Ao final do ano, muitos simplesmente não conseguem nem mais arrumar um assunto que seja diferente de “vestibular x no dia y”, ou olhar para uma pessoa andando e calcular a velocidade relativa da mesma, ou questionar a quantidade de energia gasta para realizar aquele trabalho. Vivemos para isso, focando apenas no momento em que uma prova irá determinar se todo o sacrifício anual (ou semestral) que fizemos vale ou não a pena.

Acho que todo mundo sabe que 2009 foi um ano de inúmeras (e bruscas, para não dizer “do nada”) mudanças no sistema de muitos vestibulares brasileiros. A UNESP, por exemplo, mudou seu método de avaliação por um parecido com o da FUVEST (duas fases, noventa questões a primeira fase, blá blá blá), com o diferencial de cobrar também questões de sociologia, educação física e filosofia em seu conteúdo – embora sociologia e filosofia sejam matérias muitas vezes não ensinadas em muitos colégios (o meu incluso, que possuía Filosofia como matéria opcional). E nem vou falar sobre teoria de educação física, obrigada; a FUVEST mudou seu modelo da segunda fase: cobrar todas as matérias em 20 questões num segundo dia de prova escrita (o primeiro seria português e redação, como sempre) e, apenas num terceiro dia, cobrar as específicas todas juntas (e incluo minha indignação de incluir MATEMÁTICA como específica para um curso de DIREITO, bjs).

Entre as inúmeras mudanças ocorridas do nada em 2009, deve-se acrescentar a ideia imbecil brilhante de transformar o ENEM em uma espécie de vestibular unificado, onde o estudante não precisaria mais fazer “n!” provas para ingressar em “(n-1)!” universidades. Inicialmente, parecia bom até, ainda mais para pessoas que prestam várias provas em vários lugares – tomando minha pessoa como exemplo, de novo, em novembro faço provas em Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Brasília – mesmo que o ENEM não fosse exatamente um tipo de prova conhecido pela sua dificuldade e capacidade de avaliar realmente um aluno, enfim.

De novo, a ideia parecia boa… Até que o MEC decidiu divulgar vários exercícios que seguiriam o modelo do “novo ENEM”. Qual não foi a surpresa que aquela merda prova seria praticamente o mesmo ENEM de sempre, só que agora com 180 questões, aplicadas em dois dias?

A reclamação já começou aí. Uma prova que não é, nem de longe, referencial para avaliar e selecionar alunos, mantendo o mesmo modelo de “questões putamente longas” que vencem o candidato pelo cansaço e não pelo grau do que sabe ou não sabe, seria a primeira fase (e, em muitas, O vestibular) de inúmeras universidades? 180 questões no modelo cansativo das então 63 questões, em dois dias, MAIS uma redação? Vários professores, coordenadores de cursos e zaz de importância para a mídia avaliaram a prova, onde a maioria sempre dizia a mesma coisa: Esse ENEM não serve para substituir os vestibulares.

Mas tudo bem, a reclamação parou por aí. Afinal, brasileiro que é brasileiro aprendeu a acreditar que os problemas do Brasil serão resolvidos pelo governo (porque, apesar de corrupto, “rouba, mas faz”) – e isso nem é culpa nossa, é só ver na História. Fomos “adestrados” assim – e que nós poderíamos continuar sentados em nossas confortáveis cadeirinhas apenas pensando “eles vão fazer algo descente, vai dar tudo certo, vai melhorar”.

Afinal, somos “o país do futuro”, né?

E hoje sai exatamente o quê no Estado de São Paulo?

ENEM cancelado – MEC aplicará prova em período de 45 dias – fraude – (…)

ENEM cancelado. A mesma prova que substituiria 24 vestibulares de 24 instituições de ensino superior. A mesma prova pelo qual estudantes estavam ansiosos (não num sentido positivo) para fazer, seja para ganhar pontos na FUVEST/UNICAMP/UNESP seja para ingressar na Universidade, como é o caso da UNIFESP em vários cursos.

O problema não é uma prova ser cancelada… Não, mentira, é um problema. A questão é que isso é agravado ainda mais em um ano que grandes vestibulares resolveram mudar seu critério de avaliação, PARA JUSTAMENTE ESSE ANO, e não os próximos, possibilitando aos estudantes tempo de ajuste de segurança para o que vão enfrentar. Isso é agravado ainda mais em um ano que o próprio ENEM resolve mudar, causando alarde em jornais e revistas por MESES, ferrando ainda mais com a cabeça dos estudantes, deixando-os ainda mais preocupados com o que os – NOS – aguardava.

Quero dizer, que tipo de piada é essa? Já não basta o país em si ser uma piada, agora vai transformar o método de ingresso para institutos de ensino superior – onde vários destes possuem excelência internacional – em mais uma delas? Já não bastava o Brasil ser conhecido como um país de grande potencial só que com governantes corruptos e cara-de-pau, que não se importa que o povo saiba de seus podres porque “vão ser eleitos mesmo assim”?  Já não basta a conformação dos brasileiros com o que acontece na vida política de seu país, sem perceber que com pequenas atitudes suas pode-se mudar uma realidade? Já não basta pagarmos saúde e educação duas vezes, já que o dinheiro dos impostos é desviado para o bolso dos políticos que nós mesmos elegemos, e somos então obrigados a procurar por planos de saúde e escolas privadas?

Vários países usam o vestibular como método de ingresso –apenas mudam o fucking nome -, e esse tipo de putaria palhaçada nunca aconteceu ali! Que tipo de incompetência é essa, de deixar uma prova vazar? E antes que venham defender o MEC, ou qualquer coisa do tipo, deixe-me colocar algo bem claro: em uma das provas do ENEM que fiz, em 2007, o responsável pela prova era o CESPE/UnB. Para quem não conhece, é o mesmo que organiza o vestibular da UnB (Dugh) e o concurso da Polícia Federal – tipo, só o concurso mais concorrido do país. A prova para agente e escrivão da PF foi em 13 do mês passado, e alguém ouviu alguma coisa do tipo? Existiu alguma fraude? Alguma falta de organização e mostra de completa incompetência, como foi mostrado pelo MEC o ano inteiro?

É, pois é. Isso porque eu nem comecei – e nem irei – falar sobre o fato do MEC ainda querer lançar o ENEM com novas questões em 45 (ou 60) dias. A prova já estava um lixo com quase dez meses de preparo. O que será em quarenta e cinco dias? Não apenas isso, mas ele quer que o ENEM seja… No dia da UNICAMP? No dia da UEL? Puuuxa! O ano não poderia ser o melhor para os vestibulandos!

E em 60 dias? UFJF!

A questão é que a incompetência e completa falta de educação para os vestibulandos estão no limite. Mudam tudo, não dão tempo de adaptação, alguns mal sabem o que estão fazendo, e ainda meio mundo espera que você passe no vestibular, lá na USP – ou em qualquer outra universidade estadual/federal concorrida – porque, afinal, você estuda há quase um ano num cursinho? Não seria mais fácil anunciar tais mudanças para os anos posteriores, neste ano? Não seria mais fácil montar, estruturar tudo antes de anunciar que prova x substituiria o vestibular hoje conhecido? Não seria mais fácil possuir certo respeito pelas pessoas que estudam e precisam que o dia da prova seja o mais confortável possível, com uma prova já conhecida aos olhos, trazendo assim segurança ao aluno?

 

Não, claro que não. Não num país sério e de altos valores e princípios como o Brasil. Ou, pelo menos, com quem dita as normas por aqui.

Tamara

(Mais) Verdades sobre Crepúsculo.

•29/09/2009 • 39 Comentários

Oi, eu sou o Goku a Kisa, esse é o meu primeiro post e blablabla. Estou passando aqui só para repassar mais uma crítica do digníssimo Rafael Kato, que está precisando urgentemente de um post-homenagem aqui nesse blog por ser a voz da razão na mídia, e um ser que, assim como a Lily, eu super gamei em.

Como a crítica em si é uma delícia e bem mais interessante do que a minha falação, vamos aos fatos (o link para o original está no título da crítica):

Continuação de “Crepúsculo” repete fórmulas clássicas das histórias de amor

“Lua Nova”, novo livro de Stephanie Meyer, traz lamentações de Isabella Swan, personagem central, depois de ser abandonada pelo vampiro Edward Cullen.

“Lua Nova” é o livro que dá continuidade ao best-seller “Crepúsculo”. No Brasil, a obra já vendeu 120 mil exemplares e promete continuar o sucesso no mercado abusando dos clichês românticos para conquistar as paixonites teens. Na história, Isabella Swan, a personagem principal, sofre pelo abandono de seu amor, mas também revela um caráter egoísta e mesquinho.

(Cuidado, este texto possui spoilers)

Se em “Crepúsculo” o amor entre Isabella (ou Bella) e Edward termina como um conto de fadas, então é neste segundo episódio da saga que o amor se transforma em agonia. O vampiro deixa sua namorada após ela ser atacada por Jasper, um dos irmãos dele.

O rompimento entre ambos é trágico e tem o sombrio bosque como paisagem. Bella fica arrasada e não tem forças para caminhar até sua casa. Se perde na floresta e é resgatada pelos amigos de seu pai. Para os leitores, este é o início de mais de 200 páginas de lamentações escritas em primeira pessoa.

Deste modo, a citação inicial de “Romeu e Julieta” (que está incompleta) não mostra nenhum pouco o comportamento da personagem. A frase inteira é: “Essas violentas alegrias têm fim também violento, falecendo no triunfo, como a pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido. Tem, pois, moderação, que o vagaroso, como o apressado, atrasam-se do pouso”. Moderação é uma palavra fora do dicionário de Bella Swan.

A garota sente um “buraco” em seu corpo e não tem vontade para mais nada. Perde os amigos e torna-se um vegetal na chuvosa cidadezinha de Forks. Consumida pela dor intensa, a personagem só se sente melhor quando ouve a voz de Edward, uma alucinação que só acontece quando realiza algo perigoso e de alta adrenalina.

É nesse momento que surge Jacob Black. O garoto da aldeia indígena se transforma no único parceiro de Bella, além de ser o responsável por boa parte das descargas emotivas que provocam alucinações. No entanto, isso traz à tona o lado egoísta da personagem, uma vez que ela usa Jacob como um instrumento para se sentir melhor ouvindo a voz de Edward. 

Bella, mesmo sabendo que o garoto nutre por ela grande amor e admiração, continua a visitá-lo e realimentá-lo com esperanças de um futuro como namorados. A garota nunca o respeita e tampouco o entende por aquilo que ele realmente é, mas o usa para servir aos seus desejos mais íntimos.

Ela também usa Jacob como seu protetor, já que ele e seus amigos, ao se transformarem em lobisomens, são os únicos que podem combater a vampira Victoria, que volta no segundo livro para tentar matar Bella, vingando a morte de James, o sugador de sangue que fora morto por Edward em “Crepúsculo”.

Vale lembrar aqui que toda a versão da história é contada do ponto de vista de Bella, então, obviamente, as recaídas e insinuações para Jacob são excluídas, embora apareçam discretamente nos diálogos com outros personagens. 

Jacob também é usado como um instrumento pela autora Stephenie Meyer. Seu personagem é como uma pedra jogada para o alto: sai do repouso absoluto, depois alcança o topo para cair novamente. Se Jacob representa a falta de ética de Bella, no casa da autora é, de certo modo, falta de técnica narrativa. O garoto cai no completo ostracismo na parte final, assim como Victoria, que alimenta boa parte da tensão do livro. O grande amigo desaparece do mesmo jeito que a inimiga, que ocupou cerca de 130 páginas da obra.

Tudo isso para dar lugar ao retorno de Edward. O vampiro acredita que Bella Swan se jogou de um penhasco para se matar, e não por pura diversão, como foi o caso. O personagem fica transtornado e decide recorrer aos nobres vampirescos, pois eles são os únicos que podem acabar com sua semivida.

Bella, ao saber dos planos de seu amado, viaja até a Itália para impedir Edward e mostrar que ainda está viva.O resultado é que os nobres, conhecidos como Volturi, descobrem toda a história e decretam que Bella deve ser transformada em vampira no prazo mais curto de tempo (tema que se arrasta nos outros livros da série). 

A garota aceita Edward de volta como seu namorado, depois de uma grande desculpa esfarrapada. O vampiro diz: “Menti para salvá-la, e não deu certo. Perdoe-me (…) como pôde deixar que uma palavra anulasse sua fé em mim?”. No fim, Edward, o Romeu, não tomou o veneno, e Bella, a Julieta, não se apunhalou. Quem morre é o leitor, ao ver as idéias de Shakespeare serem banalizadas e reeditadas de forma pueril.

O ponto positivo é que “Lua Nova” possui uma melhora estilística em relação a “Crepúsculo”. Colocar os nomes dos meses, centralizado em uma página, é uma boa saída para dar ao leitor a sensação de passagem do tempo. No entanto, a atmosfera de tensão desaparece e a monocórdia de Bella se arrasta em quase todo o livro.

O segundo livro, assim como “Crepúsculo”, reforça a idéia de que o verdadeiro herói da série é Edward. Seu afastamento temporário da trama é típico das histórias clássicas, pois após o retorno volta mais forte e preparado. Edward se torna mais resistente ao atraente cheiro do sangue de Bella.

Não é por acaso que meninas do mundo inteiro se desmancham ao ouvir o nome do personagem e atacam Robert Pattinson, ator que vive Edward nos cinemas. A única atitude anti-heróica do personagem foi mentir, mas rapidamente justificou suas ações por motivos maiores: o amor.

Só o tempo será capaz de dizer se a história de amor entre Edward e Bella sobreviverá para as próximas gerações, assim como “Romeu e Julieta”. A aposta é que seja apenas um marco de uma geração. Adolescentes ávidos por um romance verdadeiro e puro, maior que um simples beijo numa noite de balada.”

Não existem palavras para descrever a awesomeness dessa crítica. Foi simplesmente o maior epic win já presenciado por um ser humano, e o Sr. Kato com certeza tem a minha admiração.

Mas, como o melhor de uma crítica vem dos comentários das twihards alucinadas por alguém simplesmente expressar uma opinião racional, que não ponha a deusa Meyer num pedestal e que, de modo geral, diga que Twilight e suas sequências são livros feitos pra menininhas suspirantes de 14 anos, com hormônios demais e neurônios de menos que sonham em namorar o bonitão do terceiro colegial, presentearemos os leitores com algumas pérolas tiradas do comentário da matéria:

“(…) e outra, eu li shakespeare, li emily brontë, e vários outros autores consagrados pela literatura, porque eles eram sitados na série de crepúsculo e me interessaram, então para de criticar sem estudar e vai você procurar um amor pra depois você falar com consciência sobre os sentimentos de Bella.xau”
por Luiza

preciso comentar o “sitados”? só isso já é comentário o suficiente. Sitados.  E, novamente, elas falam como se quem não gosta de Twilixo não passasse de brutos que nunca amaram. For God’s sake, eu tenho 17 anos, já tomei vários tocos na vida e não, não é esse dramalhão mexicano que a mórmon não-comida descreve.

“Caro Rafael Kato, sinto-lhe informar que você perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Leia todos os livros com atenção para depois tecer suas opiniões. Outra grande dica é: ame alguém (como eu amei) e seja abandonado por essa pessoa (como eu fui), e você verá que cada palavra de dor descrita por Isabella Swan será como se você tivesse escrito.”
por Patrícia

De novo. Elas estão ficando cansativas.

“ALIENADA E SUA BUNDA ! SEU IDIOTAA … ELAS TAO CERTA ESSA LULU E A OUTRA TBM TAO CERTTAS AGENTE E FA DELApor que ama crepusculo e tudo que tem a ver om crepusculo agente ama maior fa tbm ¬¬ e tds tao certas seu idiota se vce nao gosta nao leia nao critique e nao fala … e outro vai arranjar uma coisa melhor pra fazer tipo cagar ¬¬!”
por Juliana

Dou início aqui às campanhas “LARGUE TWILIGHT E VÁ ESTUDAR PORTUGUÊS” e “EDUQUE SEU FILHO, O MUNDO NÃO MERECE MAIS CRIANCINHAS MIMADAS”.

Não há limites para a alienação dessas meninas, e é um alívio saber que ainda existem pessoas que conseguem expressar uma opinião racional, sem medinho de pitis de adolescentes mimadas. Novamente, agradecemos a ele por, indiretamente, expressar nossas opiniões, ainda mais em um veículo tão grande quanto o site da Abril. Tudo de bom para ele.

E uma imagem fofinha pra não deixar só texto, mas que ilustra bem nossa opinião sobre tudo o que foi dito:

Owned. Pura e simplesmente.

Owned. Pura e simplesmente.

x0xo,
Kisa.

QUEM é melhor que Edward Cullen/Bella Swan

•19/09/2009 • 70 Comentários

Depois de tempos sem aparecer por aqui, decidi fazer uma postagem leve a respeito não do que é melhor que Twilight, mas a respeito de QUEM é melhor que Edinho e Bella – tanto o casal quanto cada protagonista em si.

Não entendeu? Achou confuso? Vou explicar.

Observando a personalidade de Edward – e a falta de personalidade em Bella – e, relembrando todos os meus personagens favoritos, decidi estabelecer uma amostra sobre o que eu considero bons personagens – e com boas histórias de romance, que não necessariamente são a trama de todo o livro como a falta de enredo que o livro do vampiro-lamparina mostrou e.

Aqui falarei sobre quatro dos meus “casais 20” e o desenvolvimento individual e em conjunto dos mesmos.

1.     Alec Buchanan/ Regan Madison

(A Próxima Vítima - Julie Garwood)

 

Um dos melhores romances da Julie, em minha opinião – achei que a história começou a ficar bem repetitiva em suas histórias contemporâneas após Vítima. Mas, em termos de história e romance, acho que Alec e Regan ficam na terceira ou quarta posição entre os melhores casais criados pela Julie – e, diferentemente da Meyer, queridos, ela tem uma COLEÇÃO de casais para se analisar, obrigada por perguntar.

Regan Madison é membro de uma proeminente família de Chicago, uma das donas da rede dos hotéis Hamilton, dirigida por ela e seus dois irmãos, Spencer e Aiden. O prólogo do livro começa mostrando uma garotinha que oscila entre a sensibilidade – que às vezes beira ao tom mimado de uma criança criada a “leite ninho”, como diria minha mãe – e coragem. Coragem no sentido de que Regan defende as pessoas que gosta ainda que esteja numa situação completamente desfavorável a ela. É interessante observar que isso não muda mesmo depois que ela se torna adulta e tudo o mais – quando criança, defendeu sua amiga Cordie de uma “malvada” do jardim de infância; quando adulta, praticamente salvou a vida de Alec quando o alvo era ela própria.

Ao longo da história, vamos descobrindo mais coisas a respeito da herdeira: além de rica (algo que, sinceramente, ela sequer dá importância) e com um rosto de modelo de revista (uma bela morena de cabelos cacheados e olhos azuis, a partir da descrição do livro), ela é uma mulher que gosta do trabalho filantrópico (área que atua na rede de hotéis onde é herdeira), que tem alguns traumas (como detestar casais “desprezíveis”- homens velhos com garotas novas loucas pelo golpe do baú – porque seu padrasto foi um desses caras), chorona (do tipo que chora até em comercial para cachorro, praticamente – e não, não estou exagerando. Ela chora, e MUITO), entre outras coisas.

Além disso, a partir de atitudes (e observações de Alec), nota-se que a personagem é bastante insegura, e seus medos são superados conforme a trama vai se desenvolvendo, com a ajuda de Alec e das situações que passa – e isso se chama desenvolvimento da personagem, fangirls. Isso costuma acontecer em narrativas normais, sabe. Ela tem medo de machucar as pessoas com as suas palavras, e também tem medo que as pessoas que gosta (como seus irmãos, por exemplo) se afastem dela por causa de atitudes que talvez eles recriminem. Graças a isso, ela se mostra uma pessoa retraída… Quero dizer, ela é retraída no sentido de não dizer o que pensa num primeiro momento – mas isso não significa que ela seja muito boa em esconder suas emoções e sentimentos. Na verdade, ela é aquele tipo de pessoa que vai guardando todas as raivas.

Vamos a um exemplo: quando Aiden rebocou a lata velha o carro de Regan sem seu consentimento, achando que tudo iria se resolver se ele simplesmente lhe desse uma BMW:

 

Mais uma vez, Henry estava excitadíssimo:

- Ele comprou um carro para você.

Alec percebeu que a pálpebra esquerda de Regan tremeu um pouco. Era evidente que ela estava fazendo um esforço descomunal para manter o controle.

- Seu irmão comprou um carro novo para você – comentou Alec, animado – Você não acha que foi extremamente gentil da parte dele? – acrescentou a pergunta,  só para ver a reação dela.

- É uma Beemer. – anunciou Henry. Ele olhava para o emblema do chaveiro.

Como Regan não demonstrou nenhuma reação imediata, Henry pensou que ela não tivesse entendido – Você sabe do que eu estou falando, não é? Beemer é uma BMW.

Como ela não sentia a confiança necessária para falar, simplesmente concordou com a cabeça. Não conseguia encontrar as palavras e estava tão furiosa com o irmão que sentia vontade de gritar. A audácia dele ultrapassava os limites. Por que diabo ele se dava ao trabalho de cuidar da vida dela?

- Regan, está tudo bem? Você está comum brilho estranho no olhar. – disse Henry.

- Acho que ela está se recuperando da surpresa. – disse Alec, tentando ser diplomático. Na verdade, parecia que ela estava com vontade de matar alguém.”

(A Próxima Vítima, pág. 185 – Julie Garwood)

 

Alec Buchanan é o contrário de Regan. Um dos oito filhos (sim, OITO) do Juiz Buchanan (eles não tinham tevê, haha – piada inútil do dia, eu sei), o terceiro filho do clã é, assim como grande parte de sua família (e que família *suspira* – e eles nem precisam ser ANÊMICOS para serem bons!), um dos servidores à manutenção da lei. Detetive na área de Narcóticos da Polícia de Chicago, ele é confiante, controlado, arrogante, desleixado (“o homem parecia que tinha feito uma limpeza na garagem”), sarcástico e possui um determinado humor negro que faz qualquer um gargalhar – a menos que você viva numa bolha cor-de-rosa e não goste de rir da desgraça alheia… Hum:

                                                                                

- Você é muito mais competitivo do que eu; pensa que é liberal, mas na verdade é extremamente conservador. Tem valores sólidos e inegociáveis (…)” ( A Próxima Vítima, pág. 216)

 

Alec também é competitivo (vide trecho acima) – mas não tanto quanto Michael, um de seus irmãos mais novos – e, de fato, ele é conservador. Mas não no sentido de “mimimi, sexo só depois do casamento” ou qualquer determinação conservadora de Edward Cullen, beirando a século dezesseis. Em alguns momentos ele é machista – aquela historia do macho salvar a fêmea  – mas em outros ele possui total respeito pelas capacidades de Regan. É legal ver isso. – Tanto que, ao final, ELE é quem é salvo por Regan, e reconhece isso.

 

A respeito do casal, Julie conseguiu desenvolvê-los de uma maneira bonita e, ao mesmo tempo, realista. Ainda que Regan fosse extremamente bonita (e cheia da grana), Alec se apaixonou por ela pela pessoa que era – e o mesmo acontece com Regan, porque, sério, choviam rapazinhos interessados na horta dela, se é que me entendem. O que ela viu no cara maloqueiro que trabalhava na Narcóticos para preferi-lo ao invés dos milionários que convivia?

Igualdade. Ele não era melhor que ela, e ela não era melhor que ele.

O legal é que nenhum dos dois esconde as falhas do outro. Enquanto Bella e Edward parecem apenas ver as qualidades ( as perfeitas qualidades) um do outro, Alec e Regan percebem os defeitos um do outro e, ao invés de afastá-los ou fazê-los perderem o interesse, se interessam pelas falhas – onde chegam até gostar de algumas.

Não só isso, mas o desenvolvimento de um romance entre os dois faz com que os personagens evoluam como pessoas, o que mostra uma relação sadia – ainda que eles estivessem em pleno caso de assassinatos, mas enfim.

Regan aprendeu a se impor mais graças a Alec – ainda que essa influência tenha sido indireta – e também Alec, que antes era um cara bem fechado.

 

“Naquela noite, eles foram para a suíte e pediram pizza, pipoca, refrigerante, cerveja e assistiram a um filme. A história de amor era um clássico, que fez com que ela chorasse enquanto Alec ria o tempo inteiro. Ela o acusou de não ter sentimentos, o que ele recebeu como um elogio.

Na noite seguinte, ele escolheu o filme e eles assistiram a outro clássico antigo. Entretanto, não era um filme romântico, mas sim um daqueles repletos de efeitos especiais, com muitos extraterrestres. Ele adorou.

Ambos apoiaram os pés numa banqueta. Ela estava descalça e ele, de meias, das quais uma tinha um enorme furo.

Os créditos eram exibidos na tela quando ele perguntou: – Quer assistir de novo?

Ela não achou que ele estivesse brincando. – Não, obrigada. Esse filme é muito violento para mim.

- Você achou violento? – ele parecia surpreso.

- Alec, eu contei 32 pessoas mortas.

- Isso não é tão mal assim. – ele disse na maior cara dura.

- Trinta e dois corpos na primeira meia hora. Depois disso, desisti de contar.”

(A Próxima Vítima, pág.214 e 215)

 

Chega um momento na história em que os dois se separam – Alec foi convidado para trabalhar no FBI, e isso implicava sair de Chicago e ir até Boston. Ao contrário de Edward e Bella, onde toda hora parece que eles queriam brincar de “Quem vai se suicidar primeiro”, Regan resolveu usar esse acontecimento como forma de amadurecimento – onde foi, aliás, o impulso que lhe fez se impuser mais em frente aos seus irmãos.

Um fim de namoro ou flerte não é o fim do mundo – ou da sua vida – mas uma oportunidade para se crescer.

 

“Ao amanhecer de um novo dia, Regan tinha uma nova atitude.

Enquanto tomava banho e se vestia, fez um discurso para si mesma: era uma garota crescida e poderia muito bem cuidar do próprio coração partido. Tinha certeza de que sim. Seria capaz de sobreviver quando Alec fosse embora e jurou para si mesma que ele jamais saberia dos sentimentos que ela nutria por ele.”

 

Regan sofreu? E como. Mas isso não foi motivo para que ela dissesse “Minha vida acabou, matar-me-ei porque eu apenas respiro e vivo por Edward Cullen Alec.

Agora vou achar muito engraçado se vier alguma fangirl dizendo:  Mas Bella tinha apenas DEZESSETE ANOS! POR ISSO QUE ELA QUIS SE MATAR!

A-hem. Não são vocês que afirmam tão veementemente sobre o amor deles ser REALMENTE verdadeiro? Algo maduro? É bem estranho que o “amor verdadeiro” seja tão egoísta ao ponto de não suportar uma despedida.

Aliás, essa intensidade toda é bem típica dos hormônios em fúria. Então se é tudo baseado em hormônios, julgando as ações de Bella, como se pode afirmar que o que Bella nutria por Edward era o amor verdadeiro?  Como eu li uma vez em uma análise sobre um casal (O Manifesto NaruSaku, em inglês: [colocar link aqui]), amor verdadeiro não é aquele em que você tem duas ou três noites fantásticas de sexo, porque não é isso que faz um casamento durar cinqüenta anos, mas sim um romance onde você aprende a viver com a pessoa no dia-a-dia, na ROTINA. Pode parecer simples, cansativo até aos olhos das mais românticas, mais eis aí um romance que dura. A rotina necessariamente não precisa ser entediante, mas tem que ser comum a você a personalidade de uma pessoa. É você saber viver cada dia ao lado de alguém, respeitando seu espaço e suas características que a fazem realmente amar alguém.

Nem tudo é simplesmente hormônios e mármore esculpido, Bella Swan.

 

 

“Além da compaixão que vira nos olhos dele, havia muitas coisas que amava nele. Ele era um homem de honra e integridade – Regan descobrira isso na primeira hora que passara com ele. Um homem totalmente dedicado ao seu trabalho; terrivelmente leal para com aqueles que amavam, além de ter um maravilhoso senso de humor.

Ele tinha defeitos, mas no momento, ela não era capaz de se lembrar de nenhum.”

(A Próxima Vítima, pág. 285)

 

Diferença entre o casal: Lendo Twilight, Bella mais parecia interessada em ressaltar todos os pontos físicos maravilhosamente esculpidos e brilhantes de Edward Cullen (er…NOT!). Não lembro de quantas vezes ela realmente parou no livro para falar sobre as qualidades não-físicas de Edward. Quero dizer, ele era um cara que ela amava ou era o frango de domingo para o almoço?

Sabe aquela expressão de televisão de cachorros? Era o que Edward me lembrava. ¬¬

De novo: romance não aquele em que você NUNCA vai brigar com a pessoa – por Deus, onde isso é um desenvolvimento? – e vai viver feliz todos os dias da sua vida. Isso seria, no mínimo, falta de personalidade. Bella sempre dava a maldita sensação de que, pelo fato de Edward ser tão “perfeito”, seu amor e casamento com ele também seria tão “perfeito” ao ponto de que os dois jamais teriam uma discussão, jamais discordariam e viveriam uma eternidade de felicidade e gozo – e eu nem quis ser irônica sobre “gozos” nessa parte.

Ah, pelo amor de Deus. Sou mais aprender a viver numa rotina com alguém, ter discussões gigantescas e aprender a amar cada defeito de um cara do que esse tédio todo de “perfect family”, beijos.

2.      Theodore  Buchanan/ Michelle Renard

(O Testamento – Julie Garwood)

 

Em minha opinião, o casal mais bem desenvolvido que a Julie já escreveu é esse. Entre todos os da série contemporânea, foi o casal mais bem estruturado – e, sinceramente, ocupa o primeiro lugar como meu casal favorito. Enquanto eu amo o Alec quanto personagem, eu acho a química Theo/Mike perfeita e eles nem precisam brilhar.

Michelle Renard, a Mike, é uma médica que acabou de finalizar toda a sua especialização. Enquanto é mostrada logo no livro por possuir um talento nato na arte de se segurar um bisturi, ela também é mostrada como uma mulher simples – preferiu voltar para sua minúscula cidade, Bowen, e ajudar os habitantes do local a trabalhar em Boston e ganhar rios e rios de dinheiro. Além disso, ela é uma mulher determinada e, ao mesmo tempo, possui aquela inocência que chega até ser charmosa na personagem – perceba que Julie não usou “burrice” para descrever “desastrada”, como algumas pessoas. Diferentemente de Regan, ela veio de uma família em humilde, e tem uma história bem realista. Sua mãe entrou em coma ao dar a luz à Mike, e seu pai, Big Daddy Jake continua com sua vida, cuidando da filha e de mais dois meninos (Remy e John Paul Renard).

Aliás, até a forma como ela conhece Theo dá uma sensação de familiaridade e realidade impressionante.

Enquanto Mike quer ser “médica de um buraco” (palavras de um dos cirurgiões que a ensinou), Theo Buchanan é um importante promotor do Ministério da Justiça americano. O filho mais velho do Juiz Buchanan é um homem bastante engraçado (é sério, ele consegue ser engraçado sem querer ser engraçado. A ironia dele e seus comentários inconformados são ÓTIMOS), além de ser considerado um homem extremamente atraente (diferentemente de Vítima, em que as únicas opiniões sobre a beleza de Alec partiram de Regan – e, às vezes, de uma de suas amigas), Theo é considerado garanhão por quase todo o centro cirúrgico ¬¬.

Mike e Theo se conhecem por acaso em um evento em comum – ele foi dar um discurso, ela ganhou um convite por um dos médicos. Por fim, Mike acabou salvando a vida de um Theo com apendicite, após ele ter vomitado em seu vestido e socado seu olho sem querer (e eu registro aqui minha frustração por ele ter vomitado e rasgado um ARMANI, obrigada).

Após a operação, é interessante perceber o crescente interesse de Theo por Michelle. Começa como quase todo o relacionamento – baseado na beleza do outro, seja ela exterior ou uma pequena mostra da interior. A questão é, logo após ser liberado do hospital e colocar algumas coisas em ordem, Theo “se dá” umas férias e parte até a cidade de Michelle, Bowen, sob a mentira (que disse a si mesmo, detalhe) de que iria “pescar” com o pai dela, que conheceu no hospital – e que foi convidado pelo mesmo para ir até Bowen pescar.  

A partir daí, começa o desenvolvimento do relacionamento entre os dois – e as divirtidas confusões, como um time de futebol americano confundir Theo com o novo treinador e com quase a cidade inteira tentando “ajuntar-los” daquela maneira gostosa interiorana. Ao mesmo tempo que ocorre o relacionamento, acontece a trama, em que um grupo pretende matar Michelle, mas meu ponto hoje é falar sobre os personagens e o casal.

 

“Visões de uma linha de pesca nas águas tranqüilas do bayou da Louisiana surgiram em sua mente. Antes de partir de Nova Orleans, havia prometido voltar para dar a palestra que havia perdido e achava que aquele seria o melhor momento. Depois da palestra, poderia ir conferir o local de pesca do qual tanto se gabara Jake Renard. Sim, um pouco de tempo para refrescar as idéias era só o que lhe faltava. Havia outro motivo pelo qual estava ansioso para voltar à Louisiana… e não tinha nada a ver com pesca”.

(…)

Lembrava-se como, deitado em sua cama hospitalar, não conseguia tirar os olhos dela. Qualquer homem normal teria reagido da mesma maneira que ele. Estava doente na época, mas não inconsciente.”

(O Testamento, pág. 84 – Julie Garwood)

 

O que estava fazendo ali, afinal? Por que viera tão longe só para pescar? Porque era ali que ela estava, admitiu e, de repente, começou a se achar bobo. Pensou em fazer uma manobra e voltar a Nova Orleans. Sim, era isso que deveria fazer. Se fosse depressa, ainda poderia pegar um avião e voltar a Boston pela meia-noite.

 (…)

Devia estar louco, sim era isso que era. Sabia exatamente o que deveria fazer, mas continuava indo em frente.”

(O Testamento, pág. 94)

 

Mas, não podemos dizer que Michelle também não havia se interessado por ele graças à aparência.

 

“Michelle fechou a pasta, recolocou a tampa na caneta e a colocou no bolso. Dedicou a ele toda sua atenção. As enfermeiras do centro cirúrgico tinham toda a razão. Theo Buchanan era lindo… E sensual como o diabo. (…) Seu cabelo estava desalinhado e precisava fazer a barba, mas ainda assim era sensual.

(O Testamento, pag. 44)

 

Bem, geralmente essa é a ordem natural das coisas – nossos rostos são os nossos “Cartões de visita”. Contudo, diferentemente de Twilight, o romance não se desenvolveu APENAS em apetite sexual e tensão sexual – e não venham me dizer que houve desenvolvimento, porque eu não vi nenhum ali. Só vi uma garota se dizendo apaixonada DO NADA e dizendo a todo o momento em palavras bonitinhas “Edward, eu te amo. Edward, me coma”. O relacionamento dos dois resumia-se simplesmente a “não fale, procrie”. Fala sério, cadê a cumplicidade do casal? A forma em que os dois viviam juntos era bastante tediosa, sério.

 Theo e Michelle começaram a conhecer um ao outro, verdadeiramente, suas atitudes, seus gestos e tudo o mais, e isso foi o que começou a uni-los. Theo acaba se hospedando na casa de Mike durante suas “férias” e, ali, um começa a conhecer melhor o outro. Na verdade, essa é meio que uma fórmula da Julie, pelo menos nos livros contemporâneos: os casais passam determinado período morando sobre o mesmo teto. Como diria minha mãe, você só passa a realmente conhecer uma pessoa quando convive as 24 horas com ela, e a autora faz bom aproveito disso.

E, bem, os secundários e terciários de Garwood conseguem ser muito mais bem trabalhados que os secundários de Meyer ¬¬   - obviamente. Em determinado momento, estão todos determinados em unir Theo e Michelle – menos John Paul, o irmão de Mike – mas você percebe cada personalidade dos personagens – eles não vivem pelo casal principal, quando se relacionam com o mesmo é apenas uma faceta de uma situação qualquer. De resto, eles são pessoas com seus próprios dramas e vida. Isso é ótimo.

 

“Quatro garotas esbeltas e louras adiantaram-se, falando em uníssono. Todas usavam as mesmas roupas, shorts brancos e camisetas vermelhas. Uma delas levava um grande pompom vermelho e branco e liderava as demais na torcida.

- Eu quero um B! – ela comandou.

Foi recompensada com um grito B! E assim foi com U, depois K, depois A, depois um N, mais um A e um N.

- E o que se escreve assim?

- Bukanan! – a garotada explodiu.

- Essa é boa! – Theo comentou.

Michelle quase rachou de tanto rir. Theo levantou as mãos, tentando controlar a massa.

- Eu não sou seu treinador! – ele gritou – Escutem aqui, é tudo um mal entendido. Esse garoto…

Não houve jeito. Ninguém prestava atenção aos seus protestos. Os adolescentes animados e felizes correram para ele, gritando todos ao mesmo tempo.

Como aquela massa havia se descontrolado? Sentiu que Jake pôs a mão em seu ombro e voltou-se para ele. O velho abriu um enorme sorriso de satisfação.

- Bem vindo a Bowen, filho.”

(O Testamento, pág. 104)

 

(…)

 

“- Eu quero um B!

- Sabe do que esses meninos estão precisando? – ele perguntou

- Hum, deixe ver se adivinho… Um treinador? – Michelle arriscou.

- Não, estão precisando urgentemente de alguém que os ensine a soletrar direito o meu nome.

(…)

- Foi um prazer ajudar. – ele respondeu secamente – Quero que me responda uma coisa: por que ninguém nessa cidade parece querer me ouvir?

- Estão ocupados demais tentando impressioná-lo. Vai deixar Andy Ferrand ser atacante este ano?

- Muito engraçadinha.”

(O Testamento, pág. 106)

 

 

- Mas é claro que Elvis pode estar por aí. É melhor levar a vassoura junto, para garantir.

- Elvis? – ele perguntou, parando de chofre.

- Nossa celebridade local. Da ultima vez que foi visto, juraram que ele tinha quase cinco metros de comprimento.

- E vocês batizaram um crocodilo de Elvis? Qual é o problema de vocês aqui?

- Não damos nomes a todos – ela se defendeu – Só aos maiores.

- Você está brincando com essa história de Elvis, certo?

- Mais ou menos.

- Pois saiba que MAIS OU MENOS é crueldade com um homem que tem verdadeira fobia por crocodilos, Michelle”.

(O Testamento, pág. 144)

 

Comentário pessoal: Theo teria que amar muito Michelle para suportar tudo o que suportou em Bowen AHHAHA.

Mas aos que procuram por aquela parte linda e romântica do romance, aqui está:

 

“- Michelle?

- Sim?

-Descobri seu ponto forte.

- E o que é? – ela perguntou com a voz pastosa de sono.

Ele baixou o lençol um pouco e colocou a mão sobre seu peito. Se não estivesse tão cansada, perguntaria a ele porque certos homens possuíam tanta obsessão por seios, mas então percebeu onde exatamente a mão dele fazia pressão, e seus olhos encheram-se de lágrimas.

Como não amar aquele homem?

Ele havia colocado a mão sobre seu coração.”

(O Testamento, pág. 252)

 

E há vários trechos e passagens assim, mas esse é simplesmente o meu favorito. :D

 

3.    John Paul Renard/ Avery Elizabeth Delaney

(Prazer de Matar – Julie Garwood)

Sim, mais um casal da Julie – e percebam que o cara se chama JP! YEAH! A historia dessa vez se passa com o irmão de Michelle, John Paul Renard, um agente aposentado da CIA que detesta agora essa e quaisquer outras formas de governos judiciais, e Avery Delaney, uma analista do FBI. A história se passa um ano após toda a confusão d’O Testamento, em que John Paul procura por Monk, o assassino de aluguel que quase matou sua irmã. Enquanto isso, Monk se envolve com Jilly, a mãe psicopata de Avery, que a abandonou logo na primeira semana de vida, e que agora quer matar a ela e a sua irmã – tia de Avery -, Carrie. Diferentemente dos outros romances contemporâneos de Julie, eles não passam a historia morando sob o mesmo teto – na verdade, eles mal possuem tempo para parar, salvo uns dois dias de acordo com a cronologia. É o tempo inteiro numa correria que só, até conseguirem se livrar dos joguinhos de Jilly e conseguir um desfecho surpreendente para a trama.

A opinião de cada um sobre o outro começa de uma maneira bastante peculiar: ambos acham que o outro é um desmiolado focado apenas em seu corpo, algo que tanto ela quanto ele detestam.

 

“Ele estava estirado sobre uma espreguiçadeira meio escondida por uns ramos de palmeira, dentro do bar do saguão, quando Avery Delaney entrou, pavoneando-se. Foi preciso apenas um olhar atento e ele soube tudo sobre ela. Ela era uma típica loura californiana. Não, talvez não fosse típica. Ela não era uma pessoa comum, ele tinha de dar a mão à palmatória. Mas era, definitivamente, obcecada pelo corpo. De outra maneira, por que passaria uma semana num SPA?”

(Prazer de Matar, pág. 121)

 

As suposições de John Paul só pioram conforme ele vê Avery perdida no saguão. Mal sabe ele que ela é completamente o oposto do que ele imagina…

 

“Seus cabelos loiros, longos e lisos, brilhavam na luz. Apesar de parecerem naturais, ele duvidou que fossem. Talvez fossem conseqüência de um pote de água oxigenada. Seus olhos estavam escondidos sob os óculos escuros e ele imaginou que talvez usasse lentes de contato coloridas. A camiseta fazia um bom trabalho para esconder seu umbigo, mas ele não duvidava que tivesse um piercing. Afinal, não era essa a moda hoje em dia?

(…)

A mulher deveria ter o cérebro de uma mosca, mas quando se trata de sexo, inteligência não é exatamente uma coisa a ser considerada.

A Senhorita Cabeça Oca parecia incapaz até mesmo de encontrar a recepção.”

 

As suposições de Avery a respeito de John Paul também não são as melhores. Assim que o viu:

 

Ela nunca tinha visto alguém assim, a não ser, talvez, no cinema. Ele se tornava maior à medida em que se aproximava. Alto e musculoso, cabelos escuros e pele bronzeada. Ela imaginou que ele passasse boa parte do tempo ao ar livre ou em alguma academia, trabalhando seus músculos. Ele tinha uma beleza tempestuosa, mas parecia totalmente centrado no aspecto físico.

Ela preferia os homens cerebrais.”

(Prazer de Matar, pág. 126)

 

Obviamente, eles vão se conhecendo conforme  começam a lutar pela sobrevivência  no jogo de “caça ao tesouro” criado por Jilly. Inicialmente, John Paul mais a ajuda por motivos próprios – afinal, o homem que ele queria matar estava acompanhado da psicopata. Mas, conforme o tempo passa, ambos começam a se preocupar realmente com a sobrevivência um do outro.

 

John Paul definitivamente não é um cara perfeito. De todos os homens criados pela Julie, ele é o mais estúpido, grosseiro, arrogante, convencido, malcriado, anti-social, mal humorado, pessimista, e a lista só aumenta. Mas, de novo, tem toda aquela historia de desenvolvimento do personagem – ele é uma pessoa bem mais controlada ao final do livro. De novo, tudo questão de desenvolvimento propiciado por um relacionamento.

Onde tem isso em Twilight? Bella até o fim foi descrita como desastrada – e, quando mudou, foi porque mudou de “espécie”, não por causa do relacionamento – sem contar que ser desastrada nem é um “problema” a ser tratado – e Edward era perfeito demais para possuir qualquer falha. Qual o proveito além da necrofilia praticada entre os dois, se é que isso pode ser chamado de proveito, que nojo que um tirou do outro?

 

Avery também tem uma personalidade bastante difícil. Traumatizada pelos eventos que passou durante a infância – um dos quais a tornou estéril para a vida toda – ela fica constantemente na defensiva, apesar de ser extremamente durona, inteligente, orgulhosa e não permitir que ninguém lhe diga o que não fazer.

E, acima de tudo, Avery não é, definitivamente, o estereotipo de mulherzinha que precisa de proteção. E John Paul obviamente gosta disso:

 

“Seus dedos estavam presos ao redor da cintura dela. Ela pegou um de seus dedos mindinhos e virou-o para trás, com força. No mesmo instante, abaixou o queixo e arremessou a parte de trás da cabeça na cara dele. Ela ouviu um estalo de cartilagem quando ele começou a gritar de dor e a soltou.

- Puxa! – balbuciou ela – Merda, isso doeu! – ela se afastou de Kenny e esfregou a mão na parte de trás da cabeça, enquanto ia ao encontro de John Paul – Não é tão simples quanto parece ser no cinema. Lição aprendida.

Ela notou a expressão incrédula no rosto de John Paul.

- O que foi? – perguntou

Ele desabrochou um sorriso largo e fácil.

- Nada mal.”

(Prazer de Matar, pág.192)

 

 

 

 

E, diferentemente de Edward Cullen, John Paul não tem jeito nenhum com palavras. Na verdade, ele é bem lacônico, e suas tentativas de elogiar Avery são hilárias. Mas, sejamos francas, acho muito mais interessante um homem todo macho que se porte como o mesmo do que um que é pintado como “_o_  MACHO MAIS PERGIOSO DE TODOS” que no fim fala toda uma gayzice simplesmente para soar “cavalheiro” ou “romântico”.

Nada de “leões e cordeiros” aqui, queridos, mas sim:

 

“Ele olhou para ela e perguntou:

- Então, a cor é verdadeira?

- Como assim?

- A cor do seu cabelo. É verdadeira?

Ela piscou.

- Por acaso você está me perguntando se eu uso peruca?

- Não, estou perguntando sobre a cor do seu cabelo. Você é loira de verdade ou loira tingida?

- Que interesse você pode ter na cor do meu cabelo?

- Na verdade, interesse nenhum – respondeu ele, ficando irritado – Mas, se a mulher se parecia com você, acho que preciso saber se -.

- Não, não tinjo o cabelo.

Ele não escondeu sua surpresa.

- É mesmo? E os seus olhos?

- O que tem meus olhos?

- Lentes de contato coloridas?

Ela balançou a cabeça.

- Não.

- De verdade?

- Você está, deliberadamente, tentando bancar o idiota?

- Escute, estou apenas tentando juntas as peças, está bem? Você deve saber…

- Saber o que? – pressionou ela, quando ele não continuou.

Ele franziu o cenho e olhou para ela.

- Diabos, mulher! Você é linda!”

(Prazer de Matar, pág 212)

 

 

Ou…

 

“Agora, ela estava quase em cima dele, tentando roubar algum calor gerado por aquele corpo.  O homem parecia um cobertor elétrico.

- Sai daí. – depois de dar a ordem, ela fez uma careta. Sua expressão parecia a de um sargento.

Ele fez força para não rir.

- Se eu puser meus braços em volta de você, doçura, é bastante provável que eu deixe de ser um cavalheiro. “

(Prazer de Matar, pág. 222)

 

 

Apesar do John Paul ser um ogro – falo sério – você acaba se apaixonando por ele, e acaba torcendo pelos dois. Fica evidente que ele primordialmente gosta da Avery não pela beleza, mas pela inteligência e força dela. A Avery se apaixona por ele porque, além da segurança que ele transmite, ela se sente confortável o suficiente para fazer o que quer, e não o que as pessoas esperam que ela faça – e ao longo da trama você aprende o quanto isso é importante para ela.

 

“Mas John Paul era diferente dos homens que conhecera. Ele não dava a mínima bola para status. Ele não era manipulador e não tinha interesses ocultos. Ele era o que mostrava ser. Talvez fosse essa a razão da atração que sentia por ele. E do conforto que sentia ao seu lado.”

(Prazer de Matar, pág. 324)

 

Será que gostava mesmo de Avery? Sim, teve de admitir que gostava. A mulher era super inteligente. Como poderia não gostar dela?

(…)

Maldição, ela estava o enlouquecendo. Ela pareci um carrapato, não parava de coçar e irritar.

(…)

Ela o fizera rir. Fizera com que quisesse coisas que pensara nunca poder ter.

(…)

- Se você quiser vir comigo, doçura, é melhor que saiba que quem dá as ordens aqui sou eu, e você vai fazer exatamente o que eu lhe disser que faça. Você pode dar conta disto?

Ela não hesitou em responder:

- Quando eu pulei da escada de incêndio, aterrissei no teto do seu carro, que ficou amassado. Você dá conta dessa parte?”

(Prazer de Matar, pág. 301)

 

 

4.      Gabriel Dean/ Jane Rizzoli

(O Dominador, O Pecador, Dublê de Corpo, Desaparecidas – Tess Gerritsen)

 

“Dean entrou na sala e seu olhar imediatamente fixou-se em Rizzoli. Estava de terno e gravata, a aparência impecável contrastando com a blusa amarrotada e o cabelo despenteado dela. Quando finalmente ergueu a cabeça para ele, foi quase em desafio.

Aqui estou. Aceite ou caia fora.”

(O Pecador, pág. 234)

 

Praticamente meu casal favorito. O romance entre os dois começa de modo bem peculiar: não começa. Inicialmente, Jane tem tanto desprezo por Gabriel que o próprio leitor acaba se frustrando com as aparições dele, imaginando, assim como ela, que ele quer roubar seu “brilho” na investigação – ou, pelo menos, qualquer workaholic (Tammie ergue as mãos) pensaria assim.

A primeira aparição de Gabriel Dean se dá em O Dominador, segundo na série “Isles-Rizzoli”. Jane estava no meio de um caso com um serial killer quando Dean aparece, pavoneando-se e brandindo seu distintivo do FBI, praticamente se colocando como o novo chefe da operação – gerando, obviamente, conflitos com a responsável pela operação, Jane.

 

“Ele olhou para Maura.

- Sabe como nos conhecemos, não sabe?

- Reversa Stony Brook, não foi?

- Aquela cena do crime. Demorou trinta segundos para termos a nossa primeira discussão. Uns cinco minutos antes ela me mandara sair de sua área”

(Desaparecidas, pág. 129)

 

Jane e Gabriel são os extremos opostos; ele é controlado, o suficiente para que muitas pessoas o considerem “sem coração” – ele parece não se comover com a situação da vítima, ele parece movimentar tudo ao seu redor como um jogo de xadrez. Jane, por sua vez, é tempestuosa, teimosa, o tipo de pessoa que, se você empurra, ela empurra de volta ainda perguntando “Qual é seu problema, seu babaca?”. Às vezes, a mulher é tão forte, mas tão forte, que você acaba se irritando, pois, ao mesmo tempo em que ela quer gritar para o mundo que “Jane Rizzoli não precisa de ninguém”, internamente ela está apenas aterrorizada e humilhada com a perspectiva que possam taxá-la de incapaz pelo simples fato de ser mulher – não que eu a culpe. Ela realmente está no meio dos garotos, afinal, sendo detetive do Departamento de Homicídios de Boston. Gabriel, aliás, nota isso mais de uma vez, esse desejo incontrolável dela de sempre querer sobressair-se e jamais demonstrar fraqueza – e também o fato dela sempre achar que está sendo analisada. Como, por exemplo:

 

 “Finalmente, Rizzoli se recompôs e deixou o reservado. Sua cabeça parecia menos entontecida, o estômago controlado. O fantasma da Rizzoli de sempre voltou ao corpo. Na pia, lavou a boca com água gelada para afastar o amargor e, depois, jogou água no rosto. Acorda, garota. Não seja fraca. Se deixar que vejam uma brecha em sua armadura, vão atirar justo ali. Sempre fazem isso.”

(O Pecador, pág. 48)

 

- Já requereu proteção?

A pergunta chocou Rizzoli.

- Proteção?

- Um carro patrulha, pelo menos. Para vigiar seu apartamento.

- Sou policial.

Dean inclinou a cabeça, como se esperando pelo resto da resposta.

- Se eu fosse homem você teria feito essa pergunta?

- Você não é homem.

- Isso significa automaticamente que eu preciso de proteção?

- Por que está tão ofendida?

-Por que o fato de eu ser mulher me incapacita de defender minha própria casa?

Dean suspirou.

- Sempre precisa superar os homens, detetive?

- Dei muito duro para ser tratada como todo mundo – endureceu-se ela – Não vou pedir favores especiais porque sou mulher.”

(O Dominador, pág. 243)

 

 

O interessante do casal é justamente isso, ao contrário dos anteriores, que tinham seus defeitos, mas não eram completamente expostos – mesmo que isso seja um avanço, se considerar Twilight e seus músculos de mármore, puf – nos livros de Tess, os defeitos misturam-se muitas vezes com as qualidades. Por ora, defeito ou qualidade sobressaem-se ao anterior, mas cada um tem seu momento de pico. É a série mais “humana” que eu leio, atualmente. Você se identifica tanto com um personagem, sente-se socado pela escrita crua de Tess – ela não enrola vinte linhas para falar de um sentimento. Retrata-o às vezes tão frio, tão “na cara” que isso acaba tocando mais que qualquer descrição de vinte páginas – e às vezes surpreende-se pelo rumo de seus pensamentos – uma hora você sente a ira tempestuosa de Jane Rizzoli, sente-se como ela. Outros momentos sente-se envergonhado que sua curiosidade por passado e cultura possa se assemelhar tanto a um serial killer, por mais que grande parte do momento você o julgue doente.

E, claro, o thriller da historia é capaz de fazer qualquer um enlouquecer. Especialmente Desaparecidas, que começa “rock ‘n roll” desde o segundo capitulo do livro.

Mas, deixemos a trama de lado e vamos falar de Gabriel e Jane. Vamos para o primeiro encontro romântico e dazzling (not) do casal.

 

“Quando voltou do bosque para o campo de golfe, Rizzoli estava suada, suja e exausta de bater em mosquitos. Ela parou para tirar folhas dos cabelos e carrapichos das calças. Empertigando-se, subitamente deu-se conta da presença de um homem de cabelos ruivos, vestido de terno e gravata, ao lado do furgão do instituto médico legal, com um celular pressionado contra a orelha.

Rizzoli dirigiu-se ao patrulheiro Doud, que ainda estava administrando o perímetro.

- Quem é o engravatado? – perguntou a detetive.

Doud olhou na direção do homem.

- Ele? Disse que é do FBI. “

(O Dominador, pág. 88)

 

Rizzoli, como a investigadora-chefe da operação, obviamente foi conversar com ele. E apesar de Gabriel Dean ser um homem capaz de virar a cabeça de qualquer mulher em um aposento (ao contrário de Jane e homens :B), tudo o que passava pela cabeça da mulher era: “esse #$%##%^ quer roubar minha investigação!”

 

Como investigadora-chefe, não queria ver anuviadas as linhas da autoridade, e este homem, com sua pose militar e terno de executivo, já se comportava como se fosse o comandante da cena criminal.

(…)

- Imagino que vocês recebam muitos comunicados rotineiros – começou ela.

- Sim, recebemos.

- Cada homicídio, correto?

- Somos notificados.

- Há alguma coisa neste que o torna especial?

Ele simplesmente fitou-a com sua expressão impenetrável.

- Com certeza as vítimas achariam isso. “

 

Jane detestou-o inicialmente, como dito no primeiro trecho, o de Desaparecidas. Contudo, Gabriel Dean pareceu se encantar de imediato com ela, e justamente pela força tempestuosa que Jane Rizzoli era – porque, se fosse pela aparência… Jane não é descrita como uma mulher bonita, pelo contrário. O maior elogio que li, em todos os livros da série, sobre aparência, foi que ela possuía olhos muito vivos e bonitos. De resto, ela é o tipo de garota que cresceu caçoada pelos irmãos, com o apelido de “Cara de Sapo”.

Nota-se isso [o encanto de Gabriel por Jane] por pequenos trechos, não mais que uma linha, como a continuação dessa briga por território:

 

A raiva de Rizzoli estava subindo como um submarino retornando subitamente à tona.

- Este corpo foi encontrado há apenas algumas horas. – continuou Rizzoli – Esses comunicados agora são instantâneos?

Houve um leve tremor de sorriso nos lábios do agente quando ele disse:

- Não estamos completamente fora de sincronia, detetive.”

(O Dominador, pág. 89)

 

Apesar de completo desgosto que Jane sente por Gabriel – especialmente quando recebe uma pseudo-bronca de seu superior, graças ao fato de Gabriel ter conversado com o mesmo dizendo que Jane não estava apta para seguir a investigação por causa de problemas passados -, conforme a investigação vai avançando, o relacionamento entre os dois começa a desenvolver e, ao mesmo tempo, Jane começa a analisá-lo de uma maneira diferente. Mais de uma vez.

 

Dean caminhou lentamente até ela, até estar perto o suficiente para ser intimidador. Talvez fosse sua intenção. Eles agora estavam cara a cara, e embora Rizzoli jamais fosse recuar, não teve como evitar que seu rosto enrubescesse. Não foi apenas a superioridade física de Dean que a fez sentir-se ameaçada; foi sua compreensão repentina de que ele era um homem desejável – uma reação profundamente perversa, à luz de sua raiva. Rizzoli tentou sufocar a atração, mas ela já havia fincado suas garras e não estava disposta a largá-la”.

(O Dominador, pág. 140)

 

Dean falou muito pouco durante o percurso, mas o silêncio entre os dois parecia apenas intensificar a percepção que Rizzoli tinha de seu cheiro, de sua confiança. Ela mal olhava para ele por medo de que Dean visse, em seus olhos, a agitação que ele inspirava.”

(O Dominador, pág. 251)

 

O romance começa a se desenvolver, até que, em uma viagem para Washington, onde grande parte das duvidas de Jane sobre a investigação é esclarecida, Gabriel e ela finalmente se rendem e acabam dormindo juntos. Horas mais tarde, após prazeroso esquecimento de todos os problemas que enfrentavam, eles já estavam brigando mais uma vez, por falta de interpretação um sobre o outro.

O Dominador termina com um Gabriel e uma Jane decididos a passar algumas horas juntos – Deus sabe como, hehe. Em O Cirurgião, a conseqüência daqueles encontros é mostrada: Jane está grávida de Gabriel Dean, o cara que mora em Washington, tão viciado em trabalho quanto ela.

Mais uma vez, em meio a uma investigação – o estranho assassinato de uma freira de 19 anos, que vivia em um convento – tem-se passagens do dilema de Jane: ter ou não o bebê, contar a Gabriel ou não. Nisso, por mais que ela demore praticamente O LIVRO INTEIRO para admitir, percebe que esse não é o único medo dela: ela tem medo de contar sobre o bebê, porque se apaixonou por Gabriel e tem medo que ele a rejeite.

A ela, e ao bebê.

 

“- E ainda assim não vou dizer. Tenho que escolher o que é melhor para mim, não para os outros.

- O que tem medo que ele diga?

- Que ele diga para eu estragar minha vida. Que me diga para ter o bebê.

- É disso mesmo que tem medo? Ou será que tem medo que ele rejeite o bebê? Que ele rejeite você primeiro?

Rizzoli olhou para Maura.

- Sabe de uma coisa, doutora?

- O quê?

- Às vezes, você não faz a menor idéia do que está falando.

E às vezes, pensou Maura ao observar Rizzoli saindo do escritório, eu acerto na mosca”.

(O Pecador, pág. 170)

 

Mas não é o que acontece. Gabriel, ao descobrir sobre o bebê, aparece à entrada do apartamento dela, usando todo seu jeito Gabriel Dean de ser para dizer que ele está ali para assumir a responsabilidade, e é o que ele quer. Não apenas isso, mas pede Jane em casamento.

Não pelo bebê, mas porque ele a quer.

 

“Ele estava perfeitamente ereto, ainda fazendo pose de homem de cinza. Mas, ao ouvi-lo falar, Rizzoli sentiu um toque de irritação que a surpreendeu:

- E onde eu entro nisso? – perguntou ele – Fez todos esses planos e não me mencionou uma vez. Não que eu esteja surpreso.

Ela balançou a cabeça.

- Por que está tão furioso?

- É a mesma coisa sempre, Jane. Você não consegue evitar. Rizzoli toma conta da própria vida. É toda segurança por trás de sua armadura. Quem precisa de um homem? Droga, não você.

- E o que eu devo dizer? Por favor, ó, por favor me salve? Não consigo carregar este bebê sem um homem?

- Não, você provavelmente é capaz de se virar sozinha. Arranjaria um jeito, mesmo que isso a matasse.

- Então o que quer que eu diga?

- Você tem uma escolha.

- E eu já escolhi. Eu disse para você, vou ficar com o bebê. – começou a caminhar em direção à escada, lutando contra a neve.

Ele a agarrou pelo braço.

- Não estou falando do bebê, estou falando de nós. – e acrescentou, baixinho – Escolha-me, Jane.”

(O Pecador, pág. 360)

 

Eu sei que, falando assim, até que parece que o romance dos dois foi algo corrido. Não foi, mas seria simplesmente impossível dar todos os detalhes sobre os dois sem ultrapassar a marca das 60 páginas, e eu seria obrigada a fazer um “Manifesto Dean-Rizzoli”, iguais aos Manifestos de quem shipa casais. Mas, só para dar uma noção, há um desenvolvimento de quatro livros sobre o relacionamento deles – isso até onde eu li, e até onde foi traduzido. Ainda há mais dois livros já escritos da série, que ainda não foram publicados aqui no Brasil.

Em Desaparecidas, ultimo livro da série que eu tenho – por enquanto – vemos um Dean-Rizzoli casado. E um Gabriel praticamente surtando em emoções, perdendo toda sua compostura de homem frio e “Homem do Terno Cinza”, controlado e com suas respostas comedidas.

Motivo? Jane, pronta para dar a luz, foi feita de refém.

E Gabriel Dean desmoronou. Perdeu a calma, socou um cameraman, chamou a repórter de poota após a mesma ter divulgado o nome de sua esposa aos jornais – e isso poderia acarretar a morte de Jane -, gritou com colegas policiais, praticamente arrancou os cabelos, além de tentar negociar com os que mantinham Jane refém, completamente desarmado e sem plano.

 

Você ainda está viva. Tem de estar viva. Eu saberia, eu sentiria caso não estivesse.

Não sentiria?

Gabriel refestelou-se no sofá do escritório de Maura, a cabeça apoiada nas mãos, tentando pensar no que mais poderia fazer, mas o medo continuava obscurecendo sua lógica. Como fuzileiro naval, ele nunca perdera a frieza em ação. Agora não conseguia nem se concentrar, não conseguia afastar a imagem que o assombrava desde a necropsia, a de um corpo diferente deitado sobre a mesa.

Alguma vez eu lhe disse o quanto a amo?”

(Desaparecidas, pág. 127)

 

A coisa que eu acho mais legal do livro é a rotina dos dois. O mundo não virou uma bolha feliz e PERFEITA, em que os dois jamais brigam, em que subitamente a “Cara de Sapo” se transformou numa princesa e que o COSMO agora parece conspirar para toda a beleza existente no mundo, permanecesse em um único casal. Pelo contrário, Gabriel e Jane continuam suas discussões, agora muito mais profundas, porque eles realmente conhecem um ao outro – são um homem e uma mulher, ambos compartilhando uma rotina, conhecendo os defeitos e qualidades, traquejos, do outro.

E isso diminui o amor? Pelo contrário, apenas o aumenta. Você se apaixona pela dedicação de Gabriel pela pequena família que agora possui, ou pela confiança cega que Jane possui por ele. Apesar dos defeitos, eles SÃO uma família e realmente se amam, e sabem que não existe essa de “isso ninguém pode tirar de mim”, porque combatem monstros que tiram isso das pessoas todos os dias, o que faz com que eles queiram se dedicar ainda mais a ter seus pequenos momentos de felicidade e amor.

 

 

“Súbito, a mão se fechou ao redor da mão de Jane, um aperto quente e familiar. Não pode ser, pensou, quando a dor da contração diminuiu e sua visão clareou lentamente. Ela se concentrou no rosto que olhava para ela e ficou pasma.

-Não – murmurou. – Não, você não devia estar aqui.

Ele segurou-lhe o rosto e beijou-lhe a testa e os cabelos.

- Tudo vai ficar bem, querida. Tudo ficará bem.

- É a coisa mais idiota que você já fez.

Ele sorriu.

- Você sabia que eu não era muito inteligente ao se casar comigo.

- No que estava pensando?

- Em você. Apenas em você.”

(Desaparecidas, pág. 209/210)

 

Enfim, eu poderia listar “n” casais melhores que Edward/Bella – algo não muito difícil – mas o post chegaria a marca de quase trinta páginas, e sinto que nem um terço leria tudo. X) Aliás, estava tentada ainda a falar sobre casais de seriados, filmes e até mangá (como, por exemplo, Alex e Izzie [Grey’s Anatomy], Noah e Allie [The Notebook], Naruto e Sakura [Naruto, apesar de não ser confirmado :B], Harry e Gina [Harry Potter], e até mesmo Jacob Black e Bella [Twilight, pasmem ¬¬]), mas, de novo, o negócio ia ficar tão grande, mas TÃO grande, que provavelmente o mundo iria acabar e eu não teria terminado x) – provavelmente eu faça uma parte dois disso, aí quem sabe….

Então, deixo estes quatro casais da literatura contemporânea americana em suas mãos, dizendo: não são autores consagrados (Julie possui romances simples e Tess, apesar de ser “leitura obrigatória” na casa de STEPHEN KING, não é muito conhecida, pelo menos aqui no Brasil) e, ainda sim, escrevem way better than Meyer, com um romance muito melhor construído, com sentido muito melhor. E muito mais saudável. Não consegui explicar tudo bem explicadinho do jeito que queria, mas espero já ter dado um insight  breve sobre construções agradáveis de romances e personagens.

 

E, para as fangirls obcecadas: Meyer como fenômeno literário, com melhor romance escrito? Com um homem “perfeito”? Com tudo “perfeito”?

 

 

DEFINITIVAMENTE, NÃO!

Tamara

(PS da Lily: E, continuando a lista, teremos QUEM é melhor que Edward Cullen/Robert Pattinson. Mulherada hater, prepare-se)

The J.K. Rowling Show

•04/09/2009 • 56 Comentários

Olá,olá!

Mais um post para nos relaxar enquanto Twi não destrói apresenta notícias novas para nossas mentes!!XD!

Temos aqui um vídeo do programa Late Late Show, de Craig Ferguson, apresentado em 07/08/09. Eu não vou estragar a surpresa do vídeo. Acho que o título do Post já deve tê-los deixado beeem curiosos, hehehe.

O vídeo está em inglês, mas não é difícil de entender o que se passa ^^!!

Espero que gostem!!